Bitcoin: Fibonacci sugere US$ 220 mil até 2030
O Bitcoin mantém tendência de baixa desde a forte correção de 10 de outubro de 2025. Agora, o mercado tenta identificar onde pode surgir o fundo deste ciclo. Ao mesmo tempo, cresce a discussão sobre o potencial de alta do principal ativo do mercado de criptomoedas até 2030.
Relatos recentes indicam pressão relevante sobre os mineradores de Bitcoin. Além disso, o ambiente atual lembra condições vistas em mercados de baixa anteriores. Ainda não há data confirmada para a formação do fundo. Porém, sinais de fluxo e padrões gráficos ajudam a delimitar possíveis zonas de suporte.
Nesse contexto, a liquidez ganhou importância. Afinal, entradas consistentes de stablecoins nas exchanges costumam acompanhar fases de recuperação. Também indicam maior apetite por risco no mercado cripto.
Stablecoins mostram apetite por risco

Origem do gráfico: CryptoQuant.
A leitura apresentada indica que ciclos de alta dependem da entrada de capital novo nas plataformas de negociação. Assim como ocorreu em abril de 2021, entradas elevadas de stablecoins voltaram a coincidir com fortes valorizações no fim de 2024 e entre julho e outubro de 2025.
Os dados usam a média móvel de 30 dias para suavizar o fluxo líquido de stablecoins para exchanges. No momento, porém, essa média segue negativa. Dessa maneira, o indicador ainda não confirma uma retomada consistente da demanda compradora.
Para que o sentimento mude com mais clareza, a métrica precisaria voltar ao campo positivo. Além disso, picos mais fortes de entrada de capital tenderiam a reforçar o otimismo. Como resultado, poderiam sustentar uma nova estrutura de alta para o Bitcoin.
Fractal aponta possível fundo em 2026

Origem do gráfico: Joao Wedson.
Nesse cenário, Joao Wedson, fundador e CEO da plataforma de inteligência cripto Alphractal, afirmou no X que o fundo deste ciclo pode ficar entre US$ 41,5 mil e US$ 45 mil. Segundo ele, esse movimento poderia ocorrer em algum momento da primeira metade de outubro de 2026.
A análise não trata essa faixa como certeza matemática. Em vez disso, parte de uma simetria histórica baseada na repetição de padrões. Em outras palavras, o fractal sugere semelhanças com ciclos anteriores do Bitcoin, mas não elimina cenários alternativos.
Ainda assim, a projeção chama atenção porque se aproxima de outros níveis técnicos relevantes. Portanto, o intervalo estimado por Joao Wedson passou a servir como referência para investidores que monitoram uma possível exaustão da tendência de baixa.
Fibonacci projeta ciclo até 2030

Origem do gráfico: TradingView.
No longo prazo, a adoção institucional tende a ganhar mais força. Ao mesmo tempo, grandes entidades que acumulam Bitcoin, como a Strategy, podem exercer influência crescente sobre o próximo ciclo. Ainda que o setor amadureça, parte do mercado avalia que as altas futuras talvez não repitam a mesma explosão vista em ciclos anteriores.
A análise técnica de referência considera ação de preço e níveis de Fibonacci. Contudo, o próprio modelo não oferece precisão garantida. No ciclo de 2020 a 2022, o Bitcoin recuou para pouco abaixo do nível de retração de 78,6%, marcado em US$ 17.738, antes de retomar sua tendência estrutural de alta.
Em seguida, o ativo superou a extensão de 61,8% e alcançou US$ 126,2 mil. Agora, o Bitcoin atravessa nova fase de retração. Se o comportamento atual repetir a dinâmica do ciclo anterior, investidores podem ver um recuo até US$ 39,1 mil com base nos níveis de Fibonacci deste ciclo.
Cenário de alta mira US$ 200 mil a US$ 220 mil
Esse nível fica relativamente próximo da faixa entre US$ 41,5 mil e US$ 45 mil citada por Joao Wedson. Ainda assim, a leitura também cita US$ 49,5 mil como referência próxima. Dessa forma, diferentes análises técnicas convergem para uma zona de suporte ampla, mas relevante.
A partir de um eventual fundo, o próximo impulso poderia levar o Bitcoin além da extensão de 61,8%, localizada em US$ 152,3 mil. Por consequência, uma máxima entre US$ 200 mil e US$ 220 mil poderia surgir até 2030, antes de o ativo entrar em um novo ciclo de baixa.
Por outro lado, o fator tempo continua decisivo. O ciclo anterior levou quase o dobro do tempo para ir do fundo ao topo em comparação com o ciclo de 2020. Portanto, a trajetória até 2030 depende não apenas do preço. Ela também depende da velocidade de recuperação da liquidez e da demanda institucional.
Em suma, a análise acompanha quatro pontos centrais: o retorno do fluxo de stablecoins para exchanges, a possível faixa de fundo entre US$ 41,5 mil e US$ 45 mil, o risco de retração até US$ 39,1 mil e um cenário de retomada que abriria espaço para o Bitcoin buscar entre US$ 200 mil e US$ 220 mil até 2030.