Ethereum mira US$ 2.000 com fluxos em ETFs spot

O Ethereum estendeu a recuperação recente, voltou a negociar acima de US$ 1.900 e aproximou o teste dos US$ 2.000. Com isso, traders passaram a observar a reação do ETH diante de uma resistência técnica e psicológica relevante.

Naquele recorte de mercado, o ETH era negociado a US$ 1.942,56, com alta de 4,2% em 24 horas. Além disso, em sete dias, o ativo acumulava avanço de 8,8%. Em duas semanas, a valorização chegava a 9,7%, enquanto o ganho em 30 dias somava 12,3%.

Esse desempenho ocorreu após semanas de melhora na ação de preço, retomada do interesse institucional e leitura técnica mais favorável. Dessa forma, os compradores passaram a mostrar maior controle do movimento no curto prazo.

Faixa entre US$ 1.950 e US$ 2.150 vira teste

A alta mais recente levou o Ethereum para perto de uma zona técnica importante. No recorte intradiário, a criptomoeda chegou a negociar ligeiramente abaixo de US$ 1.947. Assim, ficou a poucos dólares do topo da faixa observada nas últimas 24 horas.

Diversos indicadores passaram a mostrar um quadro mais construtivo. Em primeiro lugar, o ETH superou as médias móveis exponenciais de 20 e 50 dias. Esse movimento costuma indicar fortalecimento do momentum de curto prazo. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa, ou RSI, avançou para perto de 70.

Esse nível sugere forte atividade compradora. Ainda assim, também aponta risco de maior volatilidade caso a alta acelere sem uma consolidação intermediária. Portanto, a região atual tende a funcionar como teste imediato da consistência do movimento.

Segundo o analista de criptomoedas Javon Marks, o Ethereum também rompeu uma linha de tendência descendente que limitava o preço havia bastante tempo. Na avaliação dele, esse rompimento pode marcar os estágios iniciais de uma recuperação mais ampla, desde que os compradores defendam os suportes retomados recentemente.

Javon Marks no X

A primeira grande zona de resistência agora está entre US$ 1.950 e US$ 2.150. Se houver avanço sustentado acima dessa faixa, a estrutura de alta tende a ganhar força. Por consequência, analistas monitoram resistências adicionais em torno de US$ 2.501, US$ 2.970 e US$ 3.349.

Depois disso, o ativo ainda precisaria superar barreiras mais fortes perto de US$ 3.728, US$ 4.108 e, por fim, a máxima histórica anterior de US$ 4.946,05, registrada em agosto de 2025.

Suportes definem o curto prazo

Na parte inferior, traders acompanham a região de US$ 1.900 como primeira camada de suporte. Logo abaixo, US$ 1.879 e a mínima intradiária recente perto de US$ 1.854 aparecem como níveis adicionais. Nesse sentido, a preservação dessas faixas pode sustentar a atual tendência de alta.

Por enquanto, analistas esperam que o nível de US$ 2.000 exija mais de uma tentativa antes de um rompimento convincente. Afinal, esse patamar costuma atrair realização de lucros e aumento de volatilidade.

ETFs spot e tesouraria corporativa apoiam recuperação

Os ganhos recentes também coincidiram com a retomada da demanda institucional por Ethereum. Os ETFs spot de Ethereum negociados nos Estados Unidos voltaram a registrar entradas líquidas positivas após um período prolongado de saídas.

Fluxos líquidos dos ETFs de Ethereum

Fonte: gráfico de fluxos líquidos dos ETFs de Ethereum.

Entre os principais responsáveis por esse movimento está o fundo ETHA, da BlackRock. Assim, o fluxo reforça os sinais de que investidores institucionais voltaram a direcionar capital para o Ethereum.

A atividade de tesouraria corporativa também segue em destaque. Além disso, a BitMine adicionou mais 7.430 ETH em seu período mais recente de divulgação. Essa foi sua menor compra semanal desde a adoção da estratégia de tesouraria em Ethereum. Contudo, a empresa associou a desaceleração à aproximação de sua meta declarada.

Segundo a empresa, o objetivo segue sendo controlar aproximadamente 5% da oferta circulante de Ethereum. Portanto, a redução no ritmo de compra não indicaria mudança em sua estratégia de investimento. Atualmente, a BitMine detém cerca de 5,777 milhões de ETH, o equivalente a aproximadamente 4,8% da oferta existente.

Em torno de 85% dessa posição está em staking. Como resultado, a companhia estima gerar cerca de US$ 247 milhões por ano em recompensas. Ao mesmo tempo, a empresa redirecionou parte da alocação de capital para um programa de recompra de ações de US$ 4 bilhões, enquanto mantém sua posição de longo prazo em Ethereum.

BitMine no X

Alvos longos dependem de novas quebras

No horizonte mais longo, projeções técnicas continuam atraindo atenção. Javon Marks já havia apontado possíveis objetivos de alta em US$ 5.000, US$ 8.500 e US$ 12.000. Porém, esse cenário depende da manutenção da estrutura de mercado de longo prazo e da superação sucessiva de resistências.

Outra projeção técnica de prazo mais estendido, publicada por Donald Dean, indica um alvo potencial em torno de US$ 6.941. Contudo, esse movimento depende da superação de múltiplas zonas de resistência ao longo do tempo, segundo análise divulgada no X.

Por ora, o foco segue concentrado na faixa de US$ 2.000. Depois de recuperar a região de US$ 1.900 e negociar perto de US$ 1.942,56, o próximo teste para os compradores será consolidar um avanço sustentado acima desse nível. Além disso, o cenário permanece apoiado por melhora técnica, retomada da demanda por ETFs spot nos Estados Unidos e continuidade da participação institucional.