Cosmos Labs e Peersyst entram no CBWeb3 da LNET
Cosmos Labs, organização de desenvolvimento e crescimento ligada ao ecossistema Cosmos, e a Peersyst Technology, empresa de desenvolvimento tecnológico em blockchain, assinaram um memorando de entendimento com a LNET. O acordo prevê colaboração no projeto CBWeb3, iniciativa que avalia a interoperabilidade entre redes para ativos financeiros tokenizados na América Latina. Além disso, o movimento amplia o debate sobre infraestrutura digital para pagamentos e liquidação transfronteiriça na região.
A LNET anunciou que o projeto reúne bancos centrais e instituições financeiras. O objetivo é avaliar como formas digitais de dinheiro emitidas por bancos centrais podem circular por redes nacionais e regionais. Assim, o estudo busca preservar soberania monetária, segurança e conectividade econômica. Nesse sentido, a parceria coloca a Cosmos Labs entre os fornecedores de ambiente técnico para os testes do CBWeb3.
CBWeb3 avalia interoperabilidade financeira regional
O CBWeb3 surge como mais uma etapa na evolução do ambiente financeiro digital latino-americano. Em primeiro lugar, a proposta conecta atores públicos e privados para testar como diferentes infraestruturas podem operar em conjunto. Em seguida, o grupo pretende produzir evidências práticas sobre integração entre redes, tokenização de ativos financeiros e sistemas de liquidação.
Segundo a descrição da iniciativa, o estudo de interoperabilidade transregional deve desenhar um roteiro para modernizar a infraestrutura financeira em toda a região. Além disso, o CBWeb3 recebe financiamento do IDB Lab e explora novos modelos de infraestrutura digital para o sistema financeiro da América Latina e do Caribe. Dessa forma, o projeto ganha uma base institucional relevante para avançar em cenários de teste mais amplos.
A entrada da Cosmos Labs e da Peersyst Technology fortalece essa base técnica. A Cosmos Labs levará sua experiência em interoperabilidade e infraestrutura de padrão institucional. Já a Peersyst Technology acrescentará sua atuação no desenvolvimento de soluções blockchain resilientes. Assim, o memorando com a LNET amplia o grupo de parceiros aptos a testar cenários reais de integração entre redes.
Cosmos e IBC entram nos testes
Como parceira tecnológica do CBWeb3, a Cosmos Labs fornecerá um dos ambientes de rede participantes. Esse ambiente servirá para testar interoperabilidade entre redes e cenários de liquidação transfronteiriça. Além disso, o conjunto tecnológico Cosmos e o protocolo Inter-Blockchain Communication, ou IBC, darão suporte aos testes com outras redes, tecnologias e parceiros técnicos do projeto.
A expectativa é que vários bancos centrais da região examinem, de forma coordenada, como diferentes redes podem interagir com fluidez. Ao mesmo tempo, os participantes devem identificar casos de uso futuros em pagamentos transfronteiriços, sistemas de liquidação e tokenização de ativos financeiros. Portanto, o foco não se limita à compatibilidade técnica. O projeto também observa possíveis aplicações institucionais de longo prazo.
Esse desenho importa porque a interoperabilidade costuma aparecer entre os principais gargalos de projetos financeiros baseados em blockchain. Ainda assim, o CBWeb3 tenta abordar o tema em um ambiente colaborativo e neutro em termos tecnológicos. Com efeito, a combinação entre redes distintas, bancos centrais e instituições financeiras pode gerar parâmetros mais realistas sobre operação, segurança e escalabilidade.
LNET, Cosmos Labs e Peersyst defendem colaboração
Mariana Kotik, Chief Strategy Officer da LNET, afirmou que o valor do CBWeb3 está em reunir instituições, agentes financeiros e parceiros tecnológicos. Segundo ela, esse formato permite testar diferentes abordagens em um ambiente colaborativo e neutro em termos de tecnologia. Além disso, a executiva destacou a contribuição técnica da Cosmos Labs.
“O valor do CBWeb3 está em reunir instituições, agentes financeiros e parceiros tecnológicos para testar diferentes abordagens em um ambiente colaborativo e neutro em termos de tecnologia. A contribuição da Cosmos Labs traz experiência valiosa em infraestrutura e interoperabilidade para esses cenários de teste, como parte de um esforço mais amplo entre vários parceiros para gerar evidências práticas e aprendizado compartilhado sobre o futuro da infraestrutura financeira transfronteiriça na América Latina e no Caribe”, afirmou Mariana Kotik, Chief Strategy Officer da LNET.
Barry Plunkett, co-CEO da Cosmos Labs, disse que a aliança mostra como a inovação colaborativa se tornou essencial para moldar o futuro das finanças globais. Além disso, ele avaliou que a parceria cria uma oportunidade para demonstrar o potencial da tecnologia de registro distribuído, ou blockchain, em sistemas financeiros regionais.
“A aliança mostra como a inovação colaborativa é essencial para moldar o futuro das finanças globais. Vemos nesta parceria uma oportunidade de ajudar a demonstrar como a tecnologia de registro distribuído, ou blockchain, pode impulsionar sistemas financeiros mais eficientes, transparentes e conectados em toda a América Latina”, disse Barry Plunkett, co-CEO da Cosmos Labs.
Peersyst vê América Latina na linha de frente
Ferran Prat, CEO da Peersyst, declarou que a América Latina está na linha de frente da inovação financeira. Além disso, ele afirmou que a colaboração evidencia o compromisso regional com o desenvolvimento de soluções avançadas para infraestrutura monetária. Segundo Prat, a empresa espera contribuir com uma tecnologia resiliente e apta a responder às exigências do CBWeb3.
“A América Latina está na linha de frente da inovação financeira, e esta colaboração evidencia o compromisso regional com o desenvolvimento de soluções avançadas para infraestrutura monetária. Esperamos contribuir com uma tecnologia resiliente e apta a responder às exigências do CBWeb3”, declarou Ferran Prat, CEO da Peersyst.
Como resultado, a entrada de Cosmos Labs e Peersyst no memorando com a LNET amplia a base técnica do CBWeb3. O projeto testará interoperabilidade entre redes, liquidação transfronteiriça e tokenização de ativos financeiros. Ao mesmo tempo, mantém no centro da discussão a participação de bancos centrais, o financiamento do IDB Lab e a modernização da infraestrutura financeira na América Latina e no Caribe.