Bitcoin: US$ 61 mil e US$ 67 mil guiam preço

O Bitcoin recuperou força e alcançou US$ 66.956 na terça-feira, 21 de julho, mas encontrou rejeição nessa faixa. Ainda assim, o recuo seguinte ficou limitado à região de US$ 63,9 mil, e o preço voltou a mirar os US$ 65 mil.

No gráfico diário, a maior criptomoeda do mercado segue dentro de uma estrutura de baixa desde outubro. Contudo, compradores ainda precisam romper níveis decisivos para enfraquecer esse quadro técnico, embora alguns sinais de suporte tenham surgido no curto prazo.

No fim da semana anterior, fluxos negativos em ETFs indicaram possível mudança de sentimento entre investidores. Ao mesmo tempo, as taxas de financiamento permaneceram positivas, enquanto o volume de posições compradas no mercado de derivativos ficou ligeiramente acima do volume de posições vendidas.

Além disso, mineradores reduziram a pressão vendedora, e o ativo continuou negociado dentro de um canal de alta. Da mesma forma, baleias acumularam Bitcoin a partir de exchanges centralizadas e reforçaram uma leitura mais construtiva para o longo prazo.

Suporte de US$ 61 mil ganha peso na leitura técnica

Em relação à semana anterior, pouca coisa mudou na estrutura principal do preço. Compradores ainda não romperam o topo de oscilação em US$ 67.292. Por outro lado, vendedores também não levaram o mercado abaixo do fundo de oscilação em US$ 57.800.

Bitcoin Reserve Realized Price
Fonte: CryptoQuant

O analista Joao Wedson destacou um suporte importante com base no preço realizado das reservas de Bitcoin na Binance. Essa métrica mede o custo médio de aquisição das reservas mantidas pela exchange.

Na leitura do indicador, o preço perdeu esse suporte em 2022. Depois disso, o nível atuou como resistência até a recuperação em 2024. Em 2026, compradores têm defendido os testes nessa região de US$ 61 mil. Assim, esse patamar segue como referência relevante para o mercado.

Mapa de liquidações reforça zonas de atração

Bitcoin Liquidation Heatmap
Fonte: CoinGlass

Nas últimas duas semanas, o mercado concentrou liquidações relevantes de posições compradas e vendidas nas faixas de US$ 63,5 mil e US$ 67,1 mil, respectivamente. Além disso, essas zonas funcionam como áreas magnéticas próximas e devem permanecer no radar dos traders de swing.

Se a tendência de baixa em prazo mais amplo continuar, a análise aponta um cenário provável: o Bitcoin pode subir para capturar liquidez acima do preço antes de uma nova queda.

Fed e PCE podem definir o próximo movimento

O próximo movimento direcional também pode depender de um gatilho macroeconômico. O Federal Reserve anuncia a decisão de juros na quarta-feira, 29 de julho. Já o mercado recebe os dados de Personal Consumption Expenditures, o PCE, um dia depois.

Na avaliação do analista de criptomoedas Ibrahim Cosart, o mercado entra em uma janela crítica de 48 horas. Nesse sentido, a gestão de risco tende a pesar mais do que apostas antecipadas em uma direção única para o preço.

Bitcoin 1-day Chart
Fonte: BTC/USDT no TradingView

Após esses eventos, romper US$ 67,2 mil pode abrir espaço para uma alta em direção à faixa entre US$ 73 mil e US$ 77 mil. Em contrapartida, perder US$ 63,7 mil aumentaria as chances de recuo para as zonas de demanda em US$ 61 mil e US$ 57,8 mil.

No balanço final, o Bitcoin segue entre um suporte defendido em US$ 61 mil e uma resistência decisiva perto de US$ 67 mil. Enquanto isso, traders observam fluxos de ETFs, liquidações em derivativos, menor pressão dos mineradores e a agenda do Federal Reserve e do PCE para avaliar o próximo movimento relevante.