Bitcoin: ETFs spot têm julho volátil até dia 28
Os ETFs spot de Bitcoin atravessaram julho sob forte alternância de fluxos. A base da Farside Investors mostrou entradas e saídas diárias intensas nos fundos ligados ao preço à vista do ativo. Assim, Wall Street ajustou posições com frequência diante da volatilidade do mercado cripto.
Logo no início do mês, o quadro foi negativo para os principais produtos. Em 1º de julho, o saldo líquido consolidado ficou negativo em US$ 296 milhões. Além disso, o IBIT, da BlackRock, liderou as saídas ao registrar resgate diário de US$ 219,4 milhões.
No entanto, a direção mudou já no pregão seguinte. Em 2 de julho, os ETFs spot de Bitcoin somaram entrada líquida de US$ 223,5 milhões. Nesse movimento, o FBTC, da Fidelity, concentrou US$ 166 milhões em aportes, ao passo que o ARKB, da Ark Invest, captou cerca de US$ 91,8 milhões.
Alguns dias depois, em 6 de julho, o apetite comprador voltou a ganhar força. Na sessão, o IBIT liderou o avanço entre os ETFs spot de Bitcoin, com entrada de aproximadamente US$ 209,4 milhões em capital institucional.

Fonte: Farside Investors.
Fluxos alternaram entradas fortes e resgates pesados
A estabilidade, porém, durou pouco. Na segunda semana do mês, a pressão vendedora institucional voltou a dominar o setor. Dessa forma, o conjunto dos fundos enfrentou o revés financeiro mais intenso de julho, enquanto operadores reorganizaram portfólios para reduzir exposição ao risco.
O dia 13 de julho marcou a sessão mais negativa do período. No agregado, os ETFs registraram saída líquida de US$ 424,7 milhões em poucas horas. Ao mesmo tempo, o FBTC, da Fidelity, sofreu o maior resgate do dia, com retiradas de US$ 245,6 milhões.
Além disso, o GBTC, da Grayscale, ampliou a fraqueza ao anotar saída de US$ 53,1 milhões. O IBIT também perdeu força e registrou resgates de US$ 185,5 milhões. Ainda assim, o BTC, também da Grayscale, ofereceu alívio parcial ao somar entrada de US$ 53,4 milhões na mesma sessão.
Apesar do impacto, a semana seguinte trouxe recuperação do apetite comprador. Em 20 de julho, o interesse institucional reapareceu e levou os ETFs spot de Bitcoin a registrar entradas líquidas de US$ 226,8 milhões. Mais uma vez, o IBIT ficou à frente do movimento, com ingressos de US$ 116,5 milhões.
Reta final indicou maior cautela institucional
Na fase final de julho, os fluxos voltaram a acender o sinal de alerta. As sessões de 23 e 24 de julho registraram saídas líquidas relevantes e apagaram parte do terreno recuperado. Nesse sentido, grandes investidores reduziram temporariamente a exposição ao risco e migraram para alternativas consideradas mais defensivas.
Em 23 de julho, os produtos tiveram saldo líquido negativo de US$ 225,1 milhões. O principal responsável pelo recuo foi o IBIT, que sozinho perdeu US$ 202,5 milhões em capital. No dia seguinte, o fundo da BlackRock voltou a sofrer nova retirada, desta vez de US$ 212,2 milhões.
Posteriormente, as saídas institucionais continuaram, mas em intensidade menor. Em 27 de julho, o saldo líquido negativo foi de US$ 11,6 milhões. Já em 28 de julho, quando ainda restavam três pregões para o fechamento do mês, os resgates somavam US$ 49,7 milhões.
Em suma, julho expôs um comportamento dividido entre gestores e investidores institucionais nos ETFs spot de Bitcoin. BlackRock e Fidelity lideraram tanto períodos de maior entrada quanto fases de retirada. Entre os números mais relevantes do mês, ficaram a saída de US$ 296 milhões em 1º de julho, a entrada de US$ 223,5 milhões em 2 de julho, o tombo de US$ 424,7 milhões em 13 de julho e os novos resgates registrados entre 23 e 28 de julho.