XRP: falso portal da Flare Network causa fraude

As autoridades da Coreia do Sul desmontaram parcialmente uma rede criminosa que aplicou um golpe contra 71 investidores internacionais por meio de um falso portal de staking que imitava a Flare Network. Segundo a Polícia Metropolitana de Seul, os criminosos desviaram 3,4 milhões de XRP, o equivalente a cerca de US$ 8,5 milhões.

As forças de segurança prenderam dois suspeitos acusados de fraude agravada, enquanto um terceiro investigado segue foragido. De acordo com relatos recentes, a investigação continua aberta porque as autoridades consideram a possibilidade de que o prejuízo patrimonial seja significativamente maior.

Os investigadores estimam que o valor total da fraude pode chegar a US$ 19 milhões em ativos digitais. Se essa projeção se confirmar, o caso se tornará um dos maiores crimes ligados a criptomoedas registrados no país neste ano.

Como o golpe imitava a Flare Network

A Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos informou que a plataforma fraudulenta operou ativamente durante outubro. O esquema prometia às vítimas retornos mensais fixos entre 1,5% e 1,8% em troca do depósito de recursos. Para dar aparência de legitimidade ao golpe, os suspeitos copiaram o nome e a identidade visual da Flare Network, uma blockchain legítima.

Além disso, o grupo criminoso colocou em prática uma campanha agressiva de divulgação em diferentes canais digitais vistos como confiáveis. Os golpistas espalharam notícias falsas, publicações em blogs da plataforma Naver, verbetes na Wikipedia e vídeos no YouTube. Com essa estratégia, atraíram usuários interessados em obter renda passiva com suas reservas de criptomoedas.

A reportagem afirma que a rede usada na falsificação foi a Flare Network, um protocolo ligado ao ecossistema do XRP. Segundo o texto-base, a plataforma legítima iniciou oficialmente suas operações no começo do ano com o objetivo de desenvolver aplicações voltadas a casos de uso do mundo real. No fim de março de 2026, a rede reportava mais de US$ 160 milhões em valor total bloqueado e 887 mil endereços ativos.

Investigação segue aberta e há pedido à Interpol

Para tentar capturar o terceiro suspeito, as autoridades judiciais deram andamento a uma ordem internacional de prisão. A polícia solicitou formalmente a emissão de uma Notificação Vermelha da Interpol, já que há suspeita de que o foragido tenha fugido para um destino estrangeiro ainda desconhecido.

Ao mesmo tempo, porta-vozes oficiais afirmaram que vão aplicar uma política de tolerância zero contra fraudes cometidas com ativos digitais. Portanto, a apuração permanece em andamento enquanto os investigadores buscam dimensionar o alcance real do dano financeiro.

Alerta global sobre crimes com criptomoedas

A investigação coincide com a divulgação de números preocupantes sobre segurança digital no mercado de criptomoedas. Relatórios da Chainalysis indicam que crimes relacionados a criptomoedas causaram perdas globais de US$ 17 bilhões. Segundo o texto original, esses dados mostram que organizações criminosas conseguiram industrializar seus métodos de ataque e executá-los em larga escala.

Especialistas também alertam que os cibercriminosos recorrem cada vez mais a técnicas avançadas de falsificação de identidade e a ferramentas de inteligência artificial. Dessa forma, essas tecnologias facilitam a criação de portais quase idênticos às plataformas legítimas de investimento e serviços financeiros.

Em resumo, o caso do falso portal da Flare Network expõe a escala do golpe com XRP e o avanço de fraudes digitais mais sofisticadas, em um momento de aumento das perdas globais com crimes ligados a ativos digitais.