FBI acusa Patrick Yaroch de roubar US$ 1 milhão
Os promotores acusam um ex-agente do FBI de desviar cerca de US$ 1 milhão em criptomoedas apreendidas antes de se entregar, segundo registros judiciais que o tribunal tornou públicos nesta semana.
Documentos associam ex-agente ao desvio de fundos
Os documentos judiciais afirmam que Patrick Steven Yaroch, então agente especial supervisor do FBI, trabalhava na Divisão de Contrainteligência e Espionagem da sede da agência.
Segundo os autos, Yaroch afirmou que estava frustrado porque o FBI não podia ou não queria agir contra contas de criptomoedas de uma nação adversária. Depois disso, de acordo com a declaração apresentada a um tribunal distrital da Virgínia, ele decidiu resolver a situação por conta própria.
Na sequência, ele teria transferido US$ 925.426,07 em criptomoedas para carteiras pessoais por meio de várias transações.
“Yaroch disse ao funcionário 1 do Departamento de Justiça que tomou decisões muito ruins relacionadas a carteiras de criptomoedas. Yaroch disse que entrou em sistemas do FBI e encontrou as chaves necessárias para transferir dinheiro das carteiras para si mesmo.”
Os documentos também afirmam que, em certo momento, Yaroch cogitou se aposentar em Portugal com a esposa. Essa informação, segundo os autos, aparece em seu histórico no ChatGPT. Mais tarde, porém, ele confessou a um funcionário do Departamento de Justiça o que havia feito.
Acusação aponta confissão e risco penal
A acusação afirma, em petição de prisão preventiva divulgada na terça-feira, que o peso das provas contra o réu é elevado. O texto acrescenta que ele confessou ter roubado as criptomoedas das carteiras ligadas às nações adversárias.
Além disso, os registros judiciais alegam que Yaroch anteriormente teve acesso a algumas das informações mais secretas e importantes do país. Em seguida, segundo a acusação, ele decidiu usar indevidamente esse acesso para roubar dinheiro em benefício próprio.
O processo ainda informa que o Ministério Público acusou o réu de dois crimes graves. Cada acusação prevê pena máxima de 10 anos de prisão.
Autos não identificam a nação citada no caso
Os autos divulgados nesta semana não identificam a nação mencionada no caso. Ainda assim, os documentos citam brevemente que Yaroch mantinha uma pequena quantidade de Bitcoin em sua conta na Kraken.
Por outro lado, a maior parte de seus recursos estava alocada em stablecoins, de acordo com os registros do tribunal.
O FBI demitiu Yaroch, morador de Ashburn, no estado da Virgínia, em 31 de julho. As investigações, no entanto, seguem em andamento, conforme a documentação judicial.