Exchanges têm menor volume de 2026, diz Kaiko

O volume negociado nos principais exchanges centralizados de criptomoedas caiu ao menor nível de 2026. Embora vários ativos ainda operem perto de máximas recentes, os dados mais recentes da Kaiko apontam perda de força na atividade do mercado, com liquidez menor e investidores mais cautelosos.

Entre os principais números, o volume diário negociado nas 44 maiores plataformas monitoradas caiu para cerca de US$ 15 bilhões, o menor patamar do ano. Além disso, a negociação recuou cerca de 70% em relação aos picos registrados em janeiro. Ao mesmo tempo, os seis maiores exchanges agora concentram mais de 60% de todo o volume do mercado.

The Kobeissi Letter, no X

Queda de atividade reduz o ritmo do mercado

Os números compilados pela Kaiko mostram uma desaceleração persistente da atividade nos exchanges centralizados ao longo dos últimos meses. Esse movimento coincide com um relatório recente da CoinGecko, que apontou queda de 27,9% no volume spot no segundo trimestre de 2026.

Depois de superar US$ 100 bilhões negociados em algumas sessões de fevereiro, o mercado reduziu a atividade de forma gradual. Desde então, o volume diário passou a girar em torno de US$ 15 bilhões, no menor nível registrado em 2026 até agora.

Além disso, a perda de dinamismo também aparece no volume médio diário de negociação. Desde dezembro de 2025, esse indicador caiu cerca de 50% e ficou em torno de US$ 20 bilhões. Dessa forma, os dados reforçam a leitura de uma redução contínua da liquidez disponível no mercado.

Em conjunto, esses números descrevem um ambiente com menor atividade especulativa. Nesse cenário, muitos investidores preferem esperar por novos sinais antes de ampliar a exposição a ativos digitais.

Liquidez se concentra nas maiores plataformas

Outro ponto destacado pelos dados é a concentração crescente do volume negociado. Atualmente, os seis maiores exchanges respondem por mais de 60% de toda a atividade do mercado. Com isso, essas plataformas reforçam sua posição diante das concorrentes menores.

Por um lado, essa concentração favorece maior profundidade de mercado nos principais exchanges. Por outro, ela também indica que parte da liquidez está migrando das plataformas menores. Como resultado, executar ordens de grande porte fora dos maiores exchanges pode sair mais caro ou gerar impacto maior sobre os preços.

Sozinha, essa mudança não sinaliza uma reversão de tendência nas cotações. Ainda assim, ela evidencia que o mercado atravessa uma fase de participação mais fraca e rotação de capital mais moderada.

Volume segue no radar dos investidores

A queda do volume mostra que o mercado de criptomoedas segue em consolidação após a atividade intensa observada no início do ano. Sem um fluxo constante de liquidez, até mesmo preços elevados podem encontrar dificuldade para sustentar movimentos direcionais mais amplos.

Por isso, o volume negociado se tornou um dos principais indicadores para medir a força do mercado. Enquanto a atividade permanecer em níveis reduzidos, será difícil confirmar um retorno consistente do interesse dos investidores. Assim, o ambiente deve continuar marcado por cautela e menor participação nas operações.