John Barrasso apoia Clarity Act no Senado dos EUA
O vice-líder da maioria republicana no Senado dos Estados Unidos, John Barrasso, passou a defender a aprovação do Clarity Act. No entanto, sinais recentes indicam que a tramitação do projeto pode perder ritmo.
Em discurso no Senado na quinta-feira, Barrasso lembrou que o país aprovou, no ano passado, sua primeira grande lei sobre ativos digitais, o Genius Act. Segundo ele, o mesmo esforço bipartidário será necessário para aprovar o Clarity Act.
“É hora de o Senado avançar a partir do Genius Act com a aprovação do Clarity Act. Os Estados Unidos ficam mais seguros e mais fortes quando inovamos.”
Senadores tentam votar projeto antes do recesso
Os parlamentares tentam votar o Clarity Act antes do recesso de cinco semanas, que começa nesta semana. Contudo, alguns republicanos acusaram os democratas de atrasar o texto com exigências detalhadas durante as negociações.
A proposta recebeu contribuições de integrantes dos dois partidos. Na quarta-feira, o senador Thom Tillis afirmou que a Casa Branca analisava as emendas mais recentes, conforme relatos.
No dia seguinte, o repórter Brendan Pedersen informou no X que Tillis ainda não havia recebido uma resposta. A informação contrastou com o otimismo demonstrado pelos defensores da proposta durante a semana.
Até então, o líder da maioria no Senado, John Thune, também esperava realizar a votação antes do recesso. Ainda assim, os parlamentares precisam analisar outras propostas antes da pausa legislativa.
Por esse motivo, o Clarity Act parece ter perdido espaço na agenda imediata do Senado. O calendário continua incerto, apesar da pressão de integrantes do Partido Republicano.
Texto cresceu após pedidos dos democratas
A Câmara dos Representantes aprovou o projeto no ano passado. A proposta estabeleceria regras permanentes para a regulação de ativos digitais nos Estados Unidos.
Desde então, os senadores ampliaram consideravelmente o texto. A senadora Cynthia Lummis atribuiu esse crescimento aos democratas, que solicitaram a inclusão de novos pontos no rascunho.
Desde julho, os parlamentares discutem uma versão com mudanças relacionadas à ética. Essa versão proibiria funcionários do governo e seus familiares de emitir ou promover criptomoedas.
Mesmo assim, alguns legisladores consideraram as alterações insuficientes. Em julho, um grupo de democratas enviou uma carta afirmando que a proposta ainda não atendia plenamente às suas preocupações.
Stablecoins ampliam o impasse no Senado
Além das questões éticas, o Clarity Act enfrenta resistência relacionada aos rendimentos de stablecoins. O lobby bancário questionou os pagamentos oferecidos por empresas de criptomoedas aos clientes.
Essa posição provocou um confronto com companhias do setor, como a Coinbase. Por outro lado, alguns republicanos ainda acreditam que o Senado realizará a votação nesta semana.
O presidente do Comitê Bancário do Senado, Tim Scott, disse à Fox Business que o Clarity Act deveria ser “a primeira votação antes de sairmos, sem qualquer dúvida”.
Na quarta-feira, Lummis também afirmou que a votação aconteceria. Conforme a senadora, os parlamentares permaneceriam em Washington por mais um ou dois dias, se necessário.
Assim, o apoio de Barrasso reforça a pressão por uma decisão antes do recesso. Entretanto, a falta de resposta da Casa Branca e as pautas pendentes mantêm o cronograma indefinido.