Uber sobe 3,4% após resultados fortes no trimestre
As ações da Uber avançaram 3,4% na quinta-feira, após a companhia apresentar resultados trimestrais acima das expectativas em indicadores importantes. Por conseguinte, durante a sessão, o papel alcançou US$ 71,37 e encerrou o pregão a US$ 70,51. No fechamento anterior, a ação valia US$ 68,18.
O lucro ajustado por ação atingiu US$ 0,81, um centavo acima do consenso de US$ 0,80. Em contrapartida, a receita somou US$ 14,19 bilhões, com crescimento anual de 12,2%. Logo após, o valor ficou ligeiramente abaixo da projeção de US$ 14,24 bilhões.
Além disso, o volume negociado ganhou força durante o pregão. Cerca de 31 milhões de ações trocaram de mãos, volume 59% superior à média diária.
Reservas e número de viagens mantêm crescimento
Os indicadores operacionais também mostraram, de fato, expansão no segundo trimestre. As reservas brutas cresceram 24% e alcançaram aproximadamente US$ 58 bilhões. Enquanto isso, o número de viagens aumentou 18%, para 3,9 bilhões no período.
Ao mesmo tempo, a quantidade de consumidores ativos mensais avançou 16%, chegando a 208 milhões. Com isso, a companhia manteve o crescimento de sua base de usuários.
O EBITDA ajustado chegou a US$ 2,8 bilhões, uma alta anual de 33%. Já o fluxo de caixa livre acumulado nos últimos 12 meses superou US$ 10 bilhões.
Os indicadores citados pelo mercado apontaram margem líquida de 17,34% e retorno sobre o patrimônio líquido de 43,36%. Pelas regras contábeis GAAP, o lucro diluído por ação ficou em US$ 1,17 no trimestre.
Projeção para o terceiro trimestre fica abaixo do consenso
Para o terceiro trimestre, a Uber projetou lucro ajustado por ação entre US$ 0,84 e US$ 0,88. Contudo, analistas trabalhavam com estimativas entre US$ 0,89 e US$ 0,91.
A administração também alertou para a continuidade dos impactos cambiais. Segundo a companhia, essas pressões devem limitar o crescimento reportado no próximo trimestre.
Em paralelo, a Uber apontou uma desaceleração no crescimento das viagens no Brasil. Nesse caso, a empresa atribuiu o movimento ao aumento da concorrência local.
Analistas preservam perspectiva favorável
As avaliações dos analistas tiveram diferenças, mas permaneceram predominantemente favoráveis. Guggenheim e Needham reiteraram recomendações de compra, com preços-alvo de US$ 125 e US$ 109, respectivamente.
O Bank of America manteve a recomendação de compra e elevou sua projeção de lucros. Entretanto, o banco reduziu o preço-alvo atribuído às ações da empresa.
A Piper Sandler estabeleceu um preço-alvo de US$ 106. Por sua vez, a KeyCorp preservou a recomendação overweight e definiu um alvo de US$ 105.
A Susquehanna reduziu sua estimativa de US$ 110 para US$ 90, embora tenha mantido uma avaliação positiva. Nos levantamentos citados, o preço-alvo médio variava entre US$ 104,23 e US$ 104,25.
Investidores institucionais detinham 80,24% das ações. No segundo trimestre, a Chesley Taft and Associates ampliou sua participação em 19,9%.
A gestora adicionou 45.090 ações e encerrou o período com 271.677 papéis. Na avaliação apresentada, essa posição valia aproximadamente US$ 19,6 milhões.
Uber amplia investimentos e flexibilidade financeira
Durante o trimestre, a Uber firmou uma nova linha de crédito sênior sem garantia, acompanhada de um empréstimo a prazo. Dessa forma, a companhia ampliou sua flexibilidade financeira para alocar capital.
A administração afirmou que ganhos de eficiência com inteligência artificial estão reduzindo o custo por token. Esse avanço pode ajudar a limitar o crescimento futuro das despesas.
A empresa pretende investir mais de US$ 10 bilhões em veículos autônomos e aquisições. Os planos incluem uma proposta de transação envolvendo a Delivery Hero.
Relatos também indicam que a Uber busca adquirir até 50 mil SUVs elétricos da Rivian. A companhia usaria os veículos para apoiar seus projetos relacionados a robotáxis.
Além disso, a Transport for London concedeu licenças para veículos da Wayve realizarem corridas supervisionadas de transporte privado. A medida aproxima a Uber do lançamento de serviços autônomos em Londres.
Nos últimos 52 semanas, as ações oscilaram entre US$ 65,41 e US$ 101,99. Na sexta-feira, o papel abriu a US$ 74,94. Naquele momento, a companhia registrava valor de mercado de US$ 152,56 bilhões.