Jefferies Financial Group corta alvo da Apple para US$ 263,66
As ações da Apple recuaram mais de 10% em relação à máxima histórica nas últimas três semanas. Diante desse movimento, a Jefferies Financial Group revisou sua projeção para os papéis da empresa.
Edison Lee, responsável pela pesquisa de ações de tecnologia, telecomunicações e software da China na Jefferies, apresentou a nova avaliação. Em nota enviada aos clientes em 10 de agosto, o analista reduziu a recomendação de “manter” para “desempenho abaixo do mercado”.
Além disso, Lee cortou o preço-alvo para os próximos 12 meses de US$ 285,56 para US$ 263,66. A redução corresponde a aproximadamente 7,67%.
Naquele momento, o mercado negociava as ações perto de US$ 307,11. Portanto, a estimativa da Jefferies indicava um possível recuo de 14,15% para os papéis da companhia.
Projeto de iPhone de vidro aumenta riscos para a Apple
Lee afirmou que a Apple cancelou o iPhone totalmente de vidro planejado para setembro de 2027. Conforme o analista, a cadeia de suprimentos identificou problemas de rendimento durante a produção do aparelho.
Ao mesmo tempo, a Jefferies reduziu suas estimativas de lucro por ação, conhecido pela sigla EPS, para os anos fiscais de 2028 e 2029. A instituição atribuiu as revisões ao revés do projeto e ao aumento dos custos de memória.
Nesse contexto, um relato publicado no X informou que a Apple busca aprovação para utilizar chips da chinesa ChangXin Memory Technologies. A empresa pretende empregar esses componentes em iPhones, MacBooks e outros dispositivos.
Além disso, o avanço da inteligência artificial aumentou a pressão sobre a oferta global de memória. Como consequência, os custos desses componentes subiram e ampliaram as despesas de produção da Apple.
Wall Street mantém projeção média acima da cotação
Apesar da avaliação negativa de Lee, outros analistas mantêm expectativas mais favoráveis. A TipRanks reuniu as projeções de 30 analistas de Wall Street para as ações da Apple.
Segundo os dados, o preço-alvo médio para os próximos 12 meses alcançou US$ 334,43. Dessa forma, a estimativa apontava uma valorização potencial de 8,9% em relação à cotação registrada na publicação.
Entretanto, as projeções apresentaram uma diferença expressiva. A maior estimativa para a AAPL chegou a US$ 400, enquanto o menor preço-alvo ficou em US$ 245.
Assim, o intervalo entre as avaliações revela a incerteza dos analistas sobre o desempenho da empresa. Também mostra percepções distintas sobre custos, cadeia de suprimentos e perspectivas de crescimento.
Ações da Apple acumulam queda em 30 dias
Nos 30 dias anteriores à publicação, as ações da Apple caíram aproximadamente 3,21%. Com isso, a capitalização de mercado da companhia ficou em torno de US$ 4,6 trilhões.

Caso a pressão vendedora continue, a cotação poderá se aproximar do preço-alvo de US$ 263,66 estabelecido por Lee. Esse nível permanece abaixo do valor observado na data da análise.
Por outro lado, um cenário mais favorável inclui uma eventual autorização para o uso dos chips chineses. Nesse caso, o mercado ainda teria como referência a projeção média de US$ 334,43 calculada pelos 30 analistas.
A diferença entre os dois preços-alvo reforça o contraste nas expectativas para a Apple. Enquanto a Jefferies destaca riscos operacionais e custos maiores, a média de Wall Street ainda aponta valorização potencial.