Solana testa US$ 78,7 após sinal, diz Ali Martinez

A Solana acumulou alta de 5,89% na última semana. Ainda assim, o SOL permanece em uma tendência ampla de baixa. Em um ano, seu preço recuou 57%.

Em 6 de junho, o SOL atingiu US$ 60,13, menor cotação desde dezembro de 2023. Desde então, o preço iniciou uma recuperação, mas ainda precisa confirmar força para sustentar o movimento.

Além disso, a proposta de taxa de recursos e inclusão da Solana avançou na votação inicial em 4 de agosto. Caso receba aprovação, a medida elevaria a queima diária de 650 para 9.000 SOL. O novo volume seria quase 14 vezes superior ao atual.

Rompimento pode abrir caminho para US$ 100

O analista Ali Martinez afirmou, no X, que a Solana pode alcançar US$ 100. Segundo sua avaliação, vários sinais técnicos sustentam essa possibilidade, embora o mercado ainda precise confirmar a recuperação.

Primeiro, o indicador TD Sequential apresentou um sinal de compra no gráfico diário. Nesse contexto, um avanço acima da resistência de US$ 78,7 poderia iniciar uma recuperação mais consistente.

Ao mesmo tempo, o MACD registrou um cruzamento altista, indicando uma possível mudança na força do movimento. Para Martinez, a movimentação dentro do canal paralelo também se aproximava de uma virada favorável aos compradores.

Gráfico da Solana compartilhado por Ali Martinez

Com uma demanda mais forte, o SOL poderia avançar inicialmente até US$ 83. Depois, o rompimento dessa resistência reforçaria a possibilidade de extensão do movimento até US$ 98.

Para buscar esse cenário, o preço precisaria recuperar níveis importantes dentro do canal. A manutenção acima deles também reduziria parte da pressão vendedora observada no período diário.

Estrutura diária ainda favorece os vendedores

Apesar dos sinais positivos, a estrutura de oscilação no gráfico diário continuava baixista. A Solana enfrentou rejeição no nível de retração de 61,8%, localizado em US$ 83.

Porém, o preço não caiu abaixo de US$ 70 após essa rejeição. Em vez disso, o SOL registrou uma recuperação nos dias seguintes e voltou a se aproximar da resistência intermediária.

Contudo, os indicadores de volume ainda não confirmaram uma reversão mais ampla. Sem essa confirmação, a alta pode enfrentar dificuldade para superar as áreas com maior concentração de vendedores.

Gráfico diário do par SOL USDTFonte: SOL/USDT no TradingView

O OBV não conseguiu superar as máximas registradas em junho. No entanto, o indicador formou mínimas mais altas durante a última semana, o que mostra alguma melhora na pressão compradora.

Da mesma forma, o indicador A/D subiu levemente no último mês. Mesmo com esse avanço, ele ainda não estabeleceu uma tendência de alta capaz de confirmar uma entrada consistente de demanda.

Assim, o comportamento do volume segue como um ponto de atenção. O preço apresentou recuperação, mas os dados ainda indicavam predominância dos vendedores na estrutura diária.

Níveis técnicos definem o próximo movimento

A retomada da região intermediária do canal, próxima de US$ 78, indicaria maior força dos compradores. Esse movimento também aumentaria a possibilidade de avanço em direção a US$ 100.

Antes disso, o SOL enfrentaria resistências em US$ 78,7 e US$ 83. Uma quebra sustentada desses níveis fortaleceria a projeção de alta até a região de US$ 98.

Entretanto, a mudança observada no MACD ainda contrasta com os indicadores de volume. Enquanto essa divergência persistir, traders e investidores podem manter uma visão cautelosa e vender durante as recuperações.

Diante desse quadro, a reação em US$ 78,7 será decisiva para a leitura técnica. Um rompimento reforçaria os sinais de compra, enquanto uma nova rejeição manteria a estrutura baixista em vigor.