Copper estreia nos EUA após registro na SEC e adesão à FINRA

A Copper estabeleceu presença regulada nos Estados Unidos. A Copper Markets (US) Inc. registrou-se como corretora na SEC e tornou-se membro da FINRA.

Com isso, a empresa ganhou uma estrutura para oferecer custódia e serviços de negociação a clientes institucionais no país. Conforme o anúncio da Copper, a subsidiária poderá levar sua infraestrutura de garantias e negociação ao mercado americano.

Os registros da FINRA também mostram profissionais ligados à unidade nas áreas de finanças, conformidade, operações e receita. A autorização permite que a subsidiária opere como corretora e amplie sua atuação na custódia institucional de ativos digitais.

Copper leva custódia institucional ao mercado americano

A Copper Markets (US) pretende oferecer custódia qualificada, staking, financiamento e serviços de balcão, conhecidos pela sigla OTC. Os clientes também terão acesso à ClearLoop Network, infraestrutura usada para administrar garantias sob custódia.

Por meio desse modelo, instituições podem usar criptomoedas e ativos tokenizados como garantia entre contrapartes. Dessa forma, elas evitam transferir os recursos para uma plataforma antes de cada operação.

A Copper construiu parte relevante de sua operação institucional ao separar a custódia das atividades de negociação. Portanto, o novo status regulatório abre outra via para oferecer essa infraestrutura nos Estados Unidos.

Pelas regras americanas, corretoras podem atuar como custodiantes qualificados quando mantêm valores mobiliários e recursos de clientes e cumprem os requisitos aplicáveis. A Copper classificou a expansão como o estabelecimento de uma presença americana na condição de custodiante qualificado.

SEC avalia regras para operações com criptomoedas

O registro ocorre enquanto os reguladores analisam a integração dos ativos digitais aos mercados de valores mobiliários. Em julho, a SEC incluiu o tema em sua agenda regulatória de 2026.

Uma das propostas considera mudanças nas regras de responsabilidade financeira aplicáveis às atividades das corretoras com criptomoedas. Outra iniciativa avalia isenções e salvaguardas para determinadas ofertas e vendas.

Paralelamente, a autarquia estuda regras para a negociação desses produtos em sistemas alternativos e bolsas nacionais de valores. Assim, a chegada da Copper coincide com uma revisão mais ampla da estrutura regulatória americana.

ClearLoop separa custódia e liquidação

A Copper lançou a ClearLoop em 2020. A infraestrutura permite que traders institucionais destinem recursos para negociação enquanto mantêm os saldos no ambiente de custódia da empresa.

Depois das operações, o sistema realiza a liquidação separadamente. Esse modelo reduz o capital que as instituições precisam manter diretamente nas exchanges. Ao mesmo tempo, limita a exposição aos riscos de contraparte específicos dessas plataformas.

Ao longo dos últimos anos, a Copper conectou a ClearLoop a exchanges e outros provedores institucionais. Em fevereiro de 2025, BitGo e Copper apresentaram uma integração voltada aos clientes da Deribit.

Nesse arranjo, as instituições podiam negociar no mercado à vista e de derivativos sem manter os recursos na exchange. A BitGo Trust fornecia custódia qualificada, enquanto a ClearLoop liquidava as operações automaticamente.

Consequentemente, os clientes podiam usar recursos mantidos por um custodiante sem transferir todo o saldo ao ambiente de negociação. A estrutura buscava aumentar a eficiência e reduzir a concentração de riscos.

Rede também apoia empréstimos e staking

A ClearLoop também passou a administrar garantias fora do mercado à vista convencional. Em 2025, a plataforma de empréstimos da Copper adotou a rede para separar os recursos emprestados.

O serviço oferecia empréstimos sobrecolateralizados e monitorava as posições em tempo real. Antes disso, em agosto de 2024, a empresa adicionou custódia e staking para a Mina Protocol.

Clientes institucionais elegíveis passaram a utilizar MINA pela infraestrutura da companhia. Além da custódia, eles podiam administrar garantias e liquidar transações em exchanges conectadas.

Com essa estrutura, os clientes não precisavam retirar os recursos das carteiras controladas pela Copper. A solução preservava a separação entre custódia e negociação adotada pela empresa.

Staking integra serviços da unidade americana

O staking faz parte do pacote planejado para os Estados Unidos. Em março de 2025, a Copper firmou uma parceria com a Figment para atender instituições.

A integração combinou os serviços de custódia da Copper com a infraestrutura de staking da Figment. Como resultado, os clientes puderam participar do staking de recursos mantidos na plataforma.

A oferta abrangia redes como Ethereum, Solana e Polkadot. Um mês depois, a Copper ampliou a infraestrutura por meio de uma parceria com a P2P.org.

As empresas reuniram a custódia e os serviços prime da Copper com a tecnologia de staking da P2P.org. A integração também incluiu recursos de rebalanceamento em diversas redes blockchain.

Esses acordos ampliaram integrações anteriores com redes como Hedera e Mina. Agora, a unidade americana pretende reunir custódia, staking, financiamento e serviços OTC sob uma entidade regulada no país.

Empresas ampliam estruturas reguladas de custódia

A expansão da Copper ocorre enquanto outras empresas buscam estruturas reguladas nos Estados Unidos. Entre as alternativas estão corretoras, trust companies estaduais e bancos fiduciários supervisionados em âmbito federal.

Em julho, a Circle recebeu a aprovação final do Office of the Comptroller of the Currency para criar a Circle National Trust. Inicialmente, a instituição atenderia a Circle e suas afiliadas.

Entretanto, o plano aprovado também permite a prestação de custódia para um grupo limitado de clientes institucionais. A decisão sucedeu aprovações condicionais concedidas pelo OCC em dezembro de 2025.

Na ocasião, Ripple, Paxos, BitGo e Fidelity Digital Assets receberam aprovações condicionais. Já a Payward, controladora da Kraken, solicitou em maio uma licença nacional para a Payward National Trust Company.

A entidade proposta ofereceria custódia federalmente regulada a instituições. Contudo, não captaria depósitos nem concederia empréstimos convencionais.

Em setembro de 2025, a divisão de gestão de investimentos da SEC emitiu uma carta de não ação. O documento permitiu que consultores utilizassem determinadas trust companies estaduais como custodiantes, sob condições específicas.

A Copper escolheu uma rota diferente ao criar sua presença americana por meio de uma corretora registrada. Os registros da FINRA mostram profissionais da Copper Markets (US) registrados em 2026.

Entre eles estão o chefe de receita para as Américas, o diretor de conformidade e integrantes das equipes financeira e operacional. A estrutura sustenta a expansão dos serviços institucionais da companhia nos Estados Unidos.