UBS amplia posição em ETF de Bitcoin da BlackRock
O UBS, maior banco da Suíça, ampliou sua exposição ao Bitcoin por meio do iShares Bitcoin Trust, da BlackRock. O fundo negociado em bolsa opera sob o ticker IBIT nos Estados Unidos.
Um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, mostra uma posição superior a US$ 83 milhões. A participação declarada pelo banco reúne cerca de 2,5 milhões de cotas do fundo.
Com isso, o UBS aumentou sua exposição indireta ao Bitcoin por meio de um veículo financeiro regulado. Nesse modelo, a instituição acompanha o desempenho do fundo sem precisar manter diretamente as unidades digitais.
Participação do UBS no IBIT supera US$ 83 milhões
Conforme o registro regulatório, a posição do UBS no IBIT alcançou aproximadamente US$ 83,2 milhões. O valor corresponde às cotas informadas pela instituição no documento apresentado à SEC.
O banco vem elevando sua participação desde a estreia dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, em 2024. Desse modo, o fundo da BlackRock passou a ocupar mais espaço entre as participações divulgadas pelo grupo suíço.
Uma publicação sobre o documento destacou o valor mantido pelo banco no fundo:
O maior banco da Suíça, o UBS, informou possuir US$ 83,2 milhões no ETF de Bitcoin da BlackRock.
A declaração representa outro exemplo da entrada de instituições financeiras tradicionais no mercado de Bitcoin. Os ETFs permitem que bancos, gestores e outros investidores obtenham exposição por meio de cotas negociadas em bolsa.
Essa estrutura também elimina a necessidade de administrar diretamente chaves privadas ou sistemas próprios de custódia. Ainda assim, o desempenho das cotas permanece relacionado ao valor do Bitcoin mantido pelo fundo.
IBIT lidera entre os ETFs de criptomoedas
A SEC aprovou uma série de ETFs de Bitcoin à vista em janeiro de 2024. A decisão abriu um canal regulado para empresas e investidores acessarem a principal criptomoeda por meio do mercado acionário americano.
Desde então, o IBIT recebeu mais recursos do que qualquer outro ETF de criptomoedas. Atualmente, o fundo da BlackRock administra cerca de US$ 47,3 bilhões, conforme os dados apresentados no material original.
Fundos de pensão e entidades ligadas a estados americanos também adquiriram exposição ao Bitcoin por meio desses produtos. Essas alocações coexistem com investimentos tradicionais, incluindo ações de tecnologia e papéis de outras empresas dos Estados Unidos.
No entanto, as cotas do IBIT não representam o único investimento do UBS relacionado ao Bitcoin. O documento também indica participações em outros ETFs associados à criptomoeda, incluindo produtos com estratégias de renda premium.
Exposição do UBS aos ETFs chega a US$ 90 milhões
Quando as posições adicionais entram no cálculo, as participações declaradas pelo UBS em ETFs de Bitcoin chegam a aproximadamente US$ 90 milhões. Portanto, a exposição total supera o montante concentrado no fundo administrado pela BlackRock.
O banco também investiu na American Bitcoin Corp., uma empresa de mineração apoiada por Eric Trump e Donald Trump Jr. Ambos são filhos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A participação na mineradora vale pouco menos de US$ 1,5 milhão. Dessa forma, a exposição declarada pelo UBS ao setor inclui ETFs vinculados ao Bitcoin e ações de uma empresa de mineração.
No início do ano, surgiram informações de que o banco pretendia oferecer negociação de Bitcoin a um grupo selecionado de clientes privados na Suíça. A iniciativa representaria outra frente de atuação da instituição no segmento.
Nesse contexto, o aumento da posição no IBIT reforça a presença do Bitcoin entre as participações divulgadas pelo UBS. Ao mesmo tempo, os registros mostram que o banco distribui sua exposição entre fundos regulados e uma companhia ligada à mineração.