CertiK reforça no Blockchain.RIO compromisso com a evolução do ambiente regulatório brasileiro

Jason Jiang, CBO da empresa, destaca o arcabouço regulatório do país e defende o diálogo contínuo entre reguladores, operadores e empresas de segurança como caminho para a adoção em massa de ativos digitais

A CertiK, maior provedora de serviços de segurança para Web3, participou nesta quinta-feira do Blockchain.RIO, integrando dois painéis dedicados à evolução da regulamentação dos Prestadores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) no Brasil.

Durante um fireside chat com Daniel Hott, Head de Jurídico e Compliance da Coins.xyz, Jason Jiang, Chief Business Officer da CertiK, reforçou a importância do diálogo entre reguladores, operadores e empresas de segurança para o desenvolvimento de padrões técnicos e operacionais. Ao abordar os critérios avaliados por empresas globais antes de ingressarem em um mercado regulado como o brasileiro, Jiang destacou quatro áreas principais: conformidade com a regulamentação local, infraestrutura tecnológica capaz de suportar as operações, soluções de monitoramento on-chain e procedimentos de resposta a incidentes. Segundo Jiang, esses fatores, aliados à construção da confiança dos consumidores, são fundamentais para a entrada bem-sucedida de uma instituição em um novo mercado.

Hott, da Coins.xyz, destacou o avanço da empresa no processo de licenciamento junto ao Banco Central do Brasil, com o apoio de parceiros como a CertiK. “Estamos focados em garantir a qualidade da nossa documentação, nos preparando de todas as formas possíveis e somando esforços para obter a licença o quanto antes, de modo que estejamos prontos para essa nova fase da regulamentação do Banco Central”, afirmou.

No palco principal do evento, Jiang participou de um debate com Nagel Paulino, chefe da Divisão de Regulação do Banco Central do Brasil, e Marcos Coelho da Rocha, sócio do Veirano Advogados, sobre a evolução do ambiente regulatório brasileiro, que avançou de comunicados iniciais de alerta para um cenário de conformidade contínua.

Rocha abriu o painel apresentando um histórico da evolução regulatória do setor, iniciada em 2014 com a definição de ativos digitais pelo Banco Central e desenvolvida com a participação tanto de reguladores quanto de agentes do mercado. Segundo Rocha, esse processo se acelerou a partir de 2024, quando consultas públicas começaram a definir os parâmetros do atual marco regulatório brasileiro para a prestação de serviços de ativos virtuais. “Em apenas três anos, o Brasil passou de um amplo arcabouço legislativo para uma regulamentação detalhada, operacional e abrangente”, afirmou.

Paulino ressaltou que a evolução das regras também foi impulsionada pela própria demanda do mercado por regulamentação.

“Conseguimos avançar significativamente nessas regras porque o próprio mercado reconheceu que precisava ser regulado”, afirmou.

Jiang destacou que o Banco Central do Brasil está entre os reguladores mais avançados do mundo quando o assunto são ativos digitais.

“O Banco Central do Brasil está fazendo um excelente trabalho, pois está liderando a inovação e estabelecendo um alto nível de detalhamento nas regras para o mercado brasileiro”, afirmou Jiang.

Segundo o executivo, o grau de detalhamento do marco regulatório brasileiro é um diferencial importante, pois oferece um caminho claro para as empresas que desejam atuar dentro do ambiente regulado.

Para Jiang, o Brasil reúne diversas características que o tornam um mercado natural para a adoção de ativos virtuais, entre elas o tamanho de sua economia, sua ampla população e o número significativo de pessoas que ainda permanecem fora do sistema bancário tradicional. O executivo também destacou que aproximadamente 70% das grandes instituições financeiras já possuem algum tipo de iniciativa relacionada a ativos digitais, o que, em sua avaliação, indica que a adoção mais ampla da tecnologia blockchain pelas instituições financeiras tradicionais é apenas uma questão de tempo.

“O formato final dessa convergência ainda está por ser definido, mas a tendência de digitalização dos ativos financeiros é irreversível”, afirmou.

Ao abordar os critérios considerados por empresas globais antes de operar em um mercado regulado como o brasileiro, Jiang destacou quatro áreas centrais: conformidade com a regulamentação local, infraestrutura tecnológica capaz de suportar as operações, soluções de monitoramento on-chain e procedimentos de resposta a incidentes. Somados à construção da confiança dos consumidores, esses fatores são determinantes para a entrada bem-sucedida de uma instituição em um novo mercado.

 

Sobre a CertiK

A CertiK é a maior provedora de serviços de segurança para Web3, com sede em Nova York. Desde sua fundação, em 2017, a empresa se consolidou como uma parceira confiável em gestão de riscos para órgãos reguladores, instituições e empresas inovadoras do ecossistema Web3 em todo o mundo.

A CertiK oferece soluções de gestão de riscos baseadas em inteligência artificial e voltadas a todo o ciclo de vida, integrando-se diretamente aos ciclos de desenvolvimento de sistemas (SDLC) de clientes institucionais. Até o momento, a CertiK já identificou mais de 119 mil vulnerabilidades e protegeu mais de US$ 600 bilhões em ativos digitais em mais de 150 países e regiões. Operando em conformidade com os padrões SOC 2 Type II e ISO 27001, a CertiK trabalha em estreita colaboração com órgãos reguladores de todo o mundo no desenvolvimento de políticas para ativos digitais e em processos de consulta regulatória

*Comunicado de imprensa