Chevron Corporation sobe após acordo com a Equinor

As ações da Chevron Corporation avançaram 1,18% na terça-feira e chegaram a US$ 205,09. O movimento ocorreu após a Equinor acertar a compra de 17,4% de uma licença de exploração offshore na Namíbia. Apesar de oscilar durante o pregão, o papel preservou a alta intradiária.

A licença permanece sob operação da Chevron e marca a primeira posição da Equinor no segmento upstream de petróleo e gás no país. Com isso, o negócio amplia a presença das empresas na Bacia de Orange, localizada na costa atlântica namibiana. A região ganhou relevância após recentes descobertas offshore.

Chevron mantém operação da licença PEL 90

A Equinor comprará a participação de 17,4% na Petroleum Exploration Licence 90, conhecida como PEL 90, da Harmattan Energy Limited. A empresa é uma subsidiária da Chevron. Por sua vez, a licença abrange o Bloco 2813B, na Bacia de Orange.

Mesmo após a transação, a Chevron continuará responsável pela operação do bloco. Já a companhia norueguesa terá acesso a um alvo exploratório offshore pronto para perfuração. Dessa maneira, a Equinor participará da licença sem conduzir diretamente o programa exploratório.

Antes do acordo, a Harmattan Energy detinha uma participação de 52,5% na PEL 90. A QatarEnergy controlava 27,5%, enquanto a Trago Energy e a estatal NAMCOR possuíam 10% cada uma. Portanto, o negócio reduz a participação econômica direta da Chevron, mas preserva sua função operacional.

A QatarEnergy, a Trago Energy e a NAMCOR manterão suas participações atuais. Enquanto isso, a Equinor passará a integrar a parceria após a conclusão da compra. As empresas não divulgaram os termos financeiros da operação.

Parceiros planejam perfuração para 2026

A aquisição ainda depende de aprovações regulatórias e das condições usuais de fechamento. Paralelamente, os parceiros planejam testar o alvo offshore durante 2026, sob a operação da Chevron. O poço será o próximo marco operacional relevante da PEL 90.

Os resultados ajudarão as empresas a avaliar o potencial comercial da licença. Conforme o desempenho da perfuração, o bloco poderá receber novos poços ou trabalhos adicionais de avaliação. Os parceiros também poderão considerar uma futura atividade de desenvolvimento.

Equinor estreia no setor upstream da Namíbia

A aquisição representa a primeira entrada upstream da Equinor na Namíbia. Também será a primeira expansão da empresa nesse segmento para um novo país desde sua chegada à Argentina, em 2017. Assim, a Namíbia acrescenta outra posição exploratória na Margem Atlântica ao portfólio internacional do grupo.

A companhia norueguesa tem priorizado oportunidades internacionais seletivas enquanto ajusta sua estratégia de alocação de capital nos mercados de energia. Nesse contexto, a Equinor considera a Namíbia uma região promissora para exploração. A PEL 90 oferece exposição de curto prazo porque os parceiros já identificaram um alvo pronto para perfuração.

Bacia de Orange atrai empresas globais

A Bacia de Orange atraiu grandes companhias de energia após uma série de descobertas em campanhas recentes. Como resultado, cresceu a disputa por áreas exploratórias ao longo da costa atlântica da Namíbia. Produtores internacionais continuam avaliando aquisições e novas parcerias na região.

A Chevron já mantém uma posição estabelecida na bacia por meio da Harmattan Energy. Além de continuar como operadora, a companhia permanecerá envolvida nas próximas decisões exploratórias da licença. A entrada da Equinor reforça a parceria antes da perfuração programada para 2026.

Embora tenha recuado em parte da sessão de terça-feira, a ação da Chevron Corporation sustentou o avanço intradiário. O acordo mantém a empresa à frente da operação da PEL 90 e adiciona a Equinor ao projeto. Agora, a conclusão da transação depende das autorizações regulatórias aplicáveis.