Hyperliquid usa backstop em liquidações de US$ 576 mi

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A Hyperliquid encaminhou a maior parte das vendas forçadas no pior minuto da queda de outubro de 2025 para seu backstop. A conclusão aparece em um novo preprint de pesquisa. No minuto das 21h19 UTC de 10 de outubro, os pesquisadores calcularam cerca de US$ 641 milhões em vendas forçadas. Desse total, o backstop absorveu aproximadamente US$ 576 milhões, enquanto cerca de US$ 64 milhões chegaram ao livro público de ordens.

Backstop limita pressão sobre o livro de ordens

Essa divisão é relevante porque um livro público com pouca profundidade pode intensificar a queda dos preços. Em um mercado sob estresse, o movimento também força o encerramento de outras posições alavancadas. Nesse cenário, novas liquidações podem alimentar uma sequência de vendas dentro da própria plataforma.

Por isso, o backstop interrompe parte desse mecanismo ao absorver posições internamente. Ainda assim, o estudo não passou por revisão por pares. Além disso, os pesquisadores analisaram diretamente apenas a Hyperliquid, e não todo o mercado de criptomoedas.

As regras de liquidação determinam que o sistema tente encerrar uma posição com ordens a mercado. Porém, sob condições específicas, um cofre de liquidação pode assumir a posição. Esse cofre integra o protocolo Hyperliquidity Provider, conhecido como HLP. Na prática, a estrutura cria uma camada interna para absorver posições durante períodos de estresse.

Considerando o período posterior ao início do evento, o backstop processou fora do livro 62,6% do valor das vendas forçadas. Depois, o episódio manteve uma concentração elevada: 87,8% das vendas posteriores ocorreram em 30 minutos. Em uma hora, esse percentual chegou a 96,5%.

Dados separam execuções públicas e absorção interna

Em uma janela de 15,7 horas, o estudo rastreou US$ 733 milhões em vendas forçadas que chegaram ao livro. Desse montante, US$ 644 milhões ocorreram durante a fase inicial, classificada pelos pesquisadores como nucleação. Esses valores abrangem um intervalo maior que o minuto mais intenso da queda.

Por outro lado, os pesquisadores apresentaram a participação de 62,6% do backstop como uma série separada de operações fora do livro. Logo, os números descrevem componentes e períodos diferentes do evento. Assim, eles não formam um único total combinado de liquidações.

Modelo indica baixa propagação das liquidações

Para avaliar a cascata, o estudo aplicou uma métrica chamada razão de ramificação. Ela representa o número médio de liquidações adicionais associado a cada venda forçada. Uma razão próxima de 1 indicaria uma sequência capaz de se sustentar dentro da plataforma.

Na Hyperliquid, a estimativa estrutural permaneceu abaixo de 0,2 em todos os regimes analisados. Durante a nucleação, o indicador atingiu 0,195. Posteriormente, a razão recuou para 0,140 no pico do evento.

Em paralelo, um cálculo separado de amplificação apontou uma razão de 0,122. Os autores interpretam esses resultados como evidência de que o backstop reduziu a realimentação interna das liquidações. Portanto, o mecanismo teria limitado o risco de uma cascata autossustentável no momento mais agudo.

Contudo, essa interpretação vale apenas para a estrutura da Hyperliquid. Como diferentes plataformas compartilham referências de preços, movimentos externos ainda podem ampliar liquidações em todo o mercado. Dessa forma, o estudo não descarta a propagação do choque entre corretoras.

Pesquisa compara sete grandes cascatas de Bitcoin

A pesquisa também compara o episódio com sete grandes cascatas de futuros perpétuos de Bitcoin registradas entre 2022 e 2025. A Parte I do estudo não encontrou uma variável de alerta antecipado válida para todos os casos. Por esse motivo, a Parte II concentra a análise no mecanismo que atua durante uma cascata.

Os registros de execuções usados pelos autores começam em 25 de maio de 2025. Consequentemente, o episódio de outubro daquele ano representa o único caso acompanhado durante sua ocorrência no conjunto analisado. Esse limite impede comparações diretas mais amplas sobre o desempenho do backstop.

Como próximo passo, os autores sugerem testar plataformas que não tenham um mecanismo comparável. A hipótese prevê uma ramificação realizada maior nesses ambientes. Essa comparação poderá indicar se estruturas internas de proteção reduzem liquidações durante picos de pânico.

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