Wall Street leva a blockchain para o mercado financeiro tradicional
Avanço de instituições como BlackRock, J.P. Morgan e DTCC sinaliza mudança na infraestrutura financeira global; Brasil aparece como mercado estratégico na América Latina
A infraestrutura digital blockchain começa a ocupar um espaço amplo no sistema financeiro. Instituições como BlackRock, J.P. Morgan, Mastercard, DTCC e Franklin Templeton já desenvolvem iniciativas envolvendo tokenização de ativos, pagamentos e liquidação financeira, revelando mudanças na forma como ativos tradicionais podem ser emitidos, negociados e movimentados.
A tokenização de ativos – processo de representar ativos financeiros tradicionais em redes blockchain – ganha espaço como uma alternativa para aumentar a eficiência, interoperabilidade e acessibilidade aos mercados globalmente. Para a Ondo Finance, uma das empresas líderes na construção dessa infraestrutura, a blockchain passa a ser vista como uma camada tecnológica capaz de conectar o sistema financeiro tradicional à economia digital.
“A pergunta já não é se blockchain fará parte da infraestrutura financeira. A questão agora é quais mercados migrarão primeiro para esse novo modelo e como essa transformação permitirá construir mercados mais eficientes, programáveis e globais”, afirma Matt Blumberg, Head of DeFi da Ondo Finance.
A Ondo atua na conexão entre o mercado financeiro tradicional e as redes públicas de blockchain, tendo ultrapassado US$3,5 bilhões em valor total bloqueado (TVL). A aproximação da companhia com grandes instituições financeiras se intensifica e se revela através de projetos como o BUIDL, fundo da BlackRock, como lastro para o OUSG; iniciativas de liquidação transfronteiriça em parceria com J.P. Morgan, Mastercard e Ripple; e a participação no consórcio de tokenização da DTCC, ao lado de instituições como BlackRock e Goldman Sachs. A empresa também mantém integrações com provedores de infraestrutura blockchain, incluindo Chainlink, LayerZero e Broadridge.
Brasil pode acelerar adoção na América Latina
O movimento global cria oportunidades para mercados como o brasileiro. O Brasil é hoje a maior economia cripto da América Latina, com aproximadamente 26 milhões de usuários, movimentação estimada em US$319 bilhões em ativos digitais e posição entre os cinco maiores mercados globais em adoção de criptomoedas, segundo dados reunidos pela Ondo Finance.
O país também concentra cerca de um terço da atividade cripto da América Latina e vem desenvolvendo um ambiente regulatório para ativos digitais e tokenizados, com participação do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
“A América Latina reúne características únicas para acelerar a adoção da infraestrutura financeira baseada em blockchain. O Brasil combina escala, maturidade institucional, forte adoção de ativos digitais e um ambiente regulatório em evolução, criando condições favoráveis para ampliar o acesso a mercados financeiros globais por meio da tokenização”, afirma Melanie Steiner, Diretora Regional LATAM da Ondo Finance.
O avanço de iniciativas envolvendo grandes instituições financeiras reforça, assim, uma mudança de perspectiva sobre a tecnologia. Para a Ondo, a próxima etapa será definir como essa infraestrutura será incorporada aos mercados e quais regiões estarão mais preparadas para acelerar essa transformação.
SOBRE A ONDO FINANCE
A Ondo Finance é uma empresa de tecnologia blockchain dedicada a acelerar a transição para uma economia aberta por meio do desenvolvimento de plataformas, ativos e infraestrutura que levam os mercados financeiros para o ambiente on-chain. A companhia trabalha na conexão entre ativos financeiros tradicionais e redes públicas de blockchain, oferecendo produtos e infraestrutura para investidores e instituições em escala global.
*Comunicado de imprensa