Bitcoin e Ethereum marcam 7ª maior liquidação da história

O mercado de criptomoedas registrou uma das maiores ondas de liquidações de sua história em 20 de agosto de 2026. Em apenas 24 horas, operadores perderam US$ 3,5 bilhões em posições alavancadas. Esse volume tornou o movimento o sétimo maior evento do tipo já registrado no setor.

A forte alta do Bitcoin atingiu principalmente os operadores que apostavam na queda do preço. Assim, as plataformas encerraram essas posições de forma automática quando as garantias se tornaram insuficientes. O movimento ampliou a pressão compradora e acelerou ainda mais a valorização.

Alta do Bitcoin acelera liquidações de posições vendidas

No auge da movimentação, as liquidações de posições vendidas superaram US$ 1 bilhão em somente 60 minutos. Depois, o total dessas operações chegou a aproximadamente US$ 3 bilhões. Em contrapartida, as liquidações de posições compradas somaram US$ 264 milhões no período de 24 horas.

A CoinGlass apresentou os dados em 21 de agosto. Nesse contexto, o episódio representou o maior aperto sobre vendedores a descoberto desde novembro de 2021. O Bitcoin avançou 8% e recuperou US$ 71.300, nível que não alcançava desde o início de junho.

Ao mesmo tempo, a capitalização total do mercado de criptomoedas cresceu aproximadamente US$ 280 bilhões. Em média, o setor adicionou mais de US$ 12 bilhões em valor de mercado por hora. Esse ritmo permaneceu durante as 24 horas consideradas pelo levantamento.

O Ethereum também apresentou uma sessão de forte valorização. A criptomoeda subiu perto de 20% no dia, enquanto suas liquidações alcançaram cerca de US$ 1,16 bilhão.

Histórico de liquidações no mercado de criptomoedas
Histórico de liquidações no mercado de criptomoedas. Fonte: CoinGlass

Binance e Hyperliquid concentram os maiores volumes

Entre as plataformas, a Binance concentrou aproximadamente US$ 518 milhões em liquidações. Logo depois, a Hyperliquid contabilizou cerca de US$ 513 milhões. Já a Bybit ficou em terceiro lugar, com aproximadamente US$ 303 milhões.

A pequena diferença entre Binance e Hyperliquid ganhou destaque no levantamento. Afinal, o resultado da plataforma descentralizada de futuros perpétuos mostra a migração das negociações alavancadas para mercados descentralizados de derivativos. Esse processo ganhou força ao longo do último ano.

O evento também destoou das principais ondas de liquidação registradas em 2026. Nessas ocasiões, os operadores com posições compradas concentraram a maior parte das perdas. Desta vez, entretanto, as apostas na queda responderam pela parcela dominante das liquidações.

Em junho, dois eventos separados eliminaram aproximadamente US$ 1,8 bilhão e US$ 1,76 bilhão em posições. Contudo, as operações otimistas responderam pela maior parte dos prejuízos nos dois episódios. A composição das perdas, portanto, seguiu uma direção oposta à observada em agosto.

Rali reverte apostas após semanas de estabilidade

Após semanas de negociação lateral, muitos operadores passaram a apostar em uma queda do Bitcoin. Porém, o acúmulo de posições vendidas deixou o mercado vulnerável a um rompimento para cima. A valorização repentina ativou liquidações automáticas em sequência.

Quando o Bitcoin avançou, as compras forçadas fortaleceram o rali. Como resultado, o processo criou um ciclo de retroalimentação que aumentou rapidamente a pressão sobre os vendedores. Cada nova liquidação contribuiu para sustentar o movimento de alta.

As ações de empresas ligadas ao setor também avançaram. No momento da publicação, os papéis da Strategy, negociados na Nasdaq sob o código MSTR, subiam quase 12% no pré-mercado. Enquanto isso, as ações da Coinbase, identificadas pelo código COIN, registravam alta de 6%.

Dessa forma, a liquidação em massa acompanhou ganhos expressivos tanto no mercado de criptomoedas quanto entre empresas expostas ao setor. O desempenho reforçou o impacto das posições alavancadas sobre movimentos rápidos de preço.