SEC leva regra de custódia de criptomoedas à Casa Branca
A Securities and Exchange Commission (SEC) retomará a discussão sobre quem deve proteger as criptomoedas mantidas em nome de clientes. O tema integra a proposta de atualização da Regra de Custódia. Com isso, a custódia de criptomoedas entrou em uma nova etapa da análise regulatória nos Estados Unidos.
Em 25 de agosto, a SEC enviou as alterações propostas ao Office of Information and Regulatory Affairs (OIRA). O órgão analisa regulações consideradas economicamente significativas. Por isso, a proposta agora passa pelo processo de revisão da Casa Branca.
O envio ocorreu após uma reunião sobre criptomoedas entre o presidente Donald J. Trump e executivos do setor na Casa Branca. A classificação econômica da proposta também reforçou a necessidade dessa análise. Enquanto o processo estiver em curso, a comissão não poderá votar o texto nem divulgar detalhes sobre sua elaboração.

Fonte: Reginfo.gov
Proposta da SEC aguarda divulgação
Segundo o cronograma regulatório, a SEC prevê publicar a proposta até outubro de 2026. Depois da divulgação, o público terá pelo menos 60 dias para apresentar comentários. Dessa forma, empresas e outros interessados poderão participar antes de uma decisão definitiva.
A proposta traz orientações sobre os requisitos esperados de um custodiante, mas não oferece certeza regulatória imediata. Como o texto permanece sigiloso, os participantes do setor ainda não podem adaptar suas operações às possíveis mudanças. Além disso, a comissão precisará realizar outra votação para colocar a nova regra em vigor.
Esse processo indica que a aplicação obrigatória das mudanças ainda poderá levar vários anos. Portanto, a revisão da custódia de criptomoedas depende de consultas públicas e outras etapas formais. O cronograma também poderá mudar conforme o avanço da análise regulatória.
ETFs de Bitcoin ampliam exposição institucional
Embora novas alternativas de custódia possam remover uma barreira, os ETFs de Bitcoin já atraem maior exposição institucional. No segundo trimestre de 2026, as posições institucionais nesses fundos cresceram 7,5%, alcançando 535.723 BTC. O avanço ocorreu apesar da queda de 14,2% do Bitcoin no mesmo período.

Fonte: X
A participação das instituições chegou a 44,2%, ante 38,4% no período anterior. Já o total mantido por ETFs caiu 6,6%, para 1,21 milhão de BTC. O contraste indica que investidores institucionais aumentaram suas posições, enquanto outros participantes reduziram a exposição.
Custos ainda limitam a adoção
Por outro lado, operar fora dos ETFs envolve custos adicionais de custódia e conformidade. As taxas anuais variam de quatro a 15 pontos-base. Ao mesmo tempo, as coberturas de seguro ficam entre US$ 200 milhões e US$ 750 milhões.
Assessores e empresas menores podem enfrentar despesas proporcionalmente maiores para atender às exigências. Nesse cenário, futuros pedidos e consultas mostrarão se as reformas ampliarão a adoção além dos fundos regulados. Até lá, a atualização poderá reduzir uma barreira, mas não eliminará os custos e as etapas regulatórias.