Bitcoin: Bernstein projeta US$ 125 mil até o fim de 2026

Bernstein apresenta novos cenários para o Bitcoin

A Bernstein atualizou suas projeções para o Bitcoin em uma nota enviada a clientes em 26 de agosto. Analistas liderados por Gautam Chhugani estimam que o preço pode se recuperar para cerca de US$ 125 mil até o fim de 2026. Depois, a cotação poderia alcançar aproximadamente US$ 150 mil em meados de 2027.

A projeção considera o padrão histórico dos ciclos de quatro anos do Bitcoin. Paralelamente, a Bernstein desenvolveu um modelo baseado no custo marginal de produção. Por esse método, o pico do próximo ciclo ficaria perto de US$ 300 mil em 2029.

Em um cenário mais otimista, o aumento da demanda institucional acompanharia as preocupações com a dívida pública e a desvalorização das moedas. Nesse caso, o Bitcoin poderia atingir US$ 200 mil em meados de 2027 e US$ 500 mil em 2029. A instituição também manteve sua projeção de longo prazo em US$ 1 milhão até o fim de 2033, embora esses valores não representem garantias.

Demanda por ETFs de Bitcoin volta a crescer

O acesso institucional por meio dos ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos influencia as estimativas da Bernstein. Conforme a empresa, as compras desses fundos e de tesourarias corporativas podem ter limitado a recente queda do preço. Em ciclos anteriores de baixa, o Bitcoin recuou entre 75% e 90% desde suas máximas.

Desta vez, a queda chegou a aproximadamente 50% desde outubro de 2025. Em seguida, o Bitcoin avançou 28% no intervalo de dez dias. Dados on-chain também mostraram que 59% da oferta não se movimentou durante os últimos 12 meses.

Os fluxos dos fundos reforçaram essa leitura. Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos receberam cerca de US$ 606 milhões em 20 de agosto, segundo dados da SoSoValue. No dia anterior, as entradas alcançaram US$ 517 milhões, levando a captação conjunta das duas sessões para mais de US$ 1,1 bilhão.

O Bitcoin pode atingir US$ 300 mil até 2029. A Bernstein prevê uma recuperação para o recorde de US$ 150 mil em meados de 2027, antes de o preço alcançar US$ 300 mil em 2029. A empresa espera que o aumento da dívida pública e a desvalorização das moedas ampliem a demanda por recursos escassos, como o Bitcoin.

BlackRock reduz exigência para conversões no IBIT

A BlackRock reduziu o volume mínimo de Bitcoin necessário para conversões em seu fundo IBIT. O limite caiu de US$ 25 milhões para US$ 1 milhão em julho, uma redução de 96%. Robbie Mitchnick, da BlackRock, afirmou que o fundo processou mais de US$ 5 bilhões nessas operações.

Anteriormente, o volume estava em aproximadamente US$ 3 bilhões em outubro. Enquanto isso, o IBIT detinha cerca de US$ 60,65 bilhões em ativos líquidos em 25 de agosto. Os dados integram o cenário de maior acesso institucional considerado pela Bernstein.

Bernstein reduz preço-alvo da Strategy

Em uma avaliação separada, a Bernstein revisou sua perspectiva para a Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin. A empresa reduziu o preço-alvo das ações de US$ 450 para US$ 350. No entanto, manteve a recomendação Outperform.

A nova meta ainda representa um potencial de valorização próximo de 176% em relação ao fechamento de US$ 126,83 em 25 de agosto. Naquele momento, a Strategy possuía 840.447 BTC. Essa quantidade correspondia a quase 4% do limite total de oferta do Bitcoin.

Na semana encerrada em 23 de agosto, a companhia levantou cerca de US$ 2 bilhões por meio da venda de ações. Apesar da captação, a Strategy não comprou Bitcoin no período. Em vez disso, adicionou US$ 300 milhões à reserva em dólares, que alcançou aproximadamente US$ 5,1 bilhões.

Preço reage enquanto mercado acompanha inflação

O Bitcoin era negociado perto de US$ 78.458 em 26 de agosto, com queda de 1% em 24 horas. Ainda assim, acumulava valorização semanal próxima de 14%, conforme os dados de preço disponíveis no CoinGecko. O movimento ocorreu após a divulgação dos dados de inflação de julho.

Os preços registraram alta anual de 3,7%, resultado ligeiramente superior às previsões. Posteriormente, o interesse em aberto nos contratos futuros de Bitcoin caiu 2,7%, para US$ 54,8 bilhões. Esses movimentos mostraram que o mercado ainda mantinha cautela durante a recuperação.

Ao mesmo tempo, um contrato da Polymarket indicava 68% de probabilidade de o Bitcoin atingir US$ 85 mil até o fim de 2026. Portanto, a Bernstein apresentou suas projeções em um período de recuperação do preço e retomada dos fluxos para ETFs de Bitcoin. As estimativas também refletem a expectativa de expansão da demanda institucional nos próximos anos.