ARK Invest compara modelo do Ethereum ao de franquias
O pesquisador Lorenzo Valente, da ARK Invest, comparou o Ethereum ao McDonald’s ao analisar como a rede captura valor. Segundo ele, as soluções de camada 2 fazem o ecossistema funcionar de forma semelhante a um sistema de franquias.
A comparação destaca a posição do Ethereum e seu modelo de escalabilidade. Ao mesmo tempo, apresenta diferenças importantes em relação à Solana e à Hyperliquid. Essas redes adotam estruturas distintas para reter taxas e valor máximo extraível, conhecido pela sigla MEV.
Camadas 2 sustentam modelo comparado a franquias
Na avaliação de Valente, o Ethereum usa as soluções de camada 2 para ampliar sua capacidade e capturar valor. Com isso, a rede construiu uma estrutura de escalabilidade que distribui atividades entre a camada principal e os ecossistemas associados.
Entretanto, esse formato reduz a parcela de taxas retida diretamente pela camada de liquidação do Ethereum. A dinâmica lembra uma rede de franquias, na qual diferentes operações usam uma infraestrutura e uma base compartilhadas.
Essa característica diferencia o Ethereum de redes com maior integração vertical. Nesse sentido, a comparação ajuda a explicar como cada arquitetura direciona taxas e outras formas de valor econômico.
Solana retém mais taxas e MEV
De acordo com Valente, a Solana opera com um modelo mais integrado. Por isso, a rede consegue reter uma parcela maior das taxas e do MEV gerado por suas atividades.
MEV significa valor máximo extraível e representa oportunidades econômicas relacionadas à organização das transações. Portanto, a retenção desse valor constitui uma parte importante da comparação entre diferentes redes blockchain.
No Ethereum, por outro lado, a captura de valor ocorre de maneira mais distribuída. As camadas 2 participam dessa estrutura, enquanto a rede principal atua como base de liquidação. Assim, o crescimento do ecossistema não implica necessariamente uma retenção proporcional de taxas na camada principal.
Hyperliquid apresenta cadeia mais curta
A análise também menciona a Hyperliquid, que se destaca por manter uma cadeia curta de captura de valor. Desse modo, o ecossistema apresenta outra alternativa ao modelo distribuído observado no Ethereum.
Enquanto a Solana concentra mais atividades em uma estrutura integrada, a Hyperliquid reduz etapas entre o uso da rede e a captura econômica. Já o Ethereum depende da interação entre sua camada principal e as soluções de segunda camada.
Valente apresentou essa leitura em uma publicação no X. A discussão compara como os três ecossistemas organizam taxas, liquidação e captura de valor.
Mercado acompanha efeitos do modelo do Ethereum
No período retratado pela análise, o preço do Ethereum permanecia estagnado. Além disso, o material apontava ausência de volume significativo nas 24 horas anteriores. Esse comportamento indicava cautela entre participantes do mercado.
A estabilidade do preço, contudo, não estabelece uma relação direta com a avaliação de Valente. Ainda assim, traders observam como as diferenças estruturais podem afetar a competitividade das redes e as decisões de alocação de capital.
O Ethereum mantém contratos inteligentes e aplicações descentralizadas em seu ecossistema. Por sua vez, a ARK Invest acompanha tecnologias disruptivas e a evolução dos mercados ligados às criptomoedas.
Competição entre redes permanece no radar
Investidores podem acompanhar o desempenho do Ethereum em relação à Solana, à Hyperliquid e a outros concorrentes. Nesse contexto, a estrutura de taxas ajuda a avaliar como cada rede transforma uso em valor econômico.
Caso o modelo comparado ao de franquias continue atraindo atenção, o Ethereum poderá receber novos fluxos de investimento. Porém, a análise não oferece uma previsão objetiva de preço nem estabelece um cronograma para esse possível movimento.
Para participantes institucionais e de varejo, entender essas diferenças pode apoiar a avaliação dos ecossistemas. Dessa forma, a distribuição de taxas, o MEV e o papel das camadas 2 devem continuar no radar do mercado.