Standard Chartered lança negociação de Bitcoin nos Emirados

O Standard Chartered iniciou a negociação à vista de Bitcoin para clientes institucionais elegíveis nos Emirados Árabes Unidos. De acordo com o banco, o serviço é o primeiro desse tipo no país. Com isso, a instituição amplia sua atuação em ativos digitais no mercado local.

A oferta combina execução de operações, custódia segura, governança e a conectividade de um banco global. Na prática, os clientes podem acessar o mercado por meio de uma estrutura integrada. No entanto, o serviço permanece restrito às instituições que atendem aos critérios de elegibilidade do banco.

Negociação institucional de Bitcoin avança nos Emirados

O lançamento ocorre após o Standard Chartered introduzir serviços de custódia de ativos digitais nos Emirados Árabes Unidos, em 2024. Antes disso, o banco já preparava sua infraestrutura para atender à demanda institucional. Agora, a instituição acrescenta a negociação à vista de Bitcoin à operação local. Dessa forma, execução e custódia passam a fazer parte da mesma oferta.

Rola Abu Manneh, CEO do Standard Chartered nos Emirados Árabes Unidos, Oriente Médio e Paquistão, destacou o ambiente regulatório local. Conforme a executiva, o país desenvolveu regras claras para ativos digitais. Esse modelo favorece tanto a participação institucional quanto a inovação. Por isso, o banco considera o mercado adequado para ampliar seus serviços.

“Os Emirados Árabes Unidos desenvolveram uma estrutura regulatória clara para ativos digitais que apoia a participação institucional e a inovação.”

Rola Abu Manneh, do Standard Chartered

Banco reúne execução, custódia e governança

Abu Manneh também ressaltou a combinação entre execução, custódia segura, governança e conectividade bancária. Assim, o Standard Chartered pretende oferecer uma estrutura mais integrada aos clientes institucionais. A proposta reduz a necessidade de recorrer a diferentes prestadores para cada etapa. Ao mesmo tempo, mantém os controles operacionais associados a uma instituição financeira global.

Em 2025, o Standard Chartered lançou em Londres uma mesa de negociação à vista de Bitcoin e outras criptomoedas. A iniciativa colocou a instituição entre os primeiros grandes bancos globais a oferecer esse tipo de serviço. Posteriormente, o banco integrou a mesa à sua operação de câmbio. Com essa estrutura, o grupo aproximou a negociação de ativos digitais de suas atividades tradicionais.

A atuação do Standard Chartered também inclui a Libeara, plataforma de tokenização incubada pela SC Ventures. Em paralelo, a iniciativa ajuda instituições a transformar ativos tradicionais em representações digitais. Portanto, a estratégia do grupo passou a abranger negociação, custódia e tokenização. Esses serviços reforçam a expansão do banco no segmento institucional de ativos digitais.

Standard Chartered mantém projeção positiva para o Bitcoin

O Standard Chartered também apresentou uma avaliação otimista sobre o preço do Bitcoin. Em uma nota a investidores publicada em agosto, Geoffrey Kendrick considerou baixa uma projeção de US$ 100 mil para o fim do ano. Kendrick atua como chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco. Na avaliação dele, o mercado ainda poderia registrar uma valorização adicional.

“Quando os investidores se lembrarem de quão rapidamente os preços podem acelerar para cima, e superarmos a data de 6 de outubro, 12 meses após a máxima histórica, um movimento acima da máxima histórica, em direção a US$ 126 mil, antes do fim do ano poderá ser possível”, afirmou Kendrick.

Na ocasião, o analista também classificou o mercado de baixa do Bitcoin como o mais superficial já registrado. Ainda assim, a projeção representa uma avaliação do banco, e não uma garantia de desempenho. Nesse contexto, a expansão nos Emirados acompanha a visão positiva da instituição para a adoção institucional do Bitcoin.