Bitcoin supera US$ 81 mil; mercado chega a US$ 2,82 tri
Bitcoin impulsiona recuperação do mercado de criptomoedas
O mercado de criptomoedas avançou na quinta-feira e atingiu quase US$ 2,82 trilhões, seu maior nível em mais de sete meses. Durante o movimento, o Bitcoin superou US$ 81 mil, enquanto grandes altcoins registraram ganhos expressivos. Assim, o setor recuperou parte das perdas acumuladas desde a forte venda ocorrida em janeiro.
No momento da publicação, o Bitcoin era negociado perto de US$ 81.460, após subir cerca de 5,4% em 24 horas. Com isso, o rompimento de US$ 80 mil ampliou a atividade após meses de negociações irregulares. Ao mesmo tempo, investidores voltaram a buscar aplicações consideradas de maior risco.
Em meados de janeiro, o valor total do mercado estava próximo de US$ 3,4 trilhões. Depois, a capitalização recuou para cerca de US$ 2,3 trilhões na primeira semana de fevereiro. Agora, o setor recuperou uma parcela significativa do valor perdido durante a queda do início do ano.
Altcoins e ações do setor acompanham a valorização
A Zcash liderou os ganhos entre as 50 maiores criptomoedas, com alta aproximada de 16,5%. Na sequência, a Cardano avançou cerca de 13% durante o período analisado. Já Dogecoin e XRP subiram perto de 10% cada uma.
O movimento comprador, portanto, alcançou outros segmentos além do Bitcoin. Desse modo, a valorização das altcoins acompanhou a melhora do sentimento entre os participantes do mercado. Paralelamente, a atividade de negociação ganhou força entre projetos de grande capitalização.
Strategy e Circle avançaram cerca de 15% durante a sessão. Enquanto isso, as ações da Coinbase registraram valorização aproximada de 10%. Com isso, os papéis ligados ao setor acompanharam o desempenho positivo dos principais ativos digitais.
Há cinco semanas, as ações preferenciais STRC da Strategy eram negociadas em torno de US$ 69. Desde então, os papéis se aproximaram de seu valor-alvo de US$ 100. Portanto, a recuperação ocorreu em sintonia com a alta mais ampla das empresas relacionadas ao setor.
ETFs de Bitcoin e decisão do Federal Reserve entram no radar
Paul Howard, diretor sênior da Wincent, relacionou o avanço do Bitcoin a cerca de US$ 100 milhões em entradas em ETFs de Bitcoin. Segundo o executivo, a atividade no mercado de balcão também ajudou a sustentar o movimento. Além disso, Howard apontou a retomada das negociações com memecoins como outra fonte de atividade.
Antes da reunião de 16 de setembro do Federal Reserve, as expectativas para os juros permanecem divididas. Nesse cenário, traders atribuem uma probabilidade de 50,4% a uma alta de 25 pontos-base. Em contrapartida, o mercado indica uma chance de 49,6% de manutenção das taxas.
Richard Green, da RootstockLabs, afirmou que a valorização conjunta do Bitcoin e do ouro reflete a procura por ativos de oferta rígida. Para ele, preocupações com a dívida pública e a possibilidade de futuro suporte monetário impulsionam esse interesse. No entanto, Green alertou que novas quedas de preço ainda podem ocorrer.
Mercado de opções mantém proteção contra recuos
Adam Haeems, do Tesseract Group, destacou cerca de US$ 1,4 bilhão em opções de venda de Bitcoin com vencimento em setembro. Esses contratos concentram preços de exercício entre US$ 68 mil e US$ 75 mil. Por outro lado, o interesse em aberto nas opções de compra permanece mais elevado.
As opções de compra apresentam maior concentração entre US$ 82 mil e US$ 100 mil. Dessa forma, Haeems classificou a estrutura como uma posição comprada com proteção. Ainda assim, os investidores mantêm exposição à valorização do Bitcoin enquanto limitam parte do risco de uma correção.