Orionx fecha no Chile após auditoria de US$ 7 milhões
A Orionx, uma das plataformas de criptomoedas mais conhecidas do Chile, anunciou o encerramento definitivo das operações. Ao entrar no site da empresa, os clientes encontram um aviso sobre o início do processo de fechamento. Segundo a companhia, uma auditoria identificou a retirada de mais de US$ 7 milhões sob custódia. Por isso, a corretora decidiu interromper suas atividades.
Enquanto isso, Fred Ehrsam demonstrou interesse em campos de petróleo na Venezuela. Na mesma agenda, o G20 defendeu regras claras para estimular a inovação financeira. Já autoridades do México e dos Estados Unidos avançaram em investigações relacionadas ao uso ilícito de criptomoedas.
Auditoria identificou saídas para carteiras externas
A auditoria confirmou transações que transferiram recursos sob custódia para carteiras não administradas pela Orionx. Conforme o comunicado, o valor dessas movimentações supera US$ 7 milhões. Assim, a plataforma iniciou o encerramento definitivo dos serviços. O aviso não detalhou como as transferências ocorreram.
“A decisão foi tomada após uma auditoria confirmar a existência de transações que implicaram a saída de ativos em custódia para carteiras não administradas pela companhia, por um valor superior a US$ 7 milhões.”
Depois de reunir os antecedentes, a empresa apresentou uma denúncia ao Ministério Público. A medida complementa uma ação criminal protocolada em 2 de setembro contra ex-executivos apontados como responsáveis. Contudo, o comunicado não revelou os nomes das pessoas envolvidas.
Fred Ehrsam avalia campos de petróleo na Venezuela
O cofundador da Coinbase, Fred Ehrsam, conduz negociações para adquirir direitos de exploração de ao menos três campos de petróleo na Venezuela. Conforme a Bloomberg Línea, veículos privados de investimento ligados ao empresário devem conduzir a iniciativa. A operação envolve blocos anteriormente administrados por modelos mistos, com participação estatal e parceiros asiáticos. Antes das negociações, Ehrsam visitou Caracas para avaliar oportunidades em setores estratégicos.
“Primeiro, Fred Ehrsam fez fortuna com as criptomoedas. Agora, o cofundador da Coinbase busca assumir o controle de ao menos três campos petrolíferos na Venezuela.”
Além disso, o movimento representa a entrada de capital dos setores tecnológico e cripto em projetos tradicionais de energia. O interesse surgiu em meio à avaliação de oportunidades com preços reduzidos no país. Dessa forma, o empresário passou a analisar possíveis investimentos no setor petrolífero venezuelano.
G20 apoia regras para inovação financeira
Após a reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais, em 1º de setembro de 2026, o G20 atualizou sua posição sobre ativos digitais. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou um comunicado sobre o encontro. Além disso, o grupo reconheceu o potencial transformador das novas tecnologias financeiras. Na avaliação do bloco, marcos regulatórios responsáveis podem estimular a inovação privada e preservar a estabilidade financeira global.
Em relação à cúpula de Nova Délhi, realizada em 2023, a declaração reduz o foco exclusivo nos riscos. Entretanto, o documento não cria licenças nem estabelece regulamentações imediatas. Por sua vez, o texto destaca as stablecoins e encarrega o Conselho de Estabilidade Financeira de avaliar dados e efeitos transfronteiriços.
Autoridades detêm suspeitos de fraude no México
Autoridades mexicanas detiveram três cidadãos dos Estados Unidos em Guadalajara e Zapopan. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Jalisco, o FBI procurava os suspeitos por uma suposta fraude envolvendo criptomoedas. Para localizá-los, as equipes mobilizaram a Polícia Cibernética, a unidade de drones e o C2 Móvil Cybertruck. Com isso, os agentes usaram dados fornecidos pelo Serviço de Marshals dos Estados Unidos.
Uma corte da Califórnia procura os detidos por suspeitas de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Em seguida, as autoridades notificaram o Instituto Nacional de Migração e o governo norte-americano. Assim, os órgãos responsáveis iniciaram o processo migratório correspondente.
EUA confiscam recursos supostamente ligados ao Hamás
O FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos confiscaram mais de US$ 560 mil em criptomoedas. Segundo as autoridades, os recursos tinham como possível destino as Brigadas Qassam, braço militar do Hamás. Durante a operação, os agentes também assumiram o controle de domínios e canais de comunicação. Ao mesmo tempo, os investigadores reuniram informações relacionadas a numerosos doadores.
A investigação começou com o rastreamento de campanhas de arrecadação detectadas em 2019. Posteriormente, o caso avançou por meio de ciberinteligência e outras fontes de informação. Nesse contexto, a procuradora Jeanine Pirro e representantes do FBI afirmaram que investigadores podem rastrear redes digitais de financiamento. As autoridades também prometeram ampliar o uso de análise blockchain e medidas judiciais para interceptar recursos associados a atividades ilícitas.