CBRS da Cerebras sobe 12% após resultados e data center

Cerebras amplia infraestrutura de inteligência artificial

As ações da CBRS, da Cerebras Systems, subiram mais de 12% e alcançaram cerca de US$ 214 na tarde de sexta-feira. Uma combinação de resultados financeiros e expansão da infraestrutura de inteligência artificial impulsionou os papéis. Com isso, a empresa acumulou três sessões consecutivas de alta.

Desde 2 de setembro, o movimento ganhou força após o anúncio de um novo data center de IA em Mikkeli, na Finlândia. A Cerebras desenvolveu a instalação em parceria com a Compute Nordic Finland. Segundo a previsão divulgada, o centro deverá alcançar 165 MW de capacidade.

De acordo com a empresa, o projeto amplia sua presença na Europa e responde à procura crescente por infraestrutura soberana de IA. Além disso, a instalação reforça a estratégia de expansão internacional da companhia. Assim, a Cerebras busca atender clientes que desejam processar dados dentro de suas próprias jurisdições.

Cartão da ação CBRS

Ao mesmo tempo, o desempenho do setor de chips para inteligência artificial ajudou a sustentar a valorização. O segmento reagiu após a Nvidia anunciar planos para comprar a Hugging Face por aproximadamente US$ 13 bilhões. A operação também reforçou o interesse do mercado por empresas ligadas à infraestrutura de IA.

Resultados trimestrais superam as estimativas

O analista Kevin Cassidy, da Rosenblatt Securities, avaliou a iniciativa da Nvidia como uma forma de apoiar o ecossistema de inteligência artificial. Para Cassidy, a companhia usa seu balanço financeiro para preservar a saúde do setor durante a rápida expansão. Enquanto isso, a estabilidade dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos favoreceu o mercado na sexta-feira.

Nesse contexto, os resultados da Cerebras no segundo trimestre de 2026 também apoiaram a alta das ações. A receita alcançou US$ 209,9 milhões, acima da estimativa de analistas, que apontava cerca de US$ 190,6 milhões. O montante representou um crescimento aproximado de 74% em relação ao mesmo período do ano anterior. Portanto, o desempenho trimestral fortaleceu as expectativas sobre a expansão dos negócios.

Bob Komin, diretor financeiro da Cerebras, afirmou que a companhia superou as expectativas nas principais métricas operacionais. Diante do resultado, a administração elevou sua projeção de receita para 2026. A nova faixa ficou entre US$ 880 milhões e US$ 890 milhões. Ainda, a empresa reiterou o plano de mais que triplicar a receita em 2027.

Para sustentar essa projeção, a Cerebras citou US$ 25,4 bilhões em obrigações de desempenho remanescentes. Esse indicador representa receitas contratadas que a empresa ainda espera reconhecer. No fim de agosto, a Mizuho Securities também reiterou sua recomendação de compra para a ação.

Wall Street mantém perspectiva positiva para CBRS

Já a ARK Invest comprou ações da CBRS ativamente nas últimas semanas. Atualmente, o papel opera bem acima da mínima de 52 semanas, de US$ 160,81. Contudo, a cotação ainda permanece distante da máxima do período, de US$ 386,34.

Na comparação com o mercado, o avanço de sexta-feira ocorreu principalmente por fatores ligados à própria empresa. O Nasdaq registrou uma alta marginal, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones apresentaram leves quedas. Dessa forma, a CBRS superou o desempenho dos principais índices acionários dos Estados Unidos.

Em agosto, a Cerebras apresentou o acelerador CS-4. Segundo a companhia, o produto pode entregar até 30 vezes a capacidade de processamento de sistemas baseados em unidades de processamento gráfico. Com isso, a empresa pretende ampliar sua competitividade diante da Nvidia e de alternativas oferecidas por companhias como a CoreWeave.

Por sua vez, Wall Street atribui à CBRS um consenso de compra forte, baseado em dez recomendações de compra desde a estreia na Nasdaq. O preço-alvo médio definido pelos analistas está em US$ 296. Esse patamar representa um potencial de valorização próximo de 40% em relação à cotação mencionada.