SMCI pode subir 1.700% e alcançar US$ 700

A SMCI, ação da Super Micro Computer negociada na Nasdaq, pode iniciar uma nova fase de crescimento de longo prazo. Uma análise técnica projeta o papel em US$ 700, o que representaria uma valorização próxima de 1.700%. Com base na cotação de US$ 39 usada na avaliação, o ganho calculado chega a cerca de 1.695%.

O analista TradingShot publicou a projeção em 7 de setembro e adotou como referência um padrão histórico recorrente. O estudo compara ciclos marcados por longos períodos de topos descendentes e consolidação. Em ciclos anteriores, essas estruturas antecederam algumas das maiores altas das ações da companhia.

Padrões históricos indicam possível reversão

Desde a máxima histórica de março de 2024, a SMCI permanece em um ciclo de baixa. A correção veio após uma valorização parabólica de vários anos, período que o analista chama de fase de expansão maior. No entanto, movimentos corretivos parecidos também apareceram antes de altas expressivas em ciclos anteriores.

Nessas ocasiões, as ações permaneceram por anos abaixo de uma linha de tendência descendente. Além disso, os preços operaram muito abaixo das médias móveis de 50 e 100 meses. Agora, TradingShot identifica um comportamento semelhante na estrutura técnica da empresa.

Gráfico de análise do preço das ações da SMCI

Gráfico de análise do preço das ações da SMCI. Fonte: TradingView.

 

RSI e Fibonacci sustentam o alvo técnico

Fundos relevantes apareceram quando o Índice de Força Relativa, ou RSI mensal, iniciou uma formação arredondada. Desde 2025, o indicador desenvolve uma configuração semelhante no gráfico da SMCI. Caso o desenho continue, a projeção prevê um rompimento acima da extensão de Fibonacci de 1,0.

Nesse cenário, a extensão de Fibonacci de 1,236, próxima de US$ 700, aparece como o próximo alvo relevante. O analista detalhou a projeção no TradingView. Assim, o objetivo equivale a uma valorização aproximada de 1.700% sobre o preço considerado no levantamento.

Resultados financeiros reforçam a projeção

Os resultados financeiros também integram a tese otimista sobre a Super Micro Computer. No quarto trimestre do ano fiscal de 2026, a empresa registrou receita de US$ 11,1 bilhões. O valor representou um avanço aproximado de 93% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, a demanda por infraestrutura de inteligência artificial continuou impulsionando os negócios.

O lucro diluído por ação não GAAP atingiu US$ 1,70 e superou com folga a orientação da companhia. Enquanto isso, a margem bruta avançou para 17,6%, ante 10,1% no trimestre anterior. No ano fiscal completo, a receita cresceu 78%, para US$ 39,1 bilhões, enquanto o lucro líquido ficou perto de US$ 2,2 bilhões.

Infraestrutura de inteligência artificial avança

A Super Micro Computer também informou mais de US$ 60 bilhões em novos pedidos durante o quarto trimestre. Com isso, a companhia entrou no ano fiscal de 2027 com uma carteira recorde de encomendas. Esse volume amplia sua presença no mercado de infraestrutura para inteligência artificial. A demanda ainda sustenta os planos de expansão da capacidade produtiva.

A empresa busca atuar como fornecedora completa de infraestrutura de inteligência artificial, em vez de se limitar à fabricação de servidores. Dessa forma, a plataforma Data Center Building Block Solutions reúne sistemas em escala de rack com refrigeração líquida. A solução pretende acelerar a implantação e melhorar a eficiência energética dos centros de dados.

Além de manter alinhamento com as plataformas recentes da Nvidia, a companhia amplia o suporte a sistemas baseados em AMD. Paralelamente, a estratégia pode favorecer margens maiores conforme avançam os investimentos em centros de dados para inteligência artificial. A Super Micro Computer também expande sua capacidade de fabricação na América do Norte e na Ásia.

Riscos ainda exigem cautela

Apesar desses vetores, as ações da SMCI negociam com desconto de avaliação em relação a várias empresas ligadas à inteligência artificial. Por outro lado, investidores continuam atentos ao histórico de volatilidade das margens e à concentração de clientes. O mercado também acompanha as necessidades de capital de giro e a diluição após captações. Ainda assim, questões de governança permanecem entre os principais riscos para a tese.