Petróleo supera US$ 100 e pressiona mercados

O petróleo superou níveis importantes nesta quinta-feira e ampliou a pressão sobre os mercados globais. O Brent avançou mais de 5%, para cerca de US$ 106,60 por barril. Enquanto isso, o West Texas Intermediate, ou WTI, ultrapassou US$ 101.

Os ataques a navios-tanque e a redução do tráfego pelo Estreito de Ormuz impulsionaram os preços. Em paralelo, as atividades dos houthis no Mar Vermelho aumentaram as preocupações com a oferta. Com isso, o Brent acumulou valorização superior a 30% desde as mínimas do início de agosto.

Alta do petróleo amplia riscos para inflação e juros

A escalada dos preços do petróleo afeta diretamente a inflação nos Estados Unidos. Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor subiu 0,4%. Na comparação anual, o indicador avançou 5,4%, enquanto os preços de energia saltaram 4,2% no mês.

Por consequência, os mercados passaram a precificar uma chance concreta de nova alta dos juros pelo Federal Reserve na reunião de setembro. Taxas maiores costumam pressionar empresas de tecnologia e ações de crescimento. Nesse contexto, os rendimentos elevados também aumentam a cautela entre investidores.

Assim, o petróleo mais caro pode manter a inflação persistente por mais tempo. Ao mesmo tempo, uma política monetária mais restritiva tende a reduzir o apetite por risco. Juntos, esses fatores formam uma das principais ameaças aos mercados no curto prazo.

Apple entra no segmento de celulares dobráveis

A Apple lançou nesta quinta-feira o iPhone Duo, seu primeiro smartphone dobrável. O aparelho custa US$ 1.999 e possui uma tela interna de 7,6 polegadas. Além disso, o modelo traz uma tela externa de 5,4 polegadas. O dispositivo utiliza o novo chip A20 Pro da empresa.

A Samsung lidera atualmente o mercado de celulares dobráveis, com participação próxima de 38%. Ainda assim, alguns analistas projetam que a Apple poderá conquistar cerca de um quarto desse segmento. No dia, as ações da companhia subiram entre 1% e 2% e superaram boa parte do setor de tecnologia.

TSMC registra receita recorde, mas ações recuam

A Taiwan Semiconductor Manufacturing registrou receita de NT$ 514,8 bilhões em agosto, equivalente a aproximadamente US$ 16,3 bilhões. O resultado representou crescimento anual de 53%. Dessa forma, a fabricante de chips estabeleceu um novo recorde de receita. A TSMC atende empresas como Nvidia, Apple e AMD.

Investidores acompanham seus números como um indicador da demanda por chips voltados à inteligência artificial. No entanto, os papéis da companhia negociados nos Estados Unidos caíram cerca de 2%. A reação indicou que o mercado mantém expectativas elevadas para o setor de semicondutores ligados à IA.

AeroVironment avança após divulgar números recordes

A AeroVironment figurou entre as maiores altas do pregão, com avanço de cerca de 7%. A empresa reportou receita recorde de US$ 480,5 milhões no primeiro trimestre fiscal. Também registrou encomendas de aproximadamente US$ 683 milhões. Além disso, sua carteira financiada atingiu o recorde de US$ 1,5 bilhão, com crescimento anual de 37%.

A demanda por drones e sistemas autônomos de defesa continua crescendo. Ao mesmo tempo, governos modernizam suas forças militares e ampliam investimentos no segmento. Porém, a companhia manteve sua projeção de receita anual entre US$ 2,125 bilhões e US$ 2,225 bilhões.

Nvidia e Palantir ampliam iniciativas em inteligência artificial

Em paralelo, a Palantir anunciou novas iniciativas com a Nvidia em IA soberana e gestão de cadeias de suprimentos. O acordo combina os modelos Nemotron da Nvidia com a plataforma de software da Palantir. Mesmo assim, nenhuma das ações avançou após o anúncio. Nvidia e Palantir caíram durante a sessão desta quinta-feira.

O petróleo mais caro, as preocupações inflacionárias e os rendimentos elevados pesaram sobre o setor de tecnologia. Nesse sentido, a parceria reforçou a expansão da Nvidia para além da venda de chips. A empresa aprofunda sua presença em software e soluções corporativas de inteligência artificial. Portanto, resultados fortes e novos acordos não afastaram a cautela dos investidores.