Bitcoin Suisse pode cortar até 60 vagas na Suíça
A Bitcoin Suisse propôs eliminar até 60 dos 120 postos de trabalho que mantém na Suíça. O plano também prevê o fechamento da unidade de desenvolvimento de software em Copenhague. Além disso, a reorganização concentrará atividades administrativas e tecnológicas em centros internacionais, enquanto Zug continuará como sede legal e operacional.
A empresa concluirá uma consulta com os funcionários em 20 de setembro antes de definir o número final de cortes. Conforme informou a Reuters, as primeiras demissões podem ocorrer antes do fim de 2026. Desse modo, as 60 vagas representam o limite máximo em análise, e não um total confirmado. O resultado da consulta ainda poderá alterar o alcance da medida.
Reorganização atinge áreas administrativas e de software
Os funcionários da sede em Zug conheceram os detalhes do plano durante uma reunião geral. Atualmente, a Bitcoin Suisse emprega cerca de 200 pessoas no mundo, das quais 120 trabalham na Suíça. Caso a companhia aplique o corte máximo, perderá metade do quadro suíço.
As áreas de back-office, administração e desenvolvimento de software enfrentam maior exposição durante o processo. Por sua vez, a empresa pretende concentrar essas funções em Bratislava, na Eslováquia, e em um futuro centro operacional no Vietnã. A Bitcoin Suisse não detalhou quantos postos de trabalho pretende destinar a cada localidade.
Unidade de Copenhague deve encerrar atividades
A companhia também não informou se oferecerá transferências aos profissionais afetados ou quais condições de indenização adotará. Enquanto isso, o cronograma para o fechamento da unidade tecnológica de Copenhague permanece indefinido. A empresa também não revelou quantas pessoas trabalham na Dinamarca nem se parte delas poderá migrar para outros escritórios.
Bratislava já funciona como centro operacional internacional do grupo. Já a operação no Vietnã deve ganhar estrutura ao longo dos próximos anos, embora ainda não tenha cidade, data de abertura ou meta de contratações. O CEO e cofundador Andrej Majcen afirmou que funções comparáveis podem operar com custos significativamente menores nesses dois locais.
Bitcoin Suisse atribui mudança à redução de custos
Majcen disse à Finews que o custo representa um fator central da reorganização. Contudo, o executivo rejeitou uma ligação direta entre o plano e as condições difíceis do mercado de criptomoedas. Segundo Majcen, a empresa possui margem substancial para atravessar o período atual.
Como a Bitcoin Suisse é uma companhia privada, não existe uma reação pública de mercado que permita mensurar os efeitos do anúncio. Paralelamente, o grupo não publicou dados recentes de receita, lucro ou avaliação que sustentem a declaração financeira do executivo. A empresa também não apresentou datas individuais de saída para os profissionais atingidos.
Estratégia prioriza gestão de patrimônio
A Bitcoin Suisse iniciou suas atividades em 2013 com serviços de corretagem e custódia de criptomoedas. Posteriormente, ampliou o portfólio para incluir staking, empréstimos e produtos institucionais de ativos digitais. A infraestrutura relacionada a criptomoedas continuará no modelo proposto, que também prioriza gestão de patrimônio e de ativos.
A administração pretende atender clientes privados de alta renda, family offices, gestores de ativos e instituições. Nesse sentido, Majcen afirmou que o crescimento internacional ganhou prioridade após a concentração anterior no mercado suíço. Entretanto, a companhia não divulgou metas de ativos sob gestão, projeções de receita ou prazos para essa estratégia.
Licenças ampliam presença internacional
Durante 2026, o grupo ampliou sua presença regulada na Europa, no Oriente Médio e em Bermuda. Em junho, a Autoridade do Mercado Financeiro de Liechtenstein licenciou a Bitcoin Suisse Europe AG como prestadora de serviços de criptoativos sob o regulamento MiCA. Assim, a autorização permite oferecer serviços elegíveis no Espaço Econômico Europeu por meio das regras de passaporte regulatório.
Em julho, a subsidiária BTCS Middle East recebeu autorização do regulador do Abu Dhabi Global Market para prestar serviços relacionados a ativos digitais. Em seguida, a Bitcoin Suisse International obteve uma licença Classe F em Bermuda, além de autorização separada para atividades de investimento. Ainda assim, essas licenças não confirmam receitas das novas linhas, pois o grupo não divulgou resultados regionais nem números totais de clientes.