CleanSpark sobe 4,73% com oferta de US$ 2,227 bi
A CleanSpark avançou 4,73% na quinta-feira após anunciar planos para captar US$ 2,227 bilhões por meio de uma oferta de dívida. Com isso, as ações CLSK encerraram a sessão perto de US$ 13,40. Já no momento da publicação, a cotação aparecia perto de US$ 12,91.
O mercado reagiu positivamente à estrutura da operação, baseada em dívida garantida em vez da emissão de ações. Ainda assim, a colocação permanece sujeita às condições de mercado. Como os títulos não são conversíveis, os termos anunciados não preveem diluição dos acionistas existentes.
Oferta financiará data center em Sandersville
A companhia emitirá as notas seniores garantidas por meio da subsidiária integral CSDC Finance I LLC, em uma colocação privada. Os títulos terão vencimento em 2031. Dessa forma, os recursos financiarão os custos restantes da construção do data center de Sandersville, na Geórgia.
Parte do montante reembolsará aportes de capital feitos anteriormente pela CleanSpark. Além disso, a companhia formará reservas destinadas ao pagamento da dívida. Outra subsidiária integral, a CSRE Properties Sandersville, atuará como garantidora das notas.
A garantia inclui um direito de primeira prioridade sobre a maior parte dos ativos da emissora e da proprietária do imóvel. Caso a oferta não cubra todo o custo, a CleanSpark garantirá a conclusão do projeto. Enquanto isso, a Meta aparece como locatária do campus, que soma US$ 6,6 bilhões em receita contratada.
A divulgação também cita classificações do ERCOT para capacidade elétrica. Primeiro, o operador classificou condicionalmente 585 megawatts como carga de base na designação batch zero. Na sequência, enquadrou outros 300 megawatts como carga estudada na mesma designação.
Fonte: dados da CLSK.
Estrutura reduz temor de diluição
Antes do anúncio, investidores avaliavam se a captação reduziria a participação dos atuais acionistas. Contudo, a CleanSpark estruturou a operação como dívida sênior garantida, e não como capital conversível. Por isso, a companhia não espera diluição nas condições apresentadas.
A reação das ações indica que a estrutura ajudou a reduzir as preocupações do mercado. Durante a sessão, os papéis preservaram os ganhos registrados após o anúncio. Assim, a CLSK encerrou a quinta-feira com valorização próxima de 5%.
Mineração de Bitcoin e indicadores da CLSK
Em agosto, a CleanSpark minerou 593 BTC, ligeiramente acima dos 586 BTC produzidos em julho. O resultado manteve a expansão mensal das operações de Bitcoin. Ao fim do mês, a companhia detinha 13.703 BTC, ante 13.931 BTC no encerramento de julho.
Por outro lado, a redução das reservas ocorreu após vendas seletivas. A empresa vendeu 229 BTC a preços à vista e outros 350 BTC por meio de opções de compra. Como resultado, o preço médio realizado alcançou US$ 66.133 por Bitcoin, incluindo os prêmios das opções.
Com a produção de agosto, a mineração acumulada da CleanSpark em 2026 superou 4.900 BTC. Já a ação negociava 3,7% acima da média móvel simples de 20 dias, situada em US$ 12,51. Por sua vez, a média de 50 dias, de US$ 12,94, permanecia próxima da cotação.
Analistas mantêm recomendação de compra
A média móvel simples de 100 dias, em US$ 14,03, continuava como resistência para a CLSK. Enquanto o papel buscava superar esse nível, o Índice de Força Relativa marcava 52,27 pontos. Portanto, o indicador permanecia neutro, sem apontar condições extremas de compra ou venda.
O consenso dos analistas indica recomendação de compra, com preço-alvo médio de US$ 24,22. Em agosto, a B. Riley elevou seu alvo para US$ 26, enquanto a Cantor Fitzgerald manteve recomendação overweight e o mesmo objetivo. Já a Chardan Capital reiterou a recomendação de compra e o preço-alvo de US$ 21.
A CleanSpark estima divulgar o próximo balanço em 24 de novembro de 2026. Analistas projetam prejuízo de US$ 0,41 por ação e receita de US$ 134,28 milhões. Nesse contexto, a oferta para Sandersville acompanha a continuidade da mineração e as expectativas financeiras para o período.