Strategy compra 950 Bitcoin após pausa de duas semanas
A Strategy retomou as compras de Bitcoin após duas semanas sem novas aquisições. Entre 14 e 20 de setembro, a empresa adquiriu 950 BTC por US$ 75,7 milhões. Também destinou US$ 174 milhões à recompra de ações preferenciais STRC no mesmo período. Com as operações, a companhia usou US$ 249,7 milhões de seu caixa disponível.
Conforme um documento enviado à SEC, a Strategy pagou US$ 79.670 por Bitcoin, incluindo taxas e despesas. A aquisição elevou as reservas da empresa para 846.000 BTC. Com isso, o investimento acumulado chegou a US$ 63,80 bilhões. O custo médio ficou em US$ 75.416 por unidade.
Na publicação, o Bitcoin era negociado perto de US$ 84.925. Assim, o mercado avaliava a posição da Strategy em aproximadamente US$ 71,85 bilhões. Por isso, a empresa apresentava um ganho não realizado de cerca de US$ 8,05 bilhões. O cálculo considera o custo acumulado informado pela companhia.
Reservas de Bitcoin voltam a crescer
As ações da Strategy avançaram 7,4% no pré-mercado de segunda-feira, para US$ 165,20. Enquanto isso, o Bitcoin permanecia acima do preço médio da compra mais recente. O movimento também ocorreu em meio à retomada das aquisições pela companhia. Já as ações ASST, da Strive, subiram 6,44%, para US$ 32,03.
Antes da operação atual, a Strategy passou dois períodos consecutivos sem anunciar novas compras de Bitcoin. No fim de agosto, a empresa havia adquirido 4.603 BTC por US$ 369,7 milhões. Na ocasião, pagou um preço médio de US$ 80.318 por unidade. A transação elevou as reservas de 840.447 BTC para 845.050 BTC.
Por sua vez, a compra de agosto recebeu recursos do programa de venda de ações a preço de mercado. A Strategy vendeu 4,53 milhões de ações MSTR e levantou US$ 602,8 milhões líquidos. Depois, aplicou US$ 369,7 milhões em Bitcoin e US$ 151,8 milhões em recompras de STRC. Durante as duas semanas seguintes, a empresa priorizou seus títulos preferenciais.
Recompras de STRC superam aporte em Bitcoin
Na primeira semana da pausa, a Strategy gastou US$ 176,3 milhões para recomprar 1,81 milhão de ações STRC. Ao mesmo tempo, manteve suas reservas de Bitcoin inalteradas. O conselho ainda ampliou de US$ 1 bilhão para US$ 2 bilhões o programa de recompra de títulos de crédito digital. A medida aumentou a capacidade da companhia para administrar sua estrutura de capital.
Na semana seguinte, a empresa aplicou outros US$ 139,3 milhões na recompra de 1,42 milhão de ações STRC. Nesse intervalo, não comprou Bitcoin nem vendeu papéis por seus programas de oferta a preço de mercado. Ainda assim, iniciou o período com 845.050 BTC e US$ 1,30 bilhão em caixa disponível. A compra posterior de 950 BTC levou as reservas novamente a 846.000 unidades.
Esse total corresponde ao saldo informado no fim do segundo trimestre. Contudo, vendas de Bitcoin realizadas em julho e agosto haviam reduzido as reservas posteriormente. Embora tenha retomado as compras, a Strategy aplicou mais recursos nas recompras de STRC. Entre 14 e 20 de setembro, os US$ 174 milhões destinados ao papel superaram os US$ 75,7 milhões investidos em Bitcoin.
Strategy financia operações com recursos do caixa
A STRC é a ação preferencial perpétua Stretch Série A, com taxa variável e valor declarado de US$ 100 por papel. A Strategy usa recompras e sua política de dividendos para tentar manter a cotação próxima desse nível. Segundo a empresa, aquisições abaixo de US$ 100 permitem retirar papéis por menos que seu valor declarado. Dessa maneira, a companhia também reduz futuras obrigações com dividendos.
Entre 20 de julho e 13 de setembro, a Strategy gastou cerca de US$ 950,8 milhões na recompra de quase 9,96 milhões de ações STRC. O papel havia se recuperado após cair para perto de US$ 70. No início de setembro, a cotação superou US$ 99 durante o pregão, mas recuou posteriormente. Na segunda-feira, a STRC subia 0,35% no pré-mercado, para US$ 98,85.
As operações recentes elevaram para mais de US$ 1 bilhão os gastos com STRC desde o início da atual sequência. Após a transação, a Strategy manteve US$ 875,1 milhões autorizados para novas recompras de ações preferenciais. Por outro lado, o programa destinado às ações ordinárias MSTR permaneceu intacto, com US$ 1 bilhão disponível. A companhia não vendeu ações ordinárias ou preferenciais entre 14 e 20 de setembro.
Os recursos das operações saíram diretamente do caixa da empresa. Como resultado, o caixa disponível caiu de US$ 1,30 bilhão para US$ 1,05 bilhão em 20 de setembro. Esse saldo havia alcançado US$ 1,44 bilhão em 7 de setembro e US$ 1,61 bilhão no fim de agosto. A Strategy mantém esses recursos separados de sua reserva em dólares.
Reserva em dólares recua e Strive amplia tesouraria
Enquanto o caixa disponível financia compras de Bitcoin e operações de capital, a reserva cobre dividendos preferenciais e juros de dívidas. A reserva em dólares recuou de US$ 5,10 bilhões para US$ 5,04 bilhões. A redução refletiu o pagamento de US$ 57,4 milhões em dividendos preferenciais e juros. Desse modo, a Strategy encerrou 20 de setembro com cerca de US$ 6,09 bilhões em recursos denominados em dólares.
Separadamente, a Strive comprou 1.355 BTC e ampliou sua tesouraria para 26.355 BTC. No início do mês, a empresa havia alcançado 25.000 BTC após adquirir 469 BTC por aproximadamente US$ 36,6 milhões. Essa operação teve preço médio de US$ 77.954 e recebeu recursos da ação preferencial SATA. Antes disso, a companhia comprou 1.800 BTC por cerca de US$ 143 milhões no fim de agosto.
A aquisição anterior elevou as reservas da Strive para 23.156 BTC antes das compras posteriores. Agora, a companhia mantém 26.355 BTC em sua tesouraria corporativa. Com esse volume, segue entre as maiores detentoras de Bitcoin negociadas em bolsa. A ação ASST também registrou valorização no pré-mercado após a divulgação.
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