Coinbase abre acesso a IPOs e ação atinge máxima
As ações da Coinbase atingiram a máxima de quatro meses na segunda-feira. O avanço ocorreu após a empresa liberar o acesso a ofertas públicas iniciais de ações para clientes elegíveis dos Estados Unidos. Durante o pregão, o papel COIN chegou a operar perto de US$ 208. Contudo, encerrou o dia em torno de US$ 201.
Depois, a cotação caiu para menos de US$ 200. Na atualização mais recente, COIN recuava 1,09%, para aproximadamente US$ 198,85. Ainda assim, a ação permanecia acima da média móvel de 200 dias, situada perto de US$ 193,95. Com isso, o lançamento marcou outra etapa da expansão da Coinbase além da negociação de criptomoedas.
Aplicativo passa a oferecer participação em IPOs
A Coinbase informou que os clientes poderão solicitar ações de algumas empresas antes do início das negociações públicas. Inicialmente, o serviço começa com o IPO da Oura, fabricante de anéis inteligentes. Quando os coordenadores divulgarem a faixa de preço esperada, usuários elegíveis poderão enviar pedidos em uma nova área do aplicativo. Dessa forma, a companhia amplia sua presença no mercado financeiro tradicional.
Para participar, os clientes precisam depositar recursos suficientes para cobrir a quantidade de ações solicitada. Porém, o envio do pedido não garante uma alocação. Por isso, a corretora poderá atender à solicitação integralmente, entregar menos ações ou recusá-la. Em caso de demanda superior à oferta, parte dos investidores poderá não receber os papéis.
Quando houver alocação, o cliente pagará o preço oficial definido no IPO. Nesse processo, a Coinbase Capital Markets, divisão de corretagem registrada da companhia, oferecerá o serviço. A Apex Clearing, por sua vez, processará as operações e manterá a custódia das ações. Portanto, os clientes comprarão ações reais das empresas, e não versões tokenizadas ou vinculadas a criptomoedas.
Venda antecipada pode restringir novas solicitações
Para desestimular vendas imediatas, a Coinbase também estabeleceu regras para o período posterior à estreia. Clientes que venderem a alocação em até 30 dias poderão perder o acesso a IPOs pelos 60 dias seguintes. Além disso, a empresa poderá reduzir a frequência ou o tamanho das futuras alocações. Se o comportamento se repetir, as restrições poderão aumentar.
Segundo a Coinbase, o sistema favorecerá investidores dispostos a manter as posições por mais tempo. Desse modo, a plataforma pretende priorizar clientes que não vendam as ações logo após o início das negociações. Ao mesmo tempo, a regra não impede a venda dos papéis recebidos. Na prática, ela limita apenas o acesso do cliente às ofertas futuras disponíveis no aplicativo.
De acordo com o mais recente documento da Oura na SEC, a oferta prevê 50 milhões de ações. A empresa emitirá 13,5 milhões de papéis, enquanto os acionistas existentes venderão outros 36,5 milhões. Caso a demanda seja forte, a operação poderá incluir mais 7,5 milhões de ações. Com isso, o volume final da oferta poderá superar a quantidade inicialmente prevista.
Ação da Coinbase preserva suporte de longo prazo
Na leitura técnica apresentada, o nível de US$ 193 representa um suporte relevante para a recuperação recente de COIN. Se a cotação cair abaixo desse patamar, o movimento poderá perder força. Por outro lado, a ação precisaria recuperar US$ 203 antes de testar novamente a faixa entre US$ 208 e US$ 210. Depois da máxima intradiária, o papel perdeu parte do avanço.
Apesar do recuo posterior, COIN continuava acima da média móvel de 200 dias. Nesse cenário, a região próxima de US$ 193,95 funciona como referência para a tendência de longo prazo. Enquanto isso, a faixa entre US$ 208 e US$ 210 permanece como resistência para uma nova alta. Porém, esses níveis podem mudar conforme o comportamento do mercado.
Ao ampliar o acesso a IPOs, a Coinbase aproxima sua plataforma dos serviços oferecidos no mercado tradicional. Ainda assim, os pedidos enviados pelo aplicativo não asseguram a distribuição das ações. Enquanto a empresa estreia o recurso com a Oura, COIN permanece perto de uma região técnica relevante. Em síntese, a novidade coincidiu com a máxima de quatro meses do papel, embora a cotação tenha recuado depois.
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