Bitcoin enfrenta pressão com crise no Estreito de Ormuz
O Bitcoin pode enfrentar pressão caso a crise no Estreito de Ormuz se prolongue. Enquanto isso, o Irã aguarda uma resposta formal de Washington sobre a reabertura da passagem marítima. Segundo relatos, Donald Trump rejeitou uma proposta que previa retomar o tráfego após um acordo.
Pelo plano, Teerã suspenderia os combates no Oriente Médio e normalizaria o tráfego marítimo em até sete dias. Em troca, os Estados Unidos deveriam suspender o bloqueio naval e liberar recursos iranianos congelados. A proposta também exigiria a retirada das sanções americanas sobre o petróleo do Irã.
No entanto, Trump teria demonstrado ceticismo sobre o cumprimento do acordo por Teerã. De acordo com o relato, o presidente americano disse a assessores que espera uma retomada dos combates. Nesse cenário, uma nova escalada poderia ocorrer após as eleições de meio de mandato, em novembro.
Bloqueio ameaça energia e Bitcoin
Para os mercados, a principal questão envolve as consequências de um fracasso diplomático e da manutenção do bloqueio. Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, o Irã mantém a passagem amplamente bloqueada desde o início da guerra, em fevereiro.
Assim, os efeitos da interrupção já começam a aparecer no mercado de energia. Pesquisadores da Brookings Institution alertaram que o petróleo Brent pode se aproximar de US$ 150 por barril. Essa projeção dependeria do esgotamento das reservas emergenciais de petróleo, esperado para meados de julho.
No início da guerra atual, o Brent avançou de cerca de US$ 72 para até US$ 123 por barril. Depois, a commodity recuou para perto de US$ 100 à medida que as negociações avançaram. Com outra alta, o preço poderia superar o pico de aproximadamente US$ 139 registrado em 2022 após a invasão russa da Ucrânia.
Petróleo pode ampliar inflação e volatilidade
Uma retomada dos combates poderia desencadear outra alta nos preços do petróleo. Nesse caso, o encarecimento do barril elevaria rapidamente os custos da gasolina e do diesel. Como resultado, a inflação ganharia força e aumentaria o risco de uma desaceleração econômica mais ampla.
Por outro lado, o ouro apresentou um comportamento mais complexo durante o conflito. Embora o metal geralmente avance durante períodos de aversão ao risco, sua cotação caiu das máximas acima de US$ 5.300 por onça. Desde então, o ouro passou a oscilar entre US$ 4.000 e US$ 4.300.
Os receios inflacionários provocados pelo petróleo levaram o mercado a considerar juros mais altos pelo Federal Reserve. Dessa forma, o dólar ganhou força e pressionou o ouro, mesmo em meio à guerra. Se as tensões aumentarem, o próximo movimento dependerá da disputa entre a busca por proteção e a valorização da moeda americana.
Como o mercado cripto pode reagir
Em geral, o Bitcoin tem apresentado um comportamento semelhante ao de ativos de risco durante choques geopolíticos. A criptomoeda costuma cair com as ações durante a primeira onda de pânico. Depois, pode iniciar uma recuperação, embora o movimento dependa das condições econômicas e financeiras.
Contudo, uma nova escalada entre Estados Unidos e Irã poderia repetir esse padrão. Inicialmente, investidores podem reduzir a exposição a ativos de risco e pressionar o mercado de criptomoedas. Na sequência, as negociações tenderiam a oscilar conforme os preços do petróleo e os indicadores de inflação reagissem.
Mercado acompanha três sinais
Agora, três fatores devem concentrar a atenção dos operadores. Primeiro, o mercado espera uma resposta formal de Washington à oferta apresentada pelo Irã. Também acompanhará a retomada da navegação e o consumo das reservas emergenciais caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.
| | Receba nossas últimas notícias em primeira mão. Adicione-nos como sua fonte preferida no Google e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações. |
|---|