Coinbase prepara packs de Pokémon com cartas reais
A Coinbase planeja permitir que clientes abram packs de cartas Pokémon pelo celular. Cada item digital terá lastro em uma carta física real. A corretora divulgou uma prévia do produto em 28 de setembro.
Depois de abrir o pack, o cliente poderá manter a carta em um cofre ou solicitar a entrega em casa. Inicialmente, o anúncio não citava a franquia Pokémon. No entanto, a empresa confirmou a relação ao responder a um usuário no X.
“Seu fichário está prestes a receber uma grande atualização. Abra packs no celular. Cada carta obtida tem respaldo em uma carta física real. Guarde no cofre ou receba em casa. Em breve na Coinbase.”
Coinbase, no X
Empresa amplia aposta em itens colecionáveis
A arte promocional mostrou cinco packs temáticos de Pokémon, identificados pelos números de 01 a 05. Cada embalagem apresenta uma cor diferente. Entretanto, a Coinbase não explicou o significado dessas variações.
A empresa também não divulgou uma data definitiva para o lançamento. Por isso, ainda não se sabe quando o serviço ficará disponível aos clientes. A prévia indica apenas que o produto chegará em breve à plataforma.
Nesse contexto, a Coinbase relacionou a iniciativa ao plano chamado Everything Exchange. A estratégia busca ampliar as atividades da companhia além da negociação tradicional de criptomoedas. Assim, os colecionáveis físicos podem integrar a expansão dos produtos oferecidos pela plataforma.
Detalhes comerciais permanecem indefinidos
Por enquanto, a companhia não informou os preços dos packs nem as probabilidades de obter cada carta. Também não detalhou taxas de armazenamento, custos de envio ou países elegíveis. A corretora tampouco revelou qual empresa cuidará da custódia dos itens.
Da mesma forma, os padrões de classificação das cartas permanecem indefinidos. A Coinbase não disse se os clientes poderão revender os itens dentro do serviço. Até agora, a empresa também não anunciou um acordo de licenciamento com a The Pokémon Company.
Plataformas associam cartas físicas a versões digitais
Outras empresas já comercializam packs digitais vinculados a cartas reais. A Courtyard, por exemplo, mantém cada item físico sob custódia e emite um NFT correspondente. Dessa maneira, o proprietário pode negociar o direito sobre a carta sem solicitar um novo envio a cada venda.
Na Courtyard, os proprietários podem manter a carta no cofre, vendê-la no marketplace ou solicitar a entrega. Quando escolhe receber o item físico, o usuário precisa concluir verificações de identidade. Além disso, o cliente deve pagar o frete e os impostos aplicáveis.
Em seguida, a plataforma destrói, ou queima, o NFT relacionado à carta retirada do cofre. Esse procedimento elimina o vínculo digital com o item físico. Portanto, o mesmo registro não permanece disponível após a entrega.
GameStop e Phygitals adotam modelos diferentes
A GameStop abriu seus Power Packs ao público em 15 de abril de 2026. A PSA, empresa especializada em autenticidade e conservação, avaliou as cartas físicas incluídas nos packs. Os preços variam entre US$ 25 e US$ 2.500.
As categorias abrangem Pokémon, futebol americano, basquete e beisebol. Nesse modelo, os clientes podem revender as cartas à GameStop, solicitar a entrega ou mantê-las armazenadas. Contudo, os materiais de lançamento não mencionam um sistema de NFT semelhante ao da Courtyard.
A Phygitals, por sua vez, oferece recompra imediata entre 85% e 90% do valor justo estimado da carta. Assim, um item avaliado em US$ 100 renderia entre US$ 85 e US$ 90 ao comprador. Essa condição independe do preço pago pelo pack.
A plataforma também usa uma seleção aleatória verificável por prova criptográfica. Ainda assim, o mecanismo não garante que a carta recebida valerá mais do que o pack. A Coinbase ainda não confirmou se adotará uma tecnologia blockchain semelhante à utilizada pela Courtyard.
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