Coinbase migra para Deribit e encerra exchange global
Operações institucionais passam para a Deribit
A Coinbase concluiu, em 1º de outubro de 2026, a migração da Coinbase International Exchange para a Deribit. Como resultado, a empresa encerrou as negociações na antiga plataforma internacional. Desde então, a International Exchange opera apenas em modo de leitura.
O relatório de status registrou o fim da manutenção às 10h02 UTC de 1º de outubro. Por isso, clientes institucionais afetados precisam utilizar novas conexões de negociação. Além disso, eles passam a seguir outro ciclo de liquidação e mantêm registros históricos separados.
A mudança abrange instituições fora dos Estados Unidos e localizadas em jurisdições selecionadas. De acordo com a Coinbase, a consolidação reúne a liquidez de derivativos antes dividida entre as plataformas. Contudo, o tipo de conta e a localização ainda determinam os produtos disponíveis e as condições de acesso.
APIs e ordens exigem adaptações
Instituições que utilizavam conexões por API ou FIX precisam adotar os endpoints da Deribit. Também devem criar novas chaves de API na plataforma. As chaves usadas na International Exchange não funcionam na nova estrutura.
A Coinbase não manteve uma janela paralela de negociação na plataforma antiga. Da mesma forma, a empresa não transferiu automaticamente as listas de IPs autorizados. O guia de migração da API ainda aponta mudanças nos nomes dos instrumentos e nos atributos das ordens.
Durante a interrupção, a Coinbase cancelou as ordens abertas na International Exchange, em vez de transferi-las. Assim, os clientes interessados em restabelecer essas ordens precisam recriá-las na Deribit. A execução ocorre na nova plataforma, mas a relação jurídica institucional mantém uma estrutura própria.
Custódia e liquidação passam por mudanças
A Coinbase Bermuda Limited atua como corretora, custodiante e contraparte principal dos clientes institucionais. Em seguida, a empresa encaminha as ordens para a Deribit. Essa estrutura consta nas orientações institucionais da Coinbase.
As posições perpétuas migradas passaram a ter liquidação diária às 08h00 UTC. Com isso, o novo modelo substitui o ciclo de cinco minutos usado pela International Exchange. A liquidação credita lucros ou deduz perdas dos saldos em dinheiro, sem encerrar as posições.
Enquanto isso, o financiamento acumula continuamente e passa pela liquidação em dinheiro no mesmo horário diário. A taxa cotada para oito horas permanece como uma convenção separada. Portanto, essa referência não altera o momento diário da liquidação das posições migradas.
Os registros de block trades identificados como “Migration” recriam posições pelo preço de liquidação da International Exchange. Nesse caso, os lançamentos representam artefatos contábeis, não novas compras ou vendas. Por consequência, diferenças em relação ao preço de marcação da Deribit podem gerar lucro ou prejuízo não realizado imediato.

Fonte: Coinbase.
Históricos continuam separados nas plataformas
O histórico de negociações da antiga International Exchange não aparece na Deribit. No entanto, a Coinbase manterá as APIs de histórico de ordens e operações disponíveis por cerca de 12 meses. Dessa forma, as instituições terão registros distintos para as atividades anteriores e posteriores à migração.
Já os usuários do aplicativo e do site permanecem com suas contas e os principais fluxos da Coinbase. Embora telas e dados de mercado possam mudar, a estrutura central das contas continua válida. Clientes da API Coinbase Advanced Trade para derivativos, porém, precisam usar o novo gateway baseado na Deribit.
A migração não libera imediatamente todos os produtos de derivativos em todas as regiões. Por outro lado, a Coinbase continua identificando separadamente seus futuros Coinbase Derivatives, regulados pela CFTC. O acesso a opções pela Coinbase Prime nos Estados Unidos também segue outro cronograma.
Usuários elegíveis de jurisdições não americanas selecionadas poderão receber acesso a opções no aplicativo a partir do fim de outubro. Ainda assim, a disponibilidade permanece sujeita às condições de acesso de cada região. Nesse cenário, a migração centraliza a negociação institucional sem unificar automaticamente todos os produtos e mercados.
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