TRX cresce na rede, mas ETF da Canary tem baixa demanda

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A atividade da TRON mantém uma tendência de maior uso da rede desde o início de setembro. Em vez de registrar apenas picos pontuais, a plataforma consolidou uma base mais constante de participantes. Ainda assim, esse avanço não se refletiu em uma demanda institucional mais forte pelo TRX.

O indicador de contas ativas superou 4 milhões, enquanto a média mensal ficou próxima de 4,41 milhões. Em meados de setembro, a atividade alcançou 4,84 milhões de usuários. No entanto, o número recuou para menos de 4 milhões no fim do mês.

Atividade da TRON mantém base consistente

A participação constante ajuda a sustentar transações, transferências de stablecoins e processamento de pagamentos. Por isso, uma base estável pode reforçar a utilidade do TRX conforme a adoção avança. Além disso, a manutenção desse nível reduz a dependência de aumentos isolados de atividade.

Atividade de contas na rede TRON

Fonte: X

 

Dados do TRONSCAN também apontaram mais de 407 milhões de contas registradas na plataforma. Além disso, a rede acumulou mais de 15,7 bilhões de transações. Esses números reforçam a dimensão operacional alcançada pela blockchain.

Nesse cenário, o crescimento contínuo da atividade poderá oferecer mais suporte à narrativa de utilidade do TRX. Caso a média permaneça acima de 4,4 milhões de contas, o movimento poderá indicar uma tendência mais ampla. Por outro lado, novas quedas enfraqueceriam a leitura de crescimento sustentado.

ETF da Canary registra apenas uma entrada líquida

Enquanto isso, a expansão da atividade on-chain ainda não gerou uma procura institucional equivalente. O Canary Staked TRX ETF estreou na Cboe sob o ticker TRXS. Na ocasião, representantes da TRON e da Canary marcaram o lançamento durante o encerramento da bolsa.

O fundo registrou sua única entrada líquida em 15 de setembro, quando investidores adicionaram US$ 491.060. Depois disso, todas as sessões até 2 de outubro apresentaram fluxo líquido zero. Como resultado, os ativos líquidos totais permaneceram em US$ 50,23 milhões.

Fluxos do Canary Staked TRX ETF

Fonte: SoSoValue

 

Interesse institucional não acompanha tese regional

Em contrapartida, a falta de novos fluxos contrasta com a justificativa apresentada por Steven McClurg, fundador e CEO da Canary Capital. Em uma discussão no X, ele citou a presença crescente da TRON na Ásia e em regiões em desenvolvimento. Segundo McClurg, esses mercados concentram intensa movimentação de Tether (USDT) e uma ampla base de carteiras.

O TRXS permite que participantes institucionais obtenham exposição a um caso de uso já estabelecido nessas regiões. Contudo, o interesse dos investidores ainda não acompanhou essa tese. Sem uma aceleração das entradas, a listagem poderá ampliar a visibilidade da TRON sem elevar materialmente a demanda pelo TRX.

Entradas de TRX na Binance aumentam

Ao mesmo tempo, dados da Binance indicaram uma mudança nos fluxos de TRX destinados à corretora. As entradas líquidas chegaram a US$ 79,8 milhões em uma única sessão, em 1º de outubro. Esse foi o maior fluxo líquido diário desde 20 de agosto, quando os depósitos alcançaram US$ 136,9 milhões.

Fluxos líquidos de TRX para a Binance

Fonte: CryptoQuant

 

Posteriormente, o fluxo líquido acumulado caiu de US$ 37,7 milhões para US$ 35,4 milhões entre 1º e 3 de outubro. Naquele período, o TRX recuou 0,79%, enquanto os retornos seguintes mostraram pouca relação preditiva com os depósitos. Portanto, a oferta disponível na corretora aumentou, mas o mercado ainda não confirmou a continuidade desse movimento.

Em síntese, a TRON mantém uma base expressiva de usuários e transações. Apesar disso, o ETF da Canary continua com demanda limitada, enquanto os depósitos na Binance ampliam os riscos ligados à oferta disponível. Agora, a evolução desses fluxos indicará se a atividade da rede terá um efeito mais amplo sobre o TRX.

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