Ações da Nike: Barclays mantém compra após queda na China
As ações da Nike fecharam a US$ 33,96, com alta de 0,27%, após outro período difícil para a fabricante de artigos esportivos. Embora a empresa enfrente queda de receita e vendas menores na China, o Barclays manteve sua recomendação de compra. Para o banco, o trimestre mais recente representa outro ajuste capaz de apoiar uma recuperação mais ampla.
Fonte: Knockout Stocks
Barclays reduz preço-alvo, mas mantém avaliação positiva
A analista Adrienne Yih, do Barclays, reiterou a avaliação positiva para a Nike. Contudo, o banco reduziu o preço-alvo das ações de US$ 48 para US$ 37 após avaliar os resultados recentes. Ainda assim, a nova meta supera a cotação de mercado e indica uma expectativa de estabilização gradual.
A Nike registrou lucro de US$ 0,48 por ação no trimestre, acima da estimativa consensual de US$ 0,43. Porém, a receita trimestral recuou 4% na comparação anual, para US$ 11,21 bilhões. O resultado também ficou abaixo da previsão de US$ 11,32 bilhões de Wall Street.
O lucro acima das expectativas mostrou alguma resiliência, mas as vendas fracas continuam preocupando os investidores. Enquanto isso, a Nike ajusta estoques, distribuição, marketing e custos operacionais sob o comando do presidente-executivo Elliott Hill. O Barclays considera essas medidas importantes para recuperar as vendas e elevar a rentabilidade.
Queda das vendas na China amplia pressão sobre a Nike
A China continua entre os maiores desafios da Nike, diante da demanda mais fraca por calçados e vestuário. As vendas no país caíram 26% durante o primeiro trimestre fiscal, pressionando o desempenho internacional da companhia. Além do recuo da demanda, a empresa enfrenta concorrência mais intensa de fabricantes locais de artigos esportivos.
As marcas domésticas ampliaram sua presença e diversificaram suas linhas de produtos no mercado chinês. Por isso, a Nike precisou reconsiderar preços, lançamentos, canais de distribuição e sua estratégia regional. A administração também precisa melhorar a execução na China para apoiar a recuperação global no ano fiscal de 2027.
Conforme a projeção atual, a empresa espera que a receita do ano fiscal de 2027 recue em um percentual alto de um dígito. Portanto, a reestruturação deve exigir tempo, mesmo com o avanço da estratégia Win Now. A Nike ainda planeja cortar empregos em 2027 para reduzir custos e reconstruir sua eficiência operacional.
Ações operam perto do menor nível em 13 anos
As ações da Nike caíram fortemente em 2026, enquanto o crescimento mais lento reduziu a confiança do mercado. Os papéis acumulam queda de cerca de 47% no ano e operam perto do menor nível em 13 anos. Nos últimos cinco anos, a desvalorização chegou a aproximadamente 77%, refletindo a deterioração prolongada na bolsa.
A queda reduziu o valor de mercado da companhia em meio à demanda mais lenta e à reestruturação interna. Apesar desse cenário, o Barclays avalia que o ajuste recente pode criar uma base para recuperação. Receitas maiores e margens mais fortes poderiam melhorar a percepção do mercado conforme a gestão apresentar avanços.
A Nike ainda enfrenta desafios na China, na América do Norte, nas vendas digitais e nos canais de atacado. Ao mesmo tempo, a companhia precisa fortalecer a inovação de produtos e recuperar sua capacidade de execução. Em contrapartida, preserva uma marca global relevante, ampla distribuição e presença forte em grandes categorias esportivas.
A recomendação de compra do Barclays depende da estabilização das tendências operacionais e financeiras da empresa. Nesse contexto, investidores acompanharão a evolução das vendas, das margens e do plano de redução de custos. O desempenho na China continuará decisivo para determinar a velocidade de uma eventual recuperação.
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