Bitcoin falha nos US$ 87 mil e testa suporte

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O Bitcoin recuou para perto de US$ 85.500 em 6 de outubro de 2026. O movimento ocorreu após outra rejeição na região de US$ 87.000. Assim, os compradores passaram a defender uma zona concentrada de suporte.

Dados da CoinGecko mostraram uma faixa diária entre US$ 85.010 e US$ 86.662. Enquanto isso, a capitalização de mercado se aproximava de US$ 1,72 trilhão. O BTC alcançou sua máxima histórica de US$ 126.080 em 6 de outubro de 2025. Com isso, o preço atual permanece 32,2% abaixo do recorde.

Vendedores limitam o avanço do Bitcoin

Desde o fim de setembro, o Bitcoin testou várias vezes os US$ 87.000, mas não sustentou o rompimento. Nas últimas duas semanas, o preço oscilou aproximadamente entre US$ 83.000 e US$ 87.000. Já a faixa de sete dias ficou entre US$ 82.911 e US$ 87.086. Nesse contexto, compradores e vendedores assumiram o controle nos extremos dessa zona.

O analista Daan Crypto Trades afirmou que o mercado testa os US$ 85.000 quase diariamente. De acordo com ele, esse patamar funciona tanto como suporte quanto como resistência. Além disso, o analista identificou máximas levemente mais baixas acima de US$ 87.000. Outra área de liquidez aparece perto de US$ 83.000.

O nível de US$ 85 mil vem sendo testado quase diariamente. Ele costuma gerar reações como suporte e resistência. Acima, existem várias máximas levemente mais baixas na região de US$ 87 mil. Abaixo, ocorre o mesmo perto de US$ 83 mil. Espero uma compressão.

Daan Crypto Trades, no X.

Ali Martinez delimitou uma estrutura mais estreita em sua análise de 6 de outubro. Conforme o analista, o BTC formou suporte entre US$ 83.300 e US$ 84.600. Dados URPD da Glassnode indicaram que cerca de 1,59 milhão de BTC trocaram de mãos nessa faixa. Portanto, a região concentra uma parcela relevante da oferta adquirida recentemente.

Martinez apontou US$ 86.700 como o nível que os compradores precisam superar. Acima desse ponto, sua análise não encontrou concentração semelhante de oferta até perto de US$ 105.000. Dessa forma, um rompimento poderia recolocar os US$ 100.000 em foco. Contudo, esse cenário técnico não representa uma previsão garantida.

Fluxos dos ETFs de Bitcoin perdem força

Os ETFs spot de Bitcoin dos Estados Unidos registraram saídas líquidas de US$ 89,9 milhões em 5 de outubro. O resultado reverteu parte dos US$ 293 milhões recebidos nos dois pregões anteriores do mês. Ao mesmo tempo, os fundos movimentaram US$ 2,18 bilhões em negociações. Os números constam nos dados da SoSoValue.

Fluxo líquido dos ETFs spot de Bitcoin
Fluxo líquido dos ETFs spot de Bitcoin, fonte: SoSoValue

 

O IBIT, da BlackRock, foi o único fundo com entrada líquida e recebeu cerca de US$ 69,9 milhões. Por outro lado, o ARKB, da ARK Invest e 21Shares, liderou as retiradas, com aproximadamente US$ 85,2 milhões. Os ETFs encerraram o período com quase US$ 110,8 bilhões em patrimônio total. As entradas líquidas acumuladas chegaram a US$ 57,7 bilhões.

A retirada interrompeu duas sessões positivas, embora não elimine a demanda mais forte observada em setembro. Ainda assim, as altas recentes perderam força quando as compras dos fundos diminuíram. Uma demanda spot mais robusta continua relevante para sustentar um movimento em direção aos US$ 90.000. Por isso, investidores acompanham os próximos dados dos fundos.

A queda atual também permanece menor que os recuos completos observados após recordes anteriores. Uma pesquisa da iShares, da BlackRock, aponta queda de cerca de 80% depois do pico de 2014. O estudo também registra perdas de 83% após a máxima de 2017 e de 77% depois do topo de 2021. No entanto, esses números não determinam a profundidade do ciclo atual.

Indicadores semanais ainda favorecem compradores

Os indicadores semanais mantêm uma leitura construtiva, apesar das rejeições perto de US$ 87.000. As Bandas de Bollinger colocam a linha média semanal perto de US$ 71.035. Já a banda superior aparece próxima de US$ 89.065. Nesse cenário, o preço permanece na metade superior do canal.

Novos ganhos levariam o Bitcoin para uma região associada a um momentum mais forte. Porém, a proximidade da banda superior também aumenta o risco de consolidação. O RSI semanal estava em 63,95, enquanto sua média móvel marcava 50,96. Assim, o indicador mantinha uma leitura positiva.

Gráfico semanal de preço do Bitcoin
Gráfico de preço do Bitcoin, fonte: TradingView

 

O RSI continuava abaixo do nível tradicional de sobrecompra, definido em 70. Dessa maneira, o indicador mostrava força sem atingir uma leitura semanal excessivamente esticada. O trader Lennaert Snyder acompanhava a sustentação do preço perto de US$ 84.900. Depois disso, ele esperava outra tentativa contra US$ 87.200.

Caso os compradores falhem, o cenário de curto prazo de Snyder aponta primeiro para US$ 84.400. Abaixo desse patamar, o próximo alvo operacional aparece em US$ 82.500. Entretanto, o suporte on-chain mais estabelecido permanece entre US$ 83.300 e US$ 84.600. Essas faixas representam cenários técnicos, não resultados garantidos.

Baleias ampliam reservas de Bitcoin

Separadamente, Martinez afirmou que grandes detentores adicionaram mais de 14.335 BTC desde 1º de outubro. Pelo preço utilizado em sua análise, o volume valia cerca de US$ 1,22 bilhão. Ele atribuiu os dados à Santiment. Contudo, a atividade dessas carteiras não define sozinha a próxima direção do mercado.

As baleias parecem estar se posicionando para essa possibilidade. Desde 1º de outubro, grandes detentores adicionaram mais de 14.335 BTC às suas reservas. O volume tinha valor aproximado de US$ 1,22 bilhão.

Ali Charts, no X.

Proposta de pagamento de Trump segue pendente

Outro cenário otimista entre traders envolve a proposta do presidente Donald Trump de pagar US$ 5.000 a adultos dos Estados Unidos. O pagamento dependeria da manutenção do controle republicano no Congresso após as eleições legislativas de 3 de novembro. Entretanto, a medida ainda não recebeu aprovação. Sua execução também exigiria autorização para os gastos federais.

A Reuters informou que cerca de 240 milhões de adultos poderiam se qualificar pela descrição de Trump. Nesse caso, o custo estimado se aproximaria de US$ 1,2 trilhão. Parlamentares republicanos também manifestaram preocupações com a inflação e o déficit federal. Logo, a proposta ainda enfrenta obstáculos fiscais e legislativos.

O analista Crypto Rover avaliou que uma pequena parcela desses pagamentos poderia gerar demanda relevante por criptomoedas. Sob uma alocação hipotética de 5% a 10%, o fluxo ficaria entre US$ 60 bilhões e US$ 130 bilhões. Todavia, não existem evidências de que os beneficiários destinariam esse percentual ao Bitcoin. A estimativa representa apenas um exercício hipotético.

O dividendo de US$ 5.000 de Trump poderia se tornar um grande evento de liquidez para criptomoedas. Trump afirma que cada americano poderia receber US$ 5.000 se os republicanos vencerem as eleições legislativas de 2026. Isso colocaria mais de US$ 1,7 trilhão diretamente nas mãos das pessoas.

Crypto Rover, no X.

O cenário depende do controle republicano, da autorização do Congresso e da distribuição efetiva dos recursos. Depois, os beneficiários ainda precisariam decidir se investiriam parte dos pagamentos. O Congresso controla os gastos federais. Além disso, projetos regulares costumam precisar de 60 votos no Senado para superar uma obstrução parlamentar.

Federal Reserve e suportes entram no radar

Antes das eleições, os traders acompanham a próxima reunião do Federal Reserve, marcada para 27 e 28 de outubro. Rendimentos dos Treasuries e expectativas de inflação também permanecem no radar. Em paralelo, o mercado monitora a demanda pelos ETFs de Bitcoin. Assim, o suporte entre US$ 83.300 e US$ 84.600 e a resistência de US$ 86.700 seguem como níveis imediatos.

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