Polymarket não migrará apostas antigas ao Protocol V2
A Polymarket não transferirá automaticamente as posições existentes para os novos contratos do Protocol V2. As apostas registradas no antigo Conditional Tokens Framework, ou CTF, continuarão nesse sistema. Portanto, integrações de negociação precisarão apoiar os ativos legados e adicionar uma estrutura separada para posições V2.
De acordo com as orientações de migração, a plataforma separa os saldos antigos das novas permissões exigidas para negociar. Assim, a atualização não cria um prazo para converter todas as posições abertas. Na prática, o Protocol V2 estabelece uma rota adicional para novos mercados e negociações.
Em anúncio publicado em 5 de outubro, Rajath Alex informou no X que a plataforma operaria alguns mercados de teste ao vivo. Esses mercados canário funcionariam entre 5 e 30 de outubro. Além disso, Alex indicou 2 de novembro como data provisória para os mercados recém-criados adotarem o novo sistema.
Posições CTF continuarão separadas no novo sistema
Usuários do aplicativo e do site não precisam executar uma migração técnica. Em vez disso, eles devem concluir os pedidos de aprovação exibidos pela própria plataforma. As instruções abrangem negociações on-chain na Polygon, enquanto clientes da Polymarket US devem consultar a documentação específica do serviço.
Por outro lado, existe um mecanismo separado para transferir posições CTF ao V2. O registro de contratos determina que a Polymarket registre previamente a condição ou o evento correspondente. Já a referência de indexação descreve eventos que vinculam o saldo CTF ao saldo registrado no PositionManager.
Contudo, essa transferência difere da atualização de um software de negociação. As posições CTF permanecem no livro-razão anterior, enquanto os saldos V2 ficam no contrato PositionManager. Dessa forma, cada integração precisa identificar qual sistema atende determinado mercado.

Fonte: Polymarket.
Integrações precisam atualizar permissões
O guia de integração de contratos orienta desenvolvedores a consultar os saldos corretos e preservar identificadores CTF nos mercados antigos. Também determina que as permissões das duas estruturas permaneçam independentes. Logo, autorizações existentes no CTF não liberam operações no novo ambiente.
Segundo o guia de integração de API, a conta compradora no V2 deve autorizar o ExchangeV3 a gastar pUSD. O valor autorizado precisa cobrir tanto as compras quanto as taxas. Para vender, o usuário deve permitir que o ExchangeV3 opere suas posições no PositionManager.
Os softwares de negociação também devem selecionar o identificador de posição conforme a versão de cada mercado. Ordens V2 usam IDs de posição e o domínio de assinatura da versão 3. Em contrapartida, ordens CTF mantêm a exchange e o domínio de assinatura da versão 2.
Integrações que criam, combinam ou resgatam posições diretamente utilizam o Router no V2. Para criar posições, elas precisam autorizar o Router a gastar pUSD. Já as operações de combinação ou resgate exigem permissão no PositionManager e atualizações na leitura de saldos e pagamentos.
Rótulos de versão representam atualizações diferentes
Os nomes semelhantes das versões identificam atualizações distintas. O histórico de mudanças registra o lançamento do CLOB V2 em 28 de abril de 2026. Enquanto isso, a Data API v2 entrou em operação em 4 de setembro de 2026.
O Protocol V2 de outubro, por sua vez, adiciona um sistema separado para posições. Para integrações que já usam pUSD e o formato de ordens CTFExchangeV2, colateral, carteiras, credenciais e endpoints permanecem iguais. Apesar disso, os desenvolvedores precisam considerar os novos contratos e as permissões independentes.
A Polymarket orienta as equipes a testar compras, vendas e saldos em mercados V2 e CTF. Desse modo, as integrações podem confirmar o funcionamento correto nos dois ambientes. A transição preserva as posições antigas enquanto estabelece uma infraestrutura distinta para as novas negociações.
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