Levi Strauss cai após receita de US$ 1,61 bi no 3º tri

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As ações da Levi Strauss caíram após a empresa divulgar maior receita no terceiro trimestre, mas avanço fraco nas vendas diretas ao consumidor. O papel LEVI fechou a US$ 19,51, com queda de 4,97%. Depois, recuou mais 1,18% no after-market, para US$ 19,28. Ainda assim, margens maiores e projeções de lucro revisadas para cima limitaram as preocupações sobre a demanda nos Estados Unidos.

Receita cresce, mas mercado dos Estados Unidos recua

A companhia registrou receita líquida de US$ 1,61 bilhão no terceiro trimestre, alta reportada de 4% na comparação anual. Em termos orgânicos, a receita avançou 5%, apoiada por Europa, Ásia, atacado e Beyond Yoga. Entretanto, a receita nos Estados Unidos recuou 1%. Com isso, o desempenho do maior mercado regional da empresa continuou pressionando o resultado.

Nas Américas, a receita alcançou US$ 839 milhões, ante US$ 806 milhões no mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, a Europa gerou US$ 442 milhões, com crescimento reportado de 4%. A Ásia somou US$ 293 milhões e apresentou alta reportada de 5%. Já a receita da Beyond Yoga cresceu 9%, para US$ 36 milhões no trimestre.

A rentabilidade, por outro lado, apresentou avanço expressivo. A margem operacional atingiu 13,8%, contra 10,8% um ano antes, enquanto a margem EBIT ajustada subiu para 15,5%. Além disso, a margem bruta aumentou 450 pontos-base e chegou a 66,2%. Reembolsos de tarifas impulsionaram o indicador, embora a companhia tenha reinvestido parte desse benefício.

Vendas diretas ao consumidor decepcionam investidores

A receita direta ao consumidor cresceu apenas 2%, enquanto as vendas comparáveis permaneceram praticamente estáveis durante o trimestre. Nesse contexto, o desempenho mais lento preocupou investidores, pois o canal DTC respondeu por 45% da receita total. Nos Estados Unidos, as vendas diretas ao consumidor caíram 1%. Ao mesmo tempo, partes da Ásia registraram melhora.

Na Ásia, a receita DTC avançou 8% em termos reportados e 11% organicamente. Contudo, esse canal recuou 2% na Europa em base reportada e 1% na comparação orgânica. O comércio eletrônico mostrou mais força, com crescimento de 10% nas duas métricas. Em contrapartida, a receita do atacado aumentou 6%, com expansão em todas as regiões.

Europa e Ásia apresentaram desempenho particularmente sólido no atacado e ajudaram a compensar a fraqueza das vendas diretas. Dessa forma, a diversificação entre regiões e canais sustentou o crescimento trimestral. A Levi Strauss espera aceleração do DTC no quarto trimestre. A empresa aposta no fortalecimento da demanda durante o período de compras de fim de ano.

Lucro aumenta e projeção anual melhora

O lucro líquido das operações continuadas totalizou US$ 169 milhões, acima dos US$ 122 milhões registrados um ano antes. Por sua vez, o lucro líquido ajustado subiu de US$ 136 milhões para US$ 189 milhões. A receita maior e as margens operacionais mais fortes sustentaram esse avanço. O lucro ajustado diluído por ação chegou a US$ 0,48, ante US$ 0,34 no período anterior.

A empresa elevou sua projeção anual de lucro ajustado por ação para uma faixa entre US$ 1,54 e US$ 1,56. Antes, a estimativa indicava um resultado entre US$ 1,46 e US$ 1,52 por ação. A companhia também espera crescimento orgânico de receita de cerca de 6%. Em base reportada, a previsão aponta avanço próximo de 7%.

A Levi Strauss planeja uma nova recompra acelerada de ações de US$ 100 milhões, dentro da autorização existente. Além disso, a companhia declarou dividendo trimestral de US$ 0,16, aumento de 14% na comparação anual. Apesar desses anúncios, o mercado reagiu negativamente ao ritmo mais lento do canal direto ao consumidor. Assim, a fraqueza do DTC pesou mais que a melhora das margens e das projeções de lucro.

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