Bitcoin por ação da Strive sobe 1,72% após compra

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Entre 5 e 9 de outubro, a Strive comprou 3.311 BTC por cerca de US$ 280 milhões. Contudo, o Bitcoin bruto por ação ordinária efetiva avançou somente 1,72%. Enquanto as reservas cresceram 11,24%, o total de ações ordinárias efetivas aumentou 9,36%.

Para os acionistas ordinários, a diferença entre as reservas de Bitcoin e a emissão de ações definiu o resultado. Ao mesmo tempo, a Strive elevou seu caixa durante o período. Já a Strategy direcionou mais capital à recompra de ações preferenciais do que à aquisição de novos bitcoins.

Reservas da Strive cresceram mais que a exposição por ação

A divulgação à SEC, publicada em 13 de outubro, informou a compra de 3.311 BTC. O preço médio ficou em aproximadamente US$ 84.500, incluindo taxas e despesas. Assim, o valor médio arredondado indica um desembolso próximo de US$ 279,8 milhões.

As reservas de Bitcoin passaram de 29.462 BTC, em 2 de outubro, para 32.773 BTC, em 9 de outubro. No mesmo intervalo, as ações ordinárias efetivas subiram de 100.938.986 para 110.387.204. Nesse cálculo, a companhia soma as ações ordinárias das classes A e B.

Indicador da Strive2 de outubro de 20269 de outubro de 2026
Bitcoin detido29.462 BTC32.773 BTC
Ações ordinárias efetivas100.938.986110.387.204
Bitcoin bruto por ação ordinária efetivaCerca de 29.188 satoshisCerca de 29.689 satoshis
Caixa e equivalentes de caixaUS$ 284,7 milhõesUS$ 310,3 milhões

 

Um satoshi equivale a 0,00000001 Bitcoin. Por isso, o indicador divide as reservas da companhia pelo total de ações ordinárias efetivas. Ainda assim, ele mede a exposição bruta da tesouraria, não o valor patrimonial líquido ou o retorno de um investimento.

Fonte: dados divulgados pela Strive.

 

Emissão de ações limitou o impacto da compra

As ações Classe A avançaram em 9.461.103 unidades, enquanto as ações Classe B recuaram em 12.885. Em contrapartida, o número líquido de ações ordinárias aumentou em 9.448.218. Dessa forma, a expansão do denominador reduziu o crescimento do Bitcoin por ação.

A contagem inclui ações vendidas até a data de corte, embora a companhia só emitisse os papéis no dia útil seguinte. Enquanto isso, o caixa e os equivalentes de caixa cresceram US$ 25,6 milhões. A Strive também manteve 505 mil ações STRC, cujo valor justo passou de US$ 50,202 milhões para US$ 50,328 milhões.

Esse investimento em ações preferenciais permanece separado do caixa e das reservas de Bitcoin. Em uma publicação no X, em 13 de outubro, o CEO Matt Cole afirmou que o exercício de warrants gerou US$ 208 milhões. Conforme Cole, cerca de 15,3 milhões de warrants ainda permaneciam em circulação.

No entanto, o registro não detalha quanto de cada fonte financiou a compra de Bitcoin. Entre essas fontes estão warrants, vendas de ações ordinárias, emissão de preferenciais e outros movimentos de caixa. Portanto, os dados não permitem atribuir a aquisição a um único instrumento.

Preferenciais alteram a leitura para os acionistas

As ações preferenciais SATA aumentaram de 13.498.082 para 14.030.176. Com isso, o acréscimo líquido alcançou 532.094 papéis, ou cerca de 3,94%. Essa variação afeta os acionistas de forma diferente da diluição provocada pelas ações ordinárias.

Os termos divulgados da SATA concedem prioridade às preferenciais sobre as duas classes ordinárias. Essa prioridade abrange dividendos e distribuições em caso de liquidação. Cada papel possui valor declarado de US$ 100, embora a preferência de liquidação possa sofrer ajustes.

Logo, o cálculo bruto de Bitcoin por ação ordinária não desconta essas obrigações prioritárias. Outro registro de 13 de outubro manteve o dividendo anual da SATA em 13% para períodos iniciados em 1º de novembro. Nessa taxa, as 532.094 ações adicionais representariam aproximadamente US$ 6,9 milhões em dividendos anualizados.

O documento também definiu US$ 100 como preço mínimo para futuras vendas da SATA pela companhia. Entretanto, esse valor antecede descontos, comissões, taxas e despesas. Assim, as condições econômicas finais podem diferir do preço mínimo indicado.

Strategy priorizou recompras de STRC

A atualização da Strategy, divulgada em 12 de outubro, cobriu o período de 5 a 11 de outubro. No período, a empresa comprou 250 BTC por US$ 21,5 milhões. Em contrapartida, gastou US$ 192,4 milhões na recompra de ações preferenciais STRC.

A aquisição elevou as reservas da Strategy para 848.250 BTC. Com isso, o preço médio chegou a US$ 86.194 por bitcoin, incluindo taxas e despesas. Para financiar quase toda a compra, a companhia vendeu 125.183 ações ordinárias MSTR e obteve US$ 21 milhões líquidos.

Já os US$ 500 mil restantes vieram do caixa em dólares. Separadamente, a Strategy recomprou 1.932.145 ações STRC e não recomprou ações ordinárias MSTR. Ainda havia US$ 354,8 milhões em autorizações para recompras de preferenciais.

Enquanto isso, a empresa mantinha uma reserva em dólares de US$ 4,88 bilhões. Esses recursos atendiam dividendos preferenciais e juros da dívida. A Strategy também possuía US$ 640,5 milhões em caixa para outras funções de tesouraria.

Fluxos de ETFs mantiveram pressão sobre o Bitcoin

As divulgações corporativas coincidiram com retiradas recorrentes em ETFs de Bitcoin. Primeiro, os dados consolidados da Farside apontaram saídas líquidas de US$ 89,8 milhões em 5 de outubro. Depois, os fundos registraram entradas líquidas de US$ 118,8 milhões em 6 de outubro.

Data de negociaçãoFluxo líquido de ETFs de Bitcoin
5 de outubro de 2026Saídas líquidas de US$ 89,8 milhões.
6 de outubro de 2026Entradas líquidas de US$ 118,8 milhões.
7 de outubro de 2026Saídas líquidas de US$ 484,9 milhões.
8 de outubro de 2026Saídas líquidas de US$ 244,1 milhões.
9 de outubro de 2026Entradas líquidas de US$ 21,1 milhões.

 

Em 7 e 8 de outubro, as saídas alcançaram US$ 484,9 milhões e US$ 244,1 milhões, respectivamente. No entanto, fluxos de fundos e compras corporativas usam canais, bases contábeis e janelas de divulgação diferentes. Por isso, não é possível subtrair as aquisições corporativas das retiradas dos ETFs para calcular um balanço amplo de demanda.

As próximas divulgações indicarão se a Strive conseguirá recompor o caixa, ampliar as reservas e limitar a diluição. Também mostrarão se a Strategy voltará a destinar mais capital ao Bitcoin ou às recompras de preferenciais. Para os acionistas ordinários da Strive, o resultado mensurável foi o avanço de 1,72% no Bitcoin bruto por ação efetiva.

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