Oracle: Mizuho mantém preço-alvo de US$ 320
A Oracle manteve o preço-alvo de US$ 320 por ação na avaliação do Mizuho. A instituição também reiterou a recomendação de desempenho acima do mercado para os papéis. Com isso, o preço-alvo representa potencial de alta de 123,46% diante da cotação de referência de US$ 143,20. Ainda assim, a análise considera os desafios regulatórios e de infraestrutura enfrentados pela companhia.
O analista Siti Panigrahi, do Mizuho, assinou a avaliação. Segundo a instituição, o avanço contínuo das obras pode ajudar a evitar novos atrasos. Além disso, uma proposta para redirecionar um gasoduto pode reduzir os obstáculos ao projeto. Por isso, o banco não alterou suas estimativas para o ano fiscal de 2027.
Projeto de data center avança no Novo México
O Mizuho reafirmou sua avaliação após novas informações sobre o Projeto Jupiter. O empreendimento envolve o desenvolvimento de um data center da Oracle no condado de Doña Ana, no Novo México. Enquanto isso, a construção avança conforme a empresa busca atender às exigências relacionadas à infraestrutura energética. Ao mesmo tempo, a companhia trabalha para resolver as pendências regulatórias.
Uma mudança proposta no trajeto do gasoduto pode evitar o reinício do processo de revisão ambiental. Dessa forma, a alteração poderia limitar atrasos adicionais no cronograma do projeto. Mesmo assim, o banco adotou postura cautelosamente positiva, pois o projeto ainda depende de aprovações e enfrenta restrições de infraestrutura. A Oracle deve apresentar novas informações durante seu Investor Day, marcado para 28 de outubro.
Wall Street projeta valorização mais moderada
As projeções mais amplas de Wall Street indicam uma expectativa menos agressiva que a estimativa do Mizuho. Com base nas previsões de 37 analistas, o preço-alvo médio da Oracle para os próximos 12 meses chega a US$ 242,84. Nesse cenário, o valor representa uma possível valorização de 69,58% sobre a cotação de US$ 143,20. Portanto, o consenso do mercado ainda aponta uma perspectiva positiva para as ações.

As previsões variam entre US$ 110 e US$ 400 por ação. O limite inferior implica possível queda de 23,18% em relação ao preço de referência. Por outro lado, o teto da faixa sugere potencial de valorização de 179,33%. Assim, a ampla dispersão revela diferenças relevantes nas expectativas dos participantes do mercado.
Nos últimos três meses, 45 analistas atribuíram recomendações às ações da Oracle. Desse total, 30 indicaram compra forte, enquanto seis recomendaram compra. Já oito profissionais adotaram uma posição neutra, e nenhum apresentou recomendação de venda simples. Apenas um analista classificou os papéis como venda forte.
Resultados financeiros apoiam avaliação da Oracle
Os resultados mais recentes ajudam a contextualizar o otimismo de Wall Street. Em 10 de setembro, a Oracle informou receita de US$ 19,3 bilhões no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027. O resultado representou crescimento anual de 30%. Além disso, a receita de nuvem avançou 62% e alcançou US$ 11,6 bilhões.
A receita de infraestrutura em nuvem saltou 121%, para US$ 7,4 bilhões. Ao mesmo tempo, as obrigações de desempenho remanescentes cresceram US$ 209 bilhões em um ano e atingiram US$ 664 bilhões. Esse indicador representa receitas contratadas que a empresa ainda não reconheceu. Com isso, a companhia também elevou sua projeção de lucro por ação não GAAP para US$ 8,10 no ano fiscal de 2027.
Financiamento e investimentos em IA pressionam ações
A Oracle manteve a expectativa de alcançar pelo menos US$ 90 bilhões em receita anual. Para o ano fiscal de 2027, a empresa espera levantar cerca de US$ 40 bilhões por meio de dívida e capital. O plano inclui uma emissão de ações a mercado de US$ 20 bilhões, anunciada anteriormente. No entanto, os custos de financiamento e os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial pressionaram os papéis.
As ações caíram mais de 40% em meio às preocupações com valuation e risco de crédito. Ainda assim, o Mizuho preservou suas estimativas e o preço-alvo de US$ 320 para a Oracle. Agora, a continuidade do Projeto Jupiter e a resolução das pendências regulatórias permanecem no centro da avaliação. Assim, as próximas atualizações da companhia devem oferecer um novo contexto aos investidores.
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