Binance US busca US$ 100 milhões e avaliação de US$ 1 bi

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A Binance US busca captar até US$ 100 milhões em uma rodada privada. A operação atribuiria à corretora uma avaliação próxima de US$ 1 bilhão. Os recursos devem apoiar a expansão da empresa nos Estados Unidos.

Entre os planos estão mercados de previsões, recuperação de licenças estaduais e novas fontes de liquidez. Enquanto isso, Coinbase, Kraken, Robinhood e Gemini disputam clientes americanos de criptomoedas. A Bloomberg noticiou a possível captação.

Nova rodada indica forte redução na avaliação

A avaliação estimada em US$ 1 bilhão fica bem abaixo dos US$ 4,5 bilhões registrados na rodada de 2022. Na época, a empresa calculou esse valor antes da entrada dos novos recursos. A rodada anterior levantou aproximadamente US$ 200 milhões.

O novo esforço ocorre após anos de entraves regulatórios envolvendo a marca Binance (cadastre-se). Em 2023, a corretora global firmou um acordo criminal com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Paralelamente, a afiliada americana enfrentou uma ação civil separada da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC.

Binance US busca clientes, liquidez e novas receitas

Em julho, o CEO Stephen Gregory afirmou que a plataforma pretendia alcançar 20% do mercado americano. Para isso, a empresa buscava recuperar clientes de varejo e ampliar a liquidez. Gregory descreveu os dois anos anteriores como um período de hibernação.

Segundo o executivo, a companhia procurou seus maiores clientes para entender o que os faria retornar. Além disso, ele destacou que a Binance US opera como uma empresa independente e exclusiva dos Estados Unidos. A plataforma possui governança própria, embora compartilhe marca e proprietário beneficiário com a Binance.com.

Em abril, a corretora adotou taxa zero para makers e taxas de até 0,02% para takers em mais de 250 pares à vista. Alguns pares selecionados cobravam uma taxa de taker de 0,01%. Com isso, Gregory classificou a plataforma como uma corretora praticamente sem taxas.

O executivo apontou custódia e produtos adicionais de negociação como possíveis fontes de receita. Por outro lado, a empresa considera obter liquidez de provedores externos. A Binance  global aparece entre os fornecedores avaliados.

Mercados de previsões exigem licença federal

Antes da nova rodada, a Binance US já havia detalhado planos para entrar em mercados de previsões. Durante a conferência Rare Evo, em Las Vegas, Gregory afirmou que a empresa pretendia solicitar uma licença federal em agosto. O pedido buscaria o status de mercado de contratos designado perante a Commodity Futures Trading Commission, a CFTC.

O cronograma mencionado tratava da apresentação do pedido, não de sua aprovação. Além disso, Gregory discutiu autorizações para derivativos e futuros perpétuos. Dessa forma, a empresa pretende ampliar sua oferta para além da negociação à vista de criptomoedas.

Licenças estaduais também entram nos planos

Esses produtos seguiriam uma estrutura regulatória diferente daquela aplicada aos serviços à vista. Portanto, qualquer lançamento ainda depende da aprovação dos reguladores. Em fevereiro de 2025, a Binance US restaurou depósitos e saques em dólar na maioria dos estados atendidos.

No entanto, a disponibilidade continuou variando conforme a localização do cliente. Alguns estados permaneceram sem suporte ou ofereceram somente serviços com criptomoedas. Agora, a empresa também avalia recuperar determinadas licenças estaduais de transmissão de dinheiro.

World Liberty Financial fica fora da captação

A World Liberty Financial, apoiada por Trump, sabia da captação, mas decidiu não participar. A decisão ocorreu apesar dos vínculos entre a empresa e a plataforma global da Binance (cadastre-se). Dados da Arkham indicam que a corretora concentra uma parcela relevante da oferta de USD1.

Em fevereiro, estimativas da Forbes e da Arkham Intelligence apontavam cerca de US$ 4,7 bilhões em USD1 na Binance. O montante correspondia a quase 87% da oferta de US$ 5,4 bilhões registrada naquele período. No entanto, os cálculos incluíam carteiras da Binance e contas de clientes mantidas na plataforma.

No fim de janeiro, a Binance anunciou uma distribuição de US$ 40 milhões em WLFI aos detentores de USD1. Já a MGX, empresa de investimentos apoiada pelo Estado de Abu Dhabi, investiu US$ 2 bilhões na Binance global em 2025. A MGX liquidou a operação com USD1.

Binance global continua sob escrutínio nos EUA

Em setembro, promotores federais examinavam se a Binance global permitiu conscientemente negociações contrárias às sanções americanas contra o Irã. Promotores de Manhattan lideravam a apuração com a participação da Divisão Criminal do Departamento de Justiça. Por sua vez, a Binance (cadastre-se) declarou tolerância zero a violações de sanções e afirmou que coopera com as autoridades.

No acordo de novembro de 2023, a Binance Holdings Limited se declarou culpada por violações de diferentes regras americanas. As acusações envolviam controles antilavagem de dinheiro, transmissão financeira sem licença e sanções econômicas. Nesse contexto, a empresa aceitou cerca de US$ 4,3 bilhões em multas e confisco. Também assumiu o compromisso de reforçar seus controles e manter um monitor independente por três anos.

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