ARB: instituições cobram retorno ligado às receitas
Instituições que administram cerca de €800 bilhões em ativos questionam como redes de criptomoedas podem gerar valor para tokens como o ARB. Brendan Ma, chefe de estratégia de investimentos da Arbitrum Foundation, relatou o debate após 48 horas de reuniões fechadas. Segundo ele, banqueiros privados e gestores de patrimônio retornaram várias vezes ao mesmo ponto. Esses representantes identificam tração comercial e crescimento do ecossistema, mas ainda não enxergam uma justificativa fundamental para o ativo.
“Houve tração de negócios ou de ecossistema dissociada de qualquer caso fundamental.”
Ma afirmou que os alocadores querem entender como a atividade da rede se relaciona ao ativo disponível para investimento. Por isso, o debate deixou de se limitar ao uso da tecnologia. Agora, os investidores também exigem uma explicação clara sobre os possíveis retornos dos tokens.
Receitas da rede precisam sustentar a tese do ARB
De acordo com Ma, as instituições demonstram interesse por redes capazes de buscar receitas duráveis e sustentáveis. Além disso, elas procuram modelos financeiros que possam direcionar recursos para investimento e reinvestimento. O executivo descreveu uma indústria de criptomoedas mais madura. Ainda assim, avaliou que o setor precisa avançar para conquistar a confiança institucional.
Nesse contexto, as parcerias ganham relevância quando afetam a demonstração de resultados. Ma ouve com frequência perguntas sobre como cada acordo influencia o ativo subjacente. Assim, um anúncio corporativo isolado não esclarece as dúvidas sobre a economia do token. Os investidores querem identificar uma relação mensurável entre adoção, receitas e retorno.
Instituições estudam alocações e novos produtos
Ma divide as conversas em dois grupos. O primeiro avalia se a instituição deve alocar recursos e investir no mercado de criptomoedas. Já o segundo estuda a criação de produtos com a infraestrutura disponível. Em ambos os casos, os participantes procuram modelos econômicos mais claros.
Investidores do primeiro grupo perguntam qual infraestrutura sustentará a tokenização. Por outro lado, os participantes que desenvolvem produtos analisam quais ativos devem colocar on-chain. Ma disse que stablecoins e títulos do Tesouro dos Estados Unidos chegaram primeiro. Entretanto, a disputa agora inclui crédito privado, ações, commodities e estratégias de fundos de hedge.
Bancos privados e instituições listadas em bolsa já avançaram nas discussões sobre produtos e investimentos. Contudo, essas organizações ainda não divulgaram amplamente suas ambições. Para Ma, esse movimento indica que o interesse institucional ultrapassou a fase inicial de aprendizado.
Robinhood Chain testa relação entre uso e retorno
A Robinhood Chain oferece um teste concreto para essa distinção. A Robinhood desenvolveu a rede de segunda camada do Ethereum com tecnologia da Arbitrum e abriu o acesso público em 1º de julho. Em um relatório trimestral de 9 de outubro, a growthepie contabilizou 793,7 milhões de transações. A medição abrangeu o período entre 1º de julho e 30 de setembro.
Os usuários pagaram US$ 51 milhões em taxas durante o trimestre. Separadamente, a plataforma registrou US$ 591,4 milhões em receitas de aplicativos. No entanto, um intervalo de 12 dias respondeu por 74% das taxas trimestrais da rede. Esse pico ocorreu entre 30 de agosto e 10 de setembro.
Enquanto isso, a oferta de stablecoins subiu de US$ 102,3 milhões no lançamento para US$ 1,07 bilhão no fim do trimestre. Com isso, os alocadores precisam avaliar quanto dessa atividade continuará após o impulso inicial. Eles também querem saber como a receita resultante poderá beneficiar o ativo adquirido.
Governança ainda depende de uma tese de retorno
A documentação de governança da Arbitrum define o ARB como um token usado em votações sobre propostas da DAO. Dessa forma, uma tese de investimento precisa explicar como esses direitos conectam a economia da rede aos retornos. Instituições que valorizam apenas a infraestrutura podem utilizá-la sem manter uma posição em ARB.
Na prática, um comitê de investimentos tende a exigir atividade sustentável e uma rota clara entre receitas e valor para os detentores. Essa combinação teria mais peso do que um anúncio isolado de parceria. Ao mesmo tempo, Ma prevê que essas instituições se tornarão participantes ativos e bem informados nos próximos 12 meses.
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