Uber pode atingir nova máxima em 2027, diz Wall Street

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Analistas de Wall Street projetam que as ações da Uber podem alcançar uma nova máxima histórica em 2027. A recuperação do papel começou em 1º de outubro e pode continuar nos próximos 12 meses. Na referência usada para os cálculos, a cotação estava em US$ 71,14. Nesse contexto, os preços-alvo indicam amplo potencial de valorização.

Gráfico do preço das ações da Uber no ano, com o desempenho de outubro destacado.

Gráfico do preço das ações da Uber no ano, com o desempenho de outubro destacado. Fonte: Google

 

Analistas projetam alta das ações da Uber

Em 16 de outubro, Nikhil Devnani, da Bernstein, reiterou sua recomendação de compra para a Uber. Segundo o analista, o papel pode subir 33,54% em 52 semanas e alcançar US$ 95. Com isso, a estimativa ficou entre as duas únicas projeções de outubro abaixo de US$ 100. Ainda assim, o preço-alvo superaria a cotação usada como referência.

Na mesma data, Taylor Manley, do Guggenheim, também manteve sua recomendação de compra. Contudo, o analista projetou uma alta de 75,71%, com o preço chegando a US$ 125. A avaliação considera fundamentos sólidos, precificação comparativamente baixa e expansão do programa de robotáxis. Nesse caso, a previsão representa uma das estimativas mais otimistas do período.

Ken Gawrelski, do Wells Fargo, estabeleceu um preço-alvo de US$ 92 para as ações. Já Eric Sheridan, do Goldman Sachs, estimou uma valorização de 54,62%, até US$ 110, nos próximos 12 meses. Enquanto isso, Scotiabank, Bank of America, BTIG e Rosenblatt também projetaram uma nova máxima histórica. As previsões dessas instituições indicam que o papel pode atingir ou superar US$ 100.

Preço-alvo médio aponta valorização de 44,42%

As revisões de outubro permaneceram, em grande parte, alinhadas à média das três semanas anteriores. Isso ocorreu apesar de os analistas divulgarem as previsões após o início da recuperação das ações. No conjunto, as avaliações acompanhadas atribuíram à Uber a classificação de forte compra. Assim, o consenso permaneceu positivo mesmo após o avanço recente do papel.

Nos últimos três meses, os analistas emitiram 27 recomendações de compra e três classificações de manutenção. Nenhum profissional acompanhado recomendou a venda das ações durante o período. Além disso, o preço-alvo médio para os próximos 12 meses ficou em US$ 102,80. Portanto, a média representa um potencial de valorização de 44,42% sobre a cotação de referência.

Preços-alvo de Wall Street para as ações da Uber nos próximos 12 meses.

Preços-alvo de Wall Street para as ações da Uber nos próximos 12 meses. Fonte: TipRanks

 

Uber expande robotáxis e operações de entrega

A recuperação das ações também acompanha os planos da Uber para mobilidade autônoma e entregas. A empresa fechou um acordo com a Lucid Motors para implantar 100 mil veículos autônomos até 2035. Ao mesmo tempo, a companhia iniciou testes de robotáxis em Manchester, no Reino Unido, em meados de outubro. Essas iniciativas ampliam a exposição da empresa ao segmento de transporte autônomo.

Em paralelo, a Uber avançou com a aquisição da Delivery Hero. O movimento pode levar suas operações a cerca de 50 novos países. Dessa maneira, a companhia busca fortalecer sua presença no mercado global de entregas. A estratégia também amplia o peso desse segmento nos planos internacionais da empresa.

Por outro lado, os projetos de mobilidade autônoma enfrentam resistência em alguns mercados. A expansão dos robotáxis em Londres, por exemplo, enfrenta oposição local. A Uber também prevê para novembro a saída de Sarfraz Maredia, responsável pelas áreas de mobilidade autônoma e entregas. O executivo decidiu deixar a companhia, conforme informação divulgada posteriormente.

Ainda assim, os analistas mantêm suas projeções de valorização para as ações da Uber. O cenário combina expansão operacional, preços-alvo elevados e obstáculos locais aos projetos de robotáxis. Agora, o desempenho dependerá da execução desses planos e da evolução dos negócios nos próximos 12 meses.

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