Criptomoedas têm até 741 milhões de proprietários
Entre 559 milhões e 741 milhões de pessoas possuem criptomoedas no mundo, conforme estimativas publicadas entre 2024 e 2026. Esse intervalo representa aproximadamente 7% a 9% da população global. Contudo, as diferenças metodológicas impedem uma contagem exata.
Pesquisas, dados de corretoras e registros em blockchain medem grupos distintos. Além disso, uma pessoa pode controlar várias carteiras, enquanto um endereço de exchange pode reunir milhões de clientes. Levantamentos da Triple-A, Crypto.com, Paybis, Oobit, Chainalysis e Security.org mostram avanço da adoção.
Estimativas sobre a propriedade global
A Triple-A estimou 562 milhões de proprietários em 2024, equivalentes a 6,9% da população mundial. Já a Crypto.com calculou 659 milhões no mesmo ano e 741 milhões em 2025. Dessa forma, a estimativa mais alta se aproxima de 9% da população global.
Por outro lado, a Paybis apontou 559 milhões de pessoas em 2026. A empresa usou os usuários de internet como base e calculou uma taxa de 9,9%. Por sua vez, a Oobit citou 562 milhões de proprietários em 2024 e uma participação global de 6,8%.
| Fonte | Proprietários | Ano | Parcela do mundo |
|---|---|---|---|
| Triple-A | 562 milhões | 2024 | 6,9% |
| Crypto.com | 659 milhões | 2024 | Cerca de 8% |
| Crypto.com | 741 milhões | 2025 | Cerca de 9% |
| Paybis | 559 milhões | 2026 | 9,9% dos usuários de internet |
Assim, as estimativas situam a base mundial entre 559 milhões e 741 milhões de proprietários. Mesmo no cenário mais elevado, mais de 85% da população permanece fora desse mercado. Portanto, os números devem ser lidos como aproximações, e não como uma contagem individual definitiva.
Adoção acelera em diferentes regiões
A Triple-A calculou cerca de 420 milhões de proprietários em 2023, ou 5,3% da população mundial. Em seguida, o total avançou 33% e chegou a 562 milhões em 2024. No longo prazo, a empresa apontou crescimento anual composto de 99% entre 2018 e 2023.
Enquanto isso, a Crypto.com registrou alta de 12,4%, de 659 milhões em 2024 para 741 milhões em 2025. A América do Sul cresceu 116,5% em um ano, alcançando 55,2 milhões de usuários, conforme a Oobit. A América do Norte avançou 38,6% e chegou a 72,2 milhões em 2024.
Nesse contexto, a Paybis relacionou parte do crescimento a regras mais claras e aos ETFs de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos. A empresa também destacou o marco MiCA na União Europeia. Ao mesmo tempo, stablecoins, remessas e carteiras móveis ampliaram os casos de uso.
Países com maior participação
Os Emirados Árabes Unidos lideram em percentual de propriedade, com 25,3% da população, conforme a Triple-A. Singapura aparece com 24,4%, seguida por Turquia, com 19,3%, e Argentina, com 18,9%. Tailândia, Brasil e Vietnã também integram o grupo de maior participação.
Entretanto, o Índice Global de Adoção de Criptomoedas da Chainalysis aplica critérios diferentes. O levantamento mede atividade, valor recebido, uso varejista e finanças descentralizadas. Nesse modelo, Índia, Estados Unidos, Paquistão, Vietnã, Brasil e Nigéria ocuparam as primeiras posições em 2025.
A Índia liderou as quatro subcategorias do índice. Em contrapartida, os Estados Unidos se destacaram pela escala institucional e varejista, enquanto o Paquistão apresentou forte crescimento de base. A Nigéria ficou na terceira posição mundial em finanças descentralizadas.
Ásia-Pacífico reúne a maior base
A Ásia-Pacífico registra taxa de 23% e cerca de 350 milhões de usuários ativos de carteiras, de acordo com a Paybis. A Oobit contabilizou 326,8 milhões de usuários na Ásia em 2024. Com isso, a região superou todos os demais continentes combinados.
A América do Norte apresenta taxa entre 16% e 17%, com aproximadamente 134 milhões de usuários de carteiras. Depois aparecem América Latina, com 15% e 92 milhões, e África, com 14% e 75 milhões. A Europa reúne entre 100 milhões e 140 milhões de usuários, dependendo da metodologia.
Na África, carteiras móveis apoiam poupança, remessas e proteção contra a desvalorização de moedas locais. De modo semelhante, a América Latina recorre aos ativos digitais diante da instabilidade cambial. Na Europa, o MiCA passou a vigorar em dezembro de 2024 nos 27 países da União Europeia.
Perfil dos proprietários
Homens representam 61% dos proprietários globais, contra 39% de mulheres, conforme a Triple-A. A faixa de 25 a 34 anos concentra cerca de 34% do total. Ainda assim, a Paybis identificou crescimento mais rápido entre mulheres em grandes mercados durante 2024 e 2025.
A idade média dos usuários é de 34,8 anos, enquanto 60% têm menos de 35 anos. Nas áreas urbanas, a taxa de propriedade chega a 25%, ante 11% nas regiões rurais. Além do mais, 78% dos usuários acessam serviços financeiros digitais pelo celular.
Nos Estados Unidos, 28% dos adultos entre 18 e 29 anos já investiram nesse mercado. Em comparação, a participação cai para 8% entre pessoas com pelo menos 65 anos. A Security.org também identificou menor intenção de compra entre mulheres.
Bitcoin e Ethereum lideram as carteiras
O Bitcoin permanece como o ativo mais detido. A Crypto.com calculou 365 milhões de proprietários em 2025, equivalentes a 49,3% dos donos de criptomoedas. O Ethereum somou 175 milhões de proprietários, ou 23,6% do total.
Apesar da liderança do Bitcoin, o Ethereum cresceu 22,6% em um ano, contra 8,3% do Bitcoin. Stablecoins e outros ativos formaram o grupo com expansão mais rápida. Logo, a diversificação das carteiras avançou junto com a base de usuários.
Nos Estados Unidos, 74% dos proprietários tinham Bitcoin e 53% possuíam Ethereum em 2026, conforme a Security.org. Dogecoin apareceu com 25%, Solana com 20% e USDC com 18%. A participação da Solana subiu de 11% em 2024 para 20% em 2026.
Mercado dos Estados Unidos
A Security.org estimou que 30% dos adultos americanos possuíam criptomoedas em 2026, cerca de 70,4 milhões de pessoas. A pesquisa ouviu 992 adultos e utilizou respostas autodeclaradas. Antes disso, a taxa havia atingido 33% em 2022 e recuado para 27% em 2024.
Posteriormente, o percentual subiu para 28% em 2025 e retornou a 30% em 2026. A organização relacionou a recuperação aos ETFs de Bitcoin e à postura federal mais favorável ao setor. O governo dos Estados Unidos criou a Reserva Estratégica de Bitcoin em março de 2025.
O Congresso também aprovou a GENIUS Act sobre stablecoins em julho daquele ano. Entre antigos e atuais proprietários, 53% relataram ganho líquido e 21% registraram prejuízo. Porém, 59% dos americanos disseram não confiar na segurança do setor.
Contagem de proprietários de Bitcoin
As estimativas de proprietários de Bitcoin variam de 25 milhões a mais de 460 milhões. A blockchain registra endereços, e não pessoas, o que dificulta o cálculo. Dados de autocustódia indicam entre 25 milhões e 30 milhões de titulares individuais.
Bitbo e Chainalysis apontam aproximadamente 106 milhões de proprietários. Em outra abordagem, a Gate.io estimou entre 422 milhões e 455 milhões. A Crypto.com, por sua vez, calculou 467 milhões de pessoas expostas ao Bitcoin.
Dos 460 milhões de endereços que já tiveram saldo, 288 milhões estavam vazios. Entre os 172 milhões restantes, 147 milhões pertenciam a exchanges, serviços, comerciantes ou outros participantes. Consequentemente, cerca de 25 milhões poderiam representar carteiras ativas de indivíduos.
A concentração também permanece elevada. O 1% superior dos detentores controla 87% dos Bitcoins, enquanto 74% da oferta não se movimenta há mais de um ano. Cerca de 988.627 carteiras possuem pelo menos um BTC, embora muitas pertençam a empresas e fundos.
Projeções para os próximos anos
A SolCard aplicou o crescimento de 12,4% sobre a base de 741 milhões. A extrapolação aponta aproximadamente 830 milhões de proprietários no fim de 2026. Todavia, o cálculo representa uma projeção própria, e não uma previsão publicada pela Crypto.com.
A Confluent AM apresentou um cenário mais acelerado, com 1,01 bilhão de proprietários em 2026. Esse volume corresponderia a aproximadamente 12% da população mundial. Mesmo assim, a maioria das pessoas continuaria fora do mercado.
A Oobit projeta 100 milhões de usuários de Bitcoin em 2027 e 250 milhões em 2030. A empresa também estima que o mercado alcance US$ 7,98 trilhões em 2030, ante US$ 2,96 trilhões em 2025. Por fim, segurança e volatilidade continuam entre os principais obstáculos à expansão.
| | Receba nossas últimas notícias em primeira mão. Adicione-nos como sua fonte preferida no Google e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações. |
|---|