CoreWeave: Goldman Sachs vê potencial de alta de 120%

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As ações da CoreWeave passaram por uma forte desvalorização antes de receber uma avaliação mais favorável em Wall Street. Em uma semana, a empresa perdeu US$ 10,4 bilhões em valor de mercado. Ainda assim, o Goldman Sachs elevou sua recomendação para compra na segunda-feira. Com a mudança, o banco deixou de adotar uma posição neutra sobre o papel.

Ao mesmo tempo, a instituição reduziu o preço-alvo das ações de US$ 139 para US$ 106. Mesmo após o corte, o novo objetivo indicou potencial de valorização de aproximadamente 120%, conforme a avaliação divulgada. Dessa forma, o banco passou a considerar a recente queda uma oportunidade de entrada. O movimento ocorreu apesar das incertezas que continuam pressionando a companhia.

O Goldman Sachs justificou a decisão pela capacidade da empresa de obter retornos maiores com investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. Além disso, o banco destacou o potencial de geração de receita dos data centers da companhia. Por outro lado, financiamento e demanda continuam no centro das discussões sobre a CoreWeave. Esses fatores podem influenciar o ritmo de expansão e os retornos dos novos projetos.

Gráfico diário das ações da CoreWeave

Gráfico diário das ações da CoreWeave. Fonte: Google Finance

 

Ações da empresa enfrentam forte pressão

A recomendação surgiu após as ações da CoreWeave recuarem 24% nos cinco pregões anteriores à avaliação. Desde 11 de agosto, o papel acumulava uma queda de 43%. Nesse período, a trajetória refletiu preocupações com a volatilidade do mercado de crédito. Como resultado, investidores passaram a avaliar com maior cautela os planos de crescimento da empresa.

O movimento também direcionou a atenção para os recursos necessários à próxima fase de expansão da CoreWeave. Afinal, a estratégia exige investimentos substanciais em infraestrutura computacional voltada à inteligência artificial. Por isso, as perspectivas da companhia dependem dos custos dos empréstimos e dos retornos gerados pelos data centers. Condições de crédito menos favoráveis podem aumentar a pressão sobre esses projetos.

Conforme o Goldman Sachs, a receita recorrente anual por megawatt pode superar as expectativas nos próximos 24 meses. Com isso, a taxa interna de retorno desalavancada também poderia ficar acima das projeções atuais. A análise considera a oferta restrita de infraestrutura computacional direcionada à inteligência artificial. Portanto, a escassez de capacidade disponível pode favorecer os resultados da CoreWeave.

Demanda por IA e financiamento seguem no foco

O Goldman Sachs também considera que a CoreWeave se diferencia de outros provedores conhecidos como neoclouds. Assim, a empresa poderia ampliar sua receita e os retornos dos investimentos conforme avançar a demanda por capacidade computacional. No entanto, permanecem dúvidas sobre a disponibilidade de recursos para financiar essa expansão. O custo do capital também continua como um risco relevante para a estratégia.

Enquanto isso, investidores discutem a demanda por modelos avançados de inteligência artificial em comparação com aplicações menos exigentes. Em paralelo, o mercado avalia se mudanças nas cargas de trabalho podem afetar a monetização dos tokens de IA pelos clientes. Essas unidades são utilizadas no processamento de solicitações feitas aos modelos. Apesar disso, a incerteza sobre a evolução do consumo adicionou pressão às ações.

As condições do mercado de crédito contribuíram para a recente venda dos papéis. Em contrapartida, a oferta limitada de capacidade computacional pode beneficiar a CoreWeave, conforme a análise do banco. Sob essa perspectiva, a companhia pode capturar retornos maiores caso a demanda continue avançando. O desempenho futuro dependerá tanto do financiamento em condições favoráveis quanto da evolução do setor de inteligência artificial.

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