SkyAI abandona tesouraria de Solana e abre recompra
A SkyAI vendeu toda a sua tesouraria de ativos digitais em Solana e abriu uma oferta para recomprar ações e warrants. A operação pode movimentar até US$ 201,3 milhões. Com isso, a companhia encerra a estratégia de manter SOL em seu balanço. A informação consta em um registro na SEC.
Após liquidar suas posições em SOL, a empresa possuía US$ 223,8 milhões em caixa em 16 de outubro. No entanto, o resumo da operação também menciona US$ 223,1 milhões em recursos disponíveis. O material não esclarece a diferença entre os dois valores. Mesmo assim, ambos superam o custo máximo estimado para a recompra.
A oferta termina em 29 de outubro de 2026. Pela proposta, acionistas e detentores de warrants podem vender os títulos diretamente à SkyAI por US$ 3 cada. Além disso, a oferta abrange até 95% de cada classe de ações e warrants em circulação. Assim, a companhia pretende usar os próprios recursos em caixa para realizar os pagamentos.
Venda de SOL reverte estratégia de tesouraria
O preço oferecido equivale a cerca de 0,95 vez o valor líquido dos ativos dos títulos, conforme o múltiplo mNAV. Caso os investidores aceitem integralmente a proposta, a operação custará US$ 201,3 milhões. Ainda assim, esse total não inclui taxas e outras despesas relacionadas à oferta. Na prática, o desembolso final poderá superar o valor destinado diretamente aos títulos.
A SkyAI iniciou sua estratégia de tesouraria em Solana em agosto de 2025. Antes disso, a companhia captou mais de US$ 400 milhões por meio de uma colocação privada. Um mês depois, a empresa comprou mais de 2 milhões de SOL. No fim de 2025, ela mantinha 2,08 milhões de unidades, adquiridas por US$ 403,1 milhões.
O custo médio da posição chegou a aproximadamente US$ 194 por SOL. Entretanto, o relatório anual da empresa indicou que a reserva valia apenas US$ 250 milhões. Assim, a SkyAI acumulava cerca de US$ 153 milhões em perdas não realizadas. A queda do SOL, portanto, reduziu significativamente o valor contábil da tesouraria.
Em fevereiro de 2026, empresas listadas com reservas em Solana somavam US$ 1,5 bilhão em perdas não realizadas. Com a desvalorização, essas companhias enfrentaram pressão simultânea sobre suas ações e reservas digitais. Por isso, o desempenho do SOL passou a afetar diretamente a situação financeira dessas empresas. Nesse contexto, a SkyAI decidiu priorizar a devolução de capital aos investidores.
Bastion Trading pede revisão independente
A Bastion Trading, firma de investimentos que detém quase 10% da SkyAI, pediu uma revisão independente da situação. Conforme os relatos, a gestora não pretende participar da recompra nas condições atuais. Por outro lado, a Bastion busca um preço de US$ 3,50 por ação. Em vez de aceitar a oferta, a acionista também defendeu limites para a participação de insiders.
A firma de investimentos pediu ainda que a SkyAI exclua da operação os warrants mantidos por assessores estratégicos. Dessa forma, a Bastion pretende limitar potenciais conflitos na distribuição dos recursos. A gestora, porém, não apresentou adesão ao valor de US$ 3 estabelecido pela companhia. O posicionamento amplia a pressão por mudanças nos termos da recompra.
SkyAI pretende manter listagem na Nasdaq
A saída da estratégia com SOL evidencia o impacto das perdas não realizadas sobre tesourarias digitais. Porém, a decisão da SkyAI não obriga outras empresas expostas a Solana a seguirem o mesmo caminho. Ainda assim, a diferença entre o custo médio e o valor posterior da reserva ajuda a explicar a mudança. Em contraste com a estratégia anterior, a companhia agora concentra recursos na recompra de títulos.
A SkyAI descreve seu negócio como uma plataforma financeira que combina infraestrutura de stablecoins na Solana com inteligência artificial. Agora, a empresa não mantém compromisso de reconstruir sua reserva de SOL. Após concluir as recompras, ela pretende preservar sua listagem na Nasdaq. Por enquanto, a companhia escolheu devolver capital aos investidores em vez de aceitar uma proposta de aquisição da Forward Industries.
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