Standard Chartered acerta compra da Zodia Custody

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O Standard Chartered assinou acordos definitivos para adquirir a Zodia Custody, empresa especializada na custódia de ativos digitais. Com o acordo, o banco pretende integrar os serviços da companhia à sua estrutura global de custódia. A assinatura sucede a aprovação da oferta pelos acionistas da Zodia, ocorrida em maio.

A Zodia Custody tem sede em Londres e divulgou os termos em um comunicado na quarta-feira. Além de atender instituições, a empresa oferece serviços para gestores de ativos. Por sua vez, o Standard Chartered amplia sua presença internacional no mercado de criptomoedas.

Aquisição reforça expansão internacional do banco

No início deste mês, o Standard Chartered informou que planejava oferecer custódia de criptomoedas a clientes institucionais em Singapura. Atualmente, o banco já mantém esse serviço nos Emirados Árabes Unidos, em Luxemburgo e em Hong Kong. Assim, a aquisição amplia um portfólio que o grupo desenvolve em diferentes mercados.

Richard Clark, CEO da Zodia Custody, afirmou que a custódia ocupa um espaço crescente no sistema bancário global. Segundo o executivo, esse movimento acompanha a aceleração da adoção institucional de ativos digitais. Na avaliação de Clark, a experiência especializada da empresa representa um componente central da operação.

“À medida que a adoção institucional de ativos digitais acelera, a custódia está se tornando cada vez mais parte do cenário bancário global.”

De acordo com Clark, a Zodia Custody construiu um negócio sólido, com conhecimentos e capacidades especializados. A companhia estruturou seus serviços para atender às necessidades de clientes institucionais. Com isso, também passou a apoiar gestores de ativos interessados nesse mercado.

Serviços terão foco em clientes institucionais

O executivo declarou que a união entre a experiência da Zodia e o alcance global do Standard Chartered fortalecerá a oferta do banco. Na prática, a plataforma bancária estabelecida do grupo apoiará essa expansão. Clark acredita que instituições terão maior acesso a serviços regulados e confiáveis em escala mundial.

“Reunir essa experiência ao alcance global e à plataforma bancária estabelecida do Standard Chartered fortalecerá sua oferta de custódia de ativos digitais e dará às instituições maior acesso a serviços de custódia confiáveis e regulados em todo o mundo.”

Ying Ying Tan, chefe global de serviços de valores mobiliários e ativos digitais do Standard Chartered, também comentou a operação. Para a executiva, o acordo aprofunda o portfólio de custódia de ativos digitais do banco. Ao mesmo tempo, a compra fortalece a posição da instituição como provedora global de serviços para o setor.

Os acionistas da Zodia Custody aprovaram a oferta do Standard Chartered em maio. O banco informou a aprovação em um anúncio sobre a aquisição. A empresa mantém serviços de custódia de Bitcoin e de outros ativos digitais para instituições e gestores.

Custódia ganha espaço entre grandes bancos

Nos últimos anos, o Standard Chartered aprofundou sua atuação no mercado de criptomoedas. Em 2025, o banco criou em Londres uma mesa para negociar Bitcoin e outras criptomoedas. Dessa forma, tornou-se um dos primeiros bancos globais a oferecer negociação à vista nesse segmento.

Desde então, o grupo lançou serviços de custódia e negociação em vários países. Enquanto isso, outras instituições financeiras começaram a desenvolver ofertas semelhantes. State Street, Standard Chartered, U.S. Bank e Citigroup assumiram compromissos com a custódia direta de criptomoedas nos últimos 18 meses.

Nesse período, a custódia consolidou-se como um ponto de entrada para bancos interessados em ativos digitais. Em 2022, o BNY Mellon tornou-se o primeiro grande banco dos Estados Unidos a oferecer esse tipo de serviço. Um documento sobre custódia de ativos digitais registrou o marco.

Estruturas especializadas passam a integrar bancos

Agora, o Standard Chartered pretende reunir sua plataforma bancária global à estrutura especializada da Zodia Custody. O acordo ocorre enquanto investidores institucionais ampliam sua participação no mercado de ativos digitais. Nesse contexto, a custódia permanece como uma das principais portas de entrada dos bancos no setor.

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