Oracle: Wall Street prevê alta de 96% em 12 meses

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As ações da Oracle acumulavam queda de 49,59% desde as máximas próximas de US$ 250, registradas no início de junho. No momento da análise, os papéis custavam US$ 125,09. Ainda assim, a forte desvalorização não mudou de forma decisiva o sentimento dos analistas de Wall Street. O consenso continuou apontando uma possível recuperação nos 12 meses seguintes.

Na sexta-feira, 23 de outubro, Gabriela Borges, do Goldman Sachs, reiterou a recomendação de compra para a Oracle. Contudo, a analista reduziu o preço-alvo de US$ 240 para US$ 206. Considerando a cotação de US$ 125,09, o novo alvo representa um potencial de valorização de aproximadamente 64,68%. Portanto, a projeção permaneceu positiva, apesar da revisão para baixo.

O alvo anterior indicava uma possível alta de 91,86% em relação ao preço analisado. Nesse contexto, o corte refletiu o impacto da correção recente sobre as estimativas para a empresa. Mesmo assim, Borges preservou sua avaliação favorável sobre as perspectivas da Oracle.

Gráfico do preço das ações da Oracle no ano, com o desempenho desde o início de junho destacado.Gráfico do preço das ações da Oracle no ano, com o desempenho desde o início de junho destacado. Fonte: Google.

 

Analistas mantêm apoio à Oracle após forte queda

Borges destacou que os projetos e investimentos em infraestrutura de inteligência artificial enfrentam maior escrutínio. Por outro lado, ela apontou o forte crescimento das obrigações de desempenho remanescentes, conhecidas pela sigla RPO. A analista também citou metas de receita mais elevadas para o ano fiscal de 2027. Esses fatores sustentaram a avaliação otimista do Goldman Sachs.

Apesar da volatilidade recente, o cenário adverso não alterou amplamente as projeções dos especialistas institucionais. A turbulência atingiu tanto a Oracle quanto o setor de inteligência artificial em geral. Enquanto isso, o segmento enfrentou acontecimentos desfavoráveis, como a estreia de uma empresa de data centers na Coreia do Sul. Mesmo nesse ambiente, as recomendações para a Oracle permaneceram majoritariamente positivas.

Dessa forma, a queda das ações ainda não provocou uma revisão generalizada das avaliações. Os analistas reduziram alguns alvos, mas mantiveram expectativas de recuperação. O desempenho futuro, porém, dependerá da capacidade da companhia de cumprir suas metas de receita e infraestrutura.

Preços-alvo definidos por analistas de Wall Street para as ações da Oracle nos próximos 12 meses.Preços-alvo de Wall Street para as ações da Oracle nos próximos 12 meses. Fonte: TipRanks.

 

Preço-alvo médio aponta Oracle perto de US$ 245

Dados compilados em 23 de outubro mostram que Wall Street classificava as ações como “Strong Buy”. Nos três meses anteriores, analistas emitiram 27 recomendações de compra, quatro de manutenção e uma de venda. Assim, a visão predominante continuou favorável após quatro meses de queda. As recomendações de compra representaram a ampla maioria das avaliações.

O preço-alvo médio para os 12 meses seguintes ficou em US$ 244,89. Em relação à cotação informada de US$ 125,09, esse valor corresponde a um avanço aproximado de 95,77%, arredondado para 96%. Logo, o consenso projetava uma recuperação expressiva das ações da Oracle. O alvo médio também se aproximava das máximas observadas no início de junho.

As revisões divulgadas em outubro mantiveram um viés favorável. Quatro das seis atualizações trouxeram recomendação de compra. Em contrapartida, RBC Capital e Yorkville Ives & Co recomendaram manutenção, com preços-alvo de US$ 165 e US$ 155, respectivamente. Nenhuma das seis atualizações citadas trouxe recomendação de venda.

Thomas Blakey, analista da Cantor Fitzgerald, apresentou a projeção mais otimista entre as avaliações mencionadas. Ele estimou uma valorização de 127,04% nos 12 meses seguintes. Nesse cenário, as ações da Oracle alcançariam US$ 284. A estimativa ficou acima tanto do consenso de Wall Street quanto do alvo estabelecido pelo Goldman Sachs.

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